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<channel><title><![CDATA[Escarlate :: Arte na USP - Artes Plasticas]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/artes-plasticas.html]]></link><description><![CDATA[Artes Plasticas]]></description><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 10:34:28 -0800</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[História escrita em tinta]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/07/entre-atos.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/07/entre-atos.html#comments]]></comments><pubDate>Sun, 04 Jul 2010 17:27:56 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/07/entre-atos.html</guid><description><![CDATA[Por Marina PastoreQuem entra na sala de exposi&ccedil;&otilde;es do Museu de Arte Contempor&acirc;nea da USP (MAC-USP) se v&ecirc; frente a frente com um pesado legado hist&oacute;rico. Pulsos algemados, rostos cadav&eacute;ric [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><font color="#FF0000"><a href="mailto:ma.pastore90@gmail.com">Por Marina Pastore</a></font></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">Quem entra na sala de exposi&ccedil;&otilde;es do Museu de Arte Contempor&acirc;nea da USP (MAC-USP) se v&ecirc; frente a frente com um pesado legado hist&oacute;rico. Pulsos algemados, rostos cadav&eacute;ricos e gestos intensos marcam as obras produzidas durante a <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">ditadura militar</strong>, que despertam uma sensa&ccedil;&atilde;o um pouco indefinida &ndash; sufocamento, indigna&ccedil;&atilde;o, um medo vago, mas ainda presente - at&eacute; em quem n&atilde;o sentiu na pele a viol&ecirc;ncia do per&iacute;odo.</span><br /><br />  <span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A exposi&ccedil;&atilde;o<strong style="mso-bidi-font-weight: normal"> &ldquo;Entre Atos: 1964-1968&rdquo;</strong> estabelece dois marcos fortes, o golpe militar e o AI-5, para discutir este momento delicado da nossa hist&oacute;ria, com o qual ainda n&atilde;o conseguimos lidar &ndash; como prova a pol&ecirc;mica sobre a abertura dos arquivos do regime ou a relut&acirc;ncia em discutir a Lei de Anistia de 1979. Mais do que isso, a mostra faz parte de um projeto sobre a constitui&ccedil;&atilde;o do acervo do MAC, fundado justamente um ano antes do golpe de 64. Ana Magalh&atilde;es, curadora da exposi&ccedil;&atilde;o, explica que &ldquo;o Museu representou um espa&ccedil;o de experimenta&ccedil;&atilde;o ativo, de livre pensamento e interc&acirc;mbio entre os artistas&rdquo;, mesmo num contexto de duras restri&ccedil;&otilde;es &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cultural, e assim conseguiu reunir um acervo importante de arte contempor&acirc;nea.</span></div><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1933666.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Limite, 1967, Avatar da Silva Moraes</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">A parte do acervo que est&aacute; exposta foi dividida em tr&ecirc;s grandes blocos: Forma, Gesto e Plano, que possibilitam uma interpreta&ccedil;&atilde;o mais aberta, libertando as obras e o p&uacute;blico das categorias tradicionais estabelecidas pela hist&oacute;ria da arte. O primeiro m&oacute;dulo, <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">Figura</strong>, &eacute;, &agrave; primeira vista, o de conte&uacute;do mais explicitamente pol&iacute;tico. A caveira ou o rosto magro e sofrido &eacute; recorrente, assim como a refer&ecirc;ncia direta ou metaf&oacute;rica a situa&ccedil;&otilde;es de tortura e o uso de tons sombrios, em especial o preto e o vermelho. As obras <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">&ldquo;Caixa 5&rdquo;</strong> e <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">&ldquo;Caixa 6&rdquo;</strong>, de Avatar da Silva Moraes, d&atilde;o ao espectador uma ideia do que a classe art&iacute;stica sentia no per&iacute;odo: cabe&ccedil;as presas em caixas. A da &ldquo;Caixa 5&rdquo; &eacute; comprimida por duas prensas. A da &ldquo;Caixa 6&rdquo; est&aacute; escondida por tr&aacute;s de teias e &eacute; acompanhada de um espelho &ndash; poderia ser voc&ecirc;. J&aacute; na <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">&ldquo;S&eacute;rie do Futebol&rdquo;</strong>, de Jos&eacute; Roberto Aguilar, jogadores sem rosto e bandeiras do Brasil manchadas de preto e vermelho contrap&otilde;em a alegria t&iacute;pica do futebol ao momento negro da vida social e pol&iacute;tica. Bem apropriada para esta semana pr&eacute;-Copa.</span></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4119719.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">S&eacute;rie do Futebol, 1964, Jos&eacute; Roberto Aguilar</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">J&aacute; o m&oacute;dulo <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">Gesto</strong> lida com obras mais abstratas, mas que n&atilde;o deixam de refletir de forma bastante clara o momento cr&iacute;tico vivido pelo pa&iacute;s. Waldemar da Costa, por exemplo, representa na tela <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">&ldquo;Est&aacute;tico Semovente XIII&rdquo;</strong> uma bandeira do Brasil formada por ret&acirc;ngulos que parecem prestes a ser engolidos por uma grande mancha negra. O gesto brusco, intenso, carregado, o tra&ccedil;o r&aacute;pido, a mancha, a desordem, as camadas espessas de cor despertam a sensa&ccedil;&atilde;o do caos tanto quanto as figuras da sala anterior.</span><br /><br /><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;">O &uacute;ltimo bloco, <strong style="mso-bidi-font-weight: normal">Plano</strong>, pode parecer um contraste brusco em rela&ccedil;&atilde;o aos dois primeiros. As telas de Arnaldo Ferrari e Mira Schendel s&atilde;o mais geom&eacute;tricas e organizadas, com cores mais vibrantes em espa&ccedil;os nitidamente delimitados. Ana explica, entretanto, que n&atilde;o se deve ver nesse tipo de experimenta&ccedil;&atilde;o com a forma uma aliena&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica: &ldquo;esse tipo de linguagem art&iacute;stica foi associada &agrave; ideia de um campo totalmente aut&ocirc;nomo da arte, que nada tem a ver com a vida. Mas o debate n&atilde;o &eacute; s&oacute; est&eacute;tico. &Eacute; um projeto maior, um projeto ut&oacute;pico, de <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">transforma&ccedil;&atilde;o</strong> da vida&rdquo;. Projeto este que n&atilde;o teve seu espa&ccedil;o nem com o final do regime.</span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5091983.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">&Eacute; proibido dobrar &agrave; esquerda, 1965, Rubens Gerchman</div></div></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2721710.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Voc&ecirc; faz parte II, 1964, Nelson Leirner</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA">Muitas das quest&otilde;es abordadas por estes artistas ainda ficam sem resolu&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O Brasil ainda est&aacute; por constituir melhor este debate&rdquo;, diz Ana; &ldquo;me parece que n&oacute;s vivemos, do ponto de vista social, pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico, uma situa&ccedil;&atilde;o que nos remete ao ambiente das d&eacute;cadas de 60 e 70. H&aacute; uma tend&ecirc;ncia a estruturas mais conservadoras, a m&eacute;todos cada vez mais r&iacute;gidos de controle social. Ao mesmo tempo em que vivemos um processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, as <strong style="mso-bidi-font-weight: normal">fronteiras</strong> se erguem de forma mais evidente do que nunca&rdquo;. Mais do que uma reflex&atilde;o hist&oacute;rica, o contato com estas obras nos remete ao nosso pr&oacute;prio momento. Talvez seja este o motivo daquela sensa&ccedil;&atilde;o estranha que se tem ao entrar na sala. &Eacute; um pouco assustador, mas necess&aacute;rio.</span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA["Quando crescer vou fazer artes plásticas!"]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/05/-quando-crescer-vou-fazer-artes-plsticas.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/05/-quando-crescer-vou-fazer-artes-plsticas.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 05 May 2010 15:32:13 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/05/-quando-crescer-vou-fazer-artes-plsticas.html</guid><description><![CDATA[&nbsp; [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8025532.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>&nbsp;</FONT></SPAN><BR><FONT color=#ff0000>por Camila Camilo com colabora&ccedil;&atilde;o de Alexandre Dall'ara<BR></FONT><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Mais dia menos dia, &eacute; preciso tomar um rumo na vida. Aqueles que ap&oacute;s conclu&iacute;rem o Ensino M&eacute;dio t&ecirc;m oportunidade de continuar seus estudos vivem isso na pele quando precisam escolher entre uma gama imensa de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, muitos criados com exclusivo fim mercadol&oacute;gico, aquilo que querem fazer pro resto da vida. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Advogado, jornalista, engenheiro, m&eacute;dico, psic&oacute;logo...e, por que n&atilde;o, artista?</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>&Eacute; comum n&atilde;o pensar em arte como profiss&atilde;o, ou achar que este n&atilde;o &eacute; um profissional com agenda, responsabilidades e rotina. Representado como um personagem aleg&oacute;rico seria algu&eacute;m com sotaque franc&ecirc;s, bigodinho, boina e cachecol carregando uma paleta na m&atilde;o. Esque&ccedil;a tudo isso. Arte &eacute; coisa s&eacute;ria e muitos profissionais vivem dela fazendo coisas bem mais interessantes do que o estere&oacute;tipo que podemos ter em mente.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Suzana da Costa, estudante do 4&ordm; ano de Artes Pl&aacute;sticas da USP e estagi&aacute;ria do Museu de Artes Sacras de Embu das Artes, diz que no in&iacute;cio buscou refer&ecirc;ncias no Guia do Estudante e escolheu Artes Pl&aacute;sticas porque envolvia coisas que a interessavam como as outras artes, psicologia e sociologia. Depois, na faculdade, viu que n&atilde;o havia esta liga&ccedil;&atilde;o, que o curso &eacute; mais espec&iacute;fico e n&atilde;o &eacute;, ao contr&aacute;rio do que pensava, um &ldquo;mesclad&atilde;o&rdquo; das outras artes.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Suzana explica que na USP o curso tem quatro bachar&eacute;is: pintura, escultura, multim&iacute;dia e gravura; al&eacute;m da licenciatura, para quem quer se habilitar a dar aulas ou trabalhar em monitorias. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Priscila Arantes, diretora t&eacute;cnica do Pa&ccedil;o das Artes, &eacute; formada em filosofia pela USP e toda sua trajet&oacute;ria profissional &eacute; relacionada &agrave; arte. Ainda na faculdade, come&ccedil;ou a trabalhar na coordena&ccedil;&atilde;o de oficinas e projetos culturais da Secretaria de Cultura do Estado. Fez mestrado na PUC sobre Hist&oacute;ria da Arte e Curadoria e diz que a vida acad&ecirc;mica foi muito importante na sua forma&ccedil;&atilde;o. "Eu vim da &aacute;rea acad&ecirc;mica... fui entrando na arte a partir dessa minha inser&ccedil;&atilde;o." </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Por volta de 2005, come&ccedil;ou a receber convites para ser curadora e no mesmo ano come&ccedil;ou a trabalhar no Pa&ccedil;o das Artes. Em 2007, o Pa&ccedil;o foi convidado pela Secretaria da Cultura para gerir o MIS (Museu da Imagem e do Som), e Priscila assumiu o cargo de diretora t&eacute;cnica nas duas institui&ccedil;&otilde;es.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>E o que faz uma curadora? A fun&ccedil;&atilde;o de Priscila &eacute; pensar o projeto curatorial geral da institui&ccedil;&atilde;o e eventualmente fazer curadoria de alguma exposi&ccedil;&atilde;o. Eventualmente porque no Pa&ccedil;o e no MIS as diretoras t&eacute;cnicas s&atilde;o tamb&eacute;m curadoras e al&eacute;m delas, outros curadores s&atilde;o convidados para exposi&ccedil;&otilde;es em cartaz. Ela tamb&eacute;m acompanha o fluxo do trabalho, a montagem das exposi&ccedil;&otilde;es, convida profissionais e supervisiona a produ&ccedil;&atilde;o e a divulga&ccedil;&atilde;o. Entre as exposi&ccedil;&otilde;es das quais participou est&aacute; &ldquo;I/Leg&iacute;timo: dentro e fora do circuito&rdquo;, sobre grafiteiros e arte de rua. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>&nbsp;</FONT></SPAN></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/514470.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#cc0000><STRONG>Mercado</STRONG></FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Embora a forma&ccedil;&atilde;o seja importante, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio fazer artes pl&aacute;sticas para se tornar artista. Suzana conta que as influ&ecirc;ncias que a pessoa teve e os contatos que tem tamb&eacute;m contam na hora de apresentar um trabalho ou conseguir oportunidades.</FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>A estudante diz que o curso &eacute; bom e h&aacute; mercado. Seu tio foi o pioneiro na restaura&ccedil;&atilde;o no Brasil, isso h&aacute; aproximadamente 30 anos. E esta &eacute; uma &aacute;rea com demanda elevada e pouca m&atilde;o de obra especializada. Faltam cursos do tipo, inclusive em S&atilde;o Paulo. </FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>O Pa&ccedil;o pode ser uma op&ccedil;&atilde;o para os iniciantes, pois se prop&otilde;e a trabalhar com artistas e curadores emergentes. "Trabalhamos com novos artistas para a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova agenda dentro do circuito da arte", diz Priscila. Anualmente o museu produz um edital para todo o pa&iacute;s, no qual novos artistas e curadores inscrevem seus trabalhos. Dez projetos s&atilde;o selecionados todos os anos. Al&eacute;m disso, cr&iacute;ticos novatos tamb&eacute;m s&atilde;o convidados a produzir textos sobre as mostras. </FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>A sugest&atilde;o da curadora para quem est&aacute; come&ccedil;ando &eacute; que procure galerias, cr&iacute;ticos interessados e participem de editais como o do Pa&ccedil;o. A dica para quem tem um trabalho consistente e que busque ficar conhecido no meio. &ldquo;A arte contempor&acirc;nea &eacute; um circuito, um circuito de pessoas, de museus, de galerias ...&eacute; preciso se fazer visto nesse circuito", explica. </FONT></SPAN></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA["De um povo heróico o brado retumbante"]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/de-um-povo-herico-o-brado-retumbante.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/de-um-povo-herico-o-brado-retumbante.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 23 Mar 2010 18:38:58 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/de-um-povo-herico-o-brado-retumbante.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5808313.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; COLOR: #8c8787; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi"><A href="mailto:camilacamilo@revistaescarlate.com"><STRONG><EM>por Camila Camilo</EM></STRONG></A></SPAN><BR>O Museu Paulista da Universidade de <STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">S&atilde;o Paulo</STRONG>, popularmente conhecido como </FONT><SPAN style="COLOR: blue"><A href="http://www.mp.usp.br/visitacao/visitacao.html" target=_blank>Museu do Ipiranga</A></SPAN><FONT color=#000000>, guarda um segredo. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Qual?! Pois vamos l&aacute;.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Contando com um importante acervo permanente e com exposi&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias, o museu foi fundando em 07 de setembro de 1895. Isso porque D. Pedro havia autorizado a constru&ccedil;&atilde;o de um monumento em comemora&ccedil;&atilde;o &agrave; Independ&ecirc;ncia do Brasil. Ali&aacute;s, por causa de sua fam&iacute;lia, h&aacute; drag&otilde;es por todos os lados: nas molduras, nas paredes, nas colunas. Esquisito?! Nada disso, o drag&atilde;o era o s&iacute;mbolo da Casa de Bragan&ccedil;a. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>No centen&aacute;rio da independ&ecirc;ncia o museu passou por mudan&ccedil;as importantes: o aspecto hist&oacute;rico da institui&ccedil;&atilde;o foi refor&ccedil;ado, novos acervos foram incorporados e uma reforma foi conduzida pelo ent&atilde;o diretor, </FONT><SPAN style="COLOR: blue"><A href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_d'Escragnolle_Taunay" target=_blank>Afonso de Escragnolle Taunay</A></SPAN><FONT color=#000000>. A partir da&iacute;, <STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">S&atilde;o Paulo</STRONG> ganha enfoque como crucial para a hist&oacute;ria do Brasil. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Falando em hist&oacute;ria do Brasil, assim que se entra no museu a coloniza&ccedil;&atilde;o e seus protagonistas &iacute;ndios e homens brancos s&atilde;o apresentados. H&aacute; &acirc;nforas na imponente escada com &aacute;guas dos principais rios brasileiros, guardada por p&aacute;ssaros sentinelas. Assim como as esculturas, v&atilde;o refor&ccedil;ar a ideia presente no famoso painel de Pedro Am&eacute;rico, no sal&atilde;o nobre. Nas laterais da escada, h&aacute; placas de bronze lembrando aqueles que n&atilde;o receberam retratos. Retratos? Sim, basta olhar para o v&atilde;o principal. Voc&ecirc; encontrar&aacute; dezesseis pares de olhos, daqueles que pensaram antes de todo mundo, e por motivos distintos do oficial, em um Brasil independente. S&atilde;o os protagonistas da Revolta de Filipe dos Santos (1720), Inconfid&ecirc;ncia Mineira (1789), Revolu&ccedil;&atilde;o Pernambucana (18717) e da Independ&ecirc;ncia propriamente dita, em 1822. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>E no sal&atilde;o nobre, h&aacute; restos mortais.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>&Eacute; que naquela &eacute;poca guardar mexas de cabelo era uma demonstra&ccedil;&atilde;o de estima e de manuten&ccedil;&atilde;o das virtudes que a pessoa tinha. E ainda falavam dos &iacute;ndios...</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>No fim da escada, dois imensos bandeirantes j&aacute; deixam claro que este &eacute; um museu <STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">Paulista, com&nbsp;P mai&uacute;sculo, </STRONG>refletindo a mentalidade muito presente na d&eacute;c. de 20 do s&eacute;c. passado, de que o destino do Brasil se confundia com o destino de <A href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/tag/seculo-19" target=_blank><STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">S&atilde;o Paulo</STRONG> </A>e que foi a partir da a&ccedil;&atilde;o desbravadora dos bandeirantes paulistas que o Brasil se expandiu.Os bravos conterr&acirc;neos seriam assim pilares da unifica&ccedil;&atilde;o territorial brasileira. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>N&atilde;o pensem que tudo era coragem. No t&eacute;rreo h&aacute; um <A href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Almeida_J%C3%BAnior_-_Estudo_da_Partida_da_Mon%C3%A7%C3%A3o,_1897_(Bandeirantes).jpg" target=_blank>paine</A>l sobre as mon&ccedil;&otilde;es do conhecido Almeida J&uacute;nior, em que todos os rostos denotam o que sente algu&eacute;m que est&aacute; partindo rumo ao desconhecido, misto de desespero e vontade, e o abandono e tristeza de quem fica.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Mas tamb&eacute;m ele j&aacute; pintou </FONT><SPAN style="COLOR: blue"><A href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bf/Almeida_J%C3%BAnior_-_Saudade,_1899.jpg" target=_blank>saudade</A></SPAN><FONT color=#000000>, acho que entende do assunto.</FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>E ent&atilde;o, o caf&eacute;. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Nobre, saboroso, principal produto de exporta&ccedil;&atilde;o, capaz de superar o a&ccedil;&uacute;car no cen&aacute;rio econ&ocirc;mico brasileiro. Uma del&iacute;cia. Plantada por m&atilde;os escravas. E o museu n&atilde;o deixa voc&ecirc; ir sem reparar em um painel com documentos e an&uacute;ncios da &eacute;poca, no qual, por exemplo, uma m&atilde;e procura o filho perdido ou escravos fugidos s&atilde;o procurados como animais, e em instrumentos de tortura caprichosamente relacionados com fotos da &eacute;poca. </FONT></SPAN><BR><BR><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Fotos inclusive, nas quais os escravos nunca sa&iacute;am trabalhando, j&aacute; reparou nisso?!</FONT></SPAN></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2380710.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>E este caf&eacute; era exportado em navios que traziam industrializados. Meninos dos olhos da burguesia brasileira, que comprava em ruas como a Quinze de Novembro ou a Direita, o aparente luxo parisiense, numa &eacute;poca em que a publicidade ganhava for&ccedil;a para refor&ccedil;ar o consumo dos artigos agora produzidos em escala.</FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Outro grande painel mostra uma t&iacute;pica fam&iacute;lia burguesa da &eacute;poca. Em sua sala de jantar, lou&ccedil;as finas decoradas com bras&otilde;es e iniciais e todo o cerimonial necess&aacute;rio para demonstrar refinamento. Antes, era o dono da casa, s&iacute;mbolo da sociedade patriarcal, quem servia os convidados. Uma mudan&ccedil;a de h&aacute;bito atribuiu esta fun&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher e aos criados.&nbsp;Mas tanto refinamento se restringia ao lugar onde visitas eram recebidas. A cozinha, espa&ccedil;o feminino, era simples e utilit&aacute;ria. Para ilustrar esta sociedade patriarcal, o c&ocirc;modo feminino ficava justamente na parte de tr&aacute;s da casa. A parte que a hist&oacute;ria reservou &agrave;s mulheres por tanto tempo.</FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Des&ccedil;a as escadarias. Vire &agrave; esquerda. Para quem achava imposs&iacute;vel, fotografias inspiraram pinturas da S&atilde;o Paulo do s&eacute;c. XIX. Seu instinto de investigador vai ca&ccedil;ar diferen&ccedil;as entre elas, expostas lado a lado.</FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><FONT color=#000000>Em seguida, uma maquete gigante da <STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">S&atilde;o Paulo</STRONG> do fim do s&eacute;c. XIX. E que <STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal">S&atilde;o Paulo</STRONG> era essa? O atual centro velho, outrora glamouroso e requintado, hoje abandonado e sujo, ainda que igualmente importante. </FONT></SPAN></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4212666.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4470630.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"><font color="#000000">Por curiosidade, alguns pr&eacute;dios daquela &eacute;poca permanecem, mas s&atilde;o poucos, como a Faculdade de Direito do Largo S&atilde;o Francisco e a Igreja do Carmo. Aquela cidade parece bonita e tranq&uuml;ila, apesar da sujeira que causava doen&ccedil;as e problemas sanit&aacute;rios &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que convivia com outra popula&ccedil;&atilde;o, a de ratos.</font></span><br /><br /><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"><font color="#000000">Esta maquete me causou saudade e orgulho do segredo. </font></span><br /><br /><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"><font color="#000000">Qual segredo? </font></span><br /><br /><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"><font color="#000000">Este que se repete seis vezes neste texto.</font></span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7304548.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A cor da música]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/a-cor-da-msica.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/a-cor-da-msica.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 20:15:14 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/03/a-cor-da-msica.html</guid><description><![CDATA[por Marina PastoreCom cores e formas ousad [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><strong><em><a href="mailto:nina.pastore@hotmail.com">por Marina Pastore</a></em></strong></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2233402.jpg?393" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Com cores e formas ousadas, Kiko Farkas muda a imagem da OSESP</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">Orquestra sinf&ocirc;nica. O que essas duas palavras evocam na sua cabe&ccedil;a? Sal&otilde;es enormes sustentados por enormes colunas de m&aacute;rmore. Paredes preenchidas por grandes figuras cl&aacute;ssicas decoradas com filetes de ouro. Senhoras com coques brancos e vestidos longos. Senhores com bigodes grisalhos e ternos pretos. Poltronas vermelhas estofadas com bra&ccedil;os de mogno. An&eacute;is de ouro segurando ta&ccedil;as de champanhe. Solenidade. Som de violinos e cheiro de roupa guardada h&aacute; meses no arm&aacute;rio. Certo?<br /><br />  N&atilde;o para o designer gr&aacute;fico Kiko Farkas, criador dos <strong>cartazes para apresenta&ccedil;&otilde;es da OSESP</strong> (Orquestra Sinf&ocirc;nica do Estado de S&atilde;o Paulo) que est&atilde;o em exposi&ccedil;&atilde;o no <strong>Centro Universit&aacute;rio Maria Ant&ocirc;nia</strong> (CEUMA). Sua miss&atilde;o era justamente desvincular a m&uacute;sica erudita da sensa&ccedil;&atilde;o de antiguidade, mostrar que um concerto n&atilde;o &eacute; algo t&atilde;o pomposo e distante da realidade dos pobres mortais desacostumados a lustres de cristal e tapetes vermelhos.&nbsp;</div><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8469226.jpg?199" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Nas obras, tipografia &eacute; importante</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">45 dos quase 300 cartazes criados por Farkas para a OSESP podem ser vistos no CEUMA at&eacute; o dia 11 de abril. A abertura da mostra, no &uacute;ltimo dia 9, foi acompanhada do lan&ccedil;amento do livro &ldquo;Cartazes Musicais&rdquo;, que re&uacute;ne todas as obras desta s&eacute;rie. Esta iniciativa proporciona uma vis&atilde;o in&eacute;dita do conjunto, j&aacute; que os cartazes originalmente foram vistos um a um pelos frequentadores da orquestra. Mesmo em meio &agrave; diversidade que marca a obra de Farkas, influ&ecirc;ncias da m&uacute;sica, como o ritmo, a propor&ccedil;&atilde;o e a harmonia, perpassam a exposi&ccedil;&atilde;o inteira.<br /><br />  Para projetar uma imagem da OSESP como institui&ccedil;&atilde;o moderna e geradora de cultura, estes elementos musicais deveriam ser associados a movimento, inova&ccedil;&atilde;o, alegria. &Eacute; a&iacute; que entra a linguagem moderna de Farkas. Nada de peda&ccedil;os de violino, claves de sol nem retratos de Chopin e Mozart. O clich&ecirc; &eacute; justamente o &uacute;nico elemento imposs&iacute;vel de se encontrar num cartaz desta s&eacute;rie, produzida entre 2003 e 2007: do geom&eacute;trico ao fotogr&aacute;fico, do minimalista ao psicod&eacute;lico, do preto e branco ao colorido, da transpar&ecirc;ncia &agrave; opacidade, da linha &agrave; forma, da mancha &agrave; figura, todos os elementos da linguagem visual s&atilde;o usados para fazer refer&ecirc;ncia &agrave; linguagem musical de forma ousada e nova.</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" position: relative; float: right; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8613579.jpg?185" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">O sucesso do trabalho de Farkas &eacute; prova de que vale a pena correr o risco de sair do comum. &ldquo;Cada vez mais acredito que projetos criativos dependem de pessoas&rdquo;, disse o designer; &ldquo;pessoas que t&ecirc;m opini&atilde;o, id&eacute;ias, e que assumem o risco de levar em frente uma experi&ecirc;ncia transformadora&rdquo;. O artista cita como exemplo o conflito com alguns clientes, que queriam que suas marcas ocupassem uma parte maior do cartaz do que o planejado: a coragem de defender a integridade das pe&ccedil;as agora mostra seus frutos no reconhecimento da cr&iacute;tica. N&atilde;o poderia existir frase melhor para resumir o trabalho de Farkas do que aquela mesma que une todos os cartazes da mostra: <strong>&ldquo;Pode aplaudir que a orquestra &eacute; sua&rdquo;</strong>.</div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Benvindo à arte na USP]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/02/benvindo-arte-na-usp.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/02/benvindo-arte-na-usp.html#comments]]></comments><pubDate>Sun, 21 Feb 2010 18:38:17 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/02/benvindo-arte-na-usp.html</guid><description><![CDATA[por Camila CamiloVoc&ecirc; chega, olha aquele lugar  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><strong><em><span style="font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:#8C8787"><a href="mailto:camilacamilo@revistaescarlate.com">por Camila Camilo</a></span></em></strong></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Voc&ecirc; chega, olha aquele lugar grand&atilde;o e pensa:&nbsp;</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">- Porra, deve ter muita coisa pra fazer neste lugar!&nbsp;</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">E tem. A equipe Escarlate montou uma programa&ccedil;&atilde;o especial para voc&ecirc; que curte (e para voc&ecirc; que n&atilde;o curte tamb&eacute;m) artes pl&aacute;sticas, exposi&ccedil;&otilde;es, abstra&ccedil;&otilde;es, coisas bonitas de se ver e afins.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Vai l&aacute; bixo, veterano ou simples ser humano. Aproveita que voc&ecirc; t&aacute; na USP e curte o que ela tem de bom!</span></span>&nbsp;<br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Em S&atilde;o  Paulo</span></span></strong><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">:</span></span></strong>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">CEUMA &ndash; Centro Universit&aacute;rio Maria Ant&ocirc;nia</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Se voc&ecirc; estuda em qualquer campus da capital, a Maria Ant&ocirc;nia fica no caminho pra chegar na faculdade, ou pelo menos bem perto. Nem pense em torcer o nariz s&oacute; porque fica pr&oacute;ximo ao Mackenzie. A unidade &eacute; um dos ber&ccedil;os da USP, carregada de hist&oacute;ria &ndash; o pr&eacute;dio foi tombado pelo Condephat - e uspiana bem antes de voc&ecirc; pensar na FUVEST. </span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">O local abriga espa&ccedil;os de exposi&ccedil;&atilde;o, salas de aula, audit&oacute;rio, onde voc&ecirc; pode curti<font color="#000000">r </font></span><span style="font-size: small;"><font color="#000000">pe&ccedil;as de teatro, shows e </font></span><span style="font-size: small;">concertos, cursos, semin&aacute;rios e at&eacute; arte-educa&ccedil;&atilde;o.</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Rua Maria Ant&ocirc;nia, 294 &ndash; Higien&oacute;polis</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 3255-55385</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">E-mail: </span><a href="mailto:mariaantonia@usp.br"><span style="font-size: small;">mariaantonia@usp.br</span></a></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Site: </span><span style="font-size: small;"><a href="http://www.usp.br/mariantonia" target="_blank">www.usp.br/mariantonia</a></span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Se voc&ecirc; acabou de mudar pra S&atilde;o Paulo e t&aacute; a fim de se aclimatar, esta &eacute; sua chance. At&eacute; dia 28/02 &ndash; eu sei, t&aacute; meio em cima, mas voc&ecirc; &eacute; uma pessoa esfor&ccedil;ada, t&ocirc; sentindo &ndash; o Centro Universit&aacute;rio Maria Ant&ocirc;nia est&aacute; com a exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Um cartaz para S&atilde;o Paulo&rdquo;. A concep&ccedil;&atilde;o &eacute; do designer gr&aacute;fico Paulo Moretto, que divide a curadoria com Al&eacute;cio Rossi.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">A ideia era que arquitetos, artistas e designers transformassem em imagens sua percep&ccedil;&atilde;o sobre a cidade a partir da express&atilde;o: &ldquo;diversidade cultural da metr&oacute;pole&rdquo;. Boa n&eacute;?! Confira.</span></span>&nbsp;<br /><u><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Um Cartaz para S&atilde;o <font color="#002480">Paulo &ndash; diversidade cultural</font> da metr&oacute;pole</span></span></u>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">25/01 a 28/02, de ter&ccedil;a a sexta das 10h &agrave;s 21h;&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">S&aacute;bados, domingos e feriados, das 10h &agrave;s 18h;</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Entrada franca.</span></span>&nbsp;<br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">MAC &ndash; USP</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Pr&oacute;ximo ao bandej&atilde;o central, &agrave; antiga/nova/velha/quem sabe reitoria, ao Cep&ecirc;, &agrave; ECA, &agrave; famosa Pra&ccedil;a do Rel&oacute;gio, enfim, mais do que bem localizado, e perto de voc&ecirc; que circula, e circular&aacute; mais ainda nos pr&oacute;ximos anos da sua vida, pela Cidade Universit&aacute;ria, est&aacute; o MAC, Museu de Arte Contempor&acirc;nea da USP. Reminisc&ecirc;ncias pessoas, o MAC &eacute; lindo, por dentro e por fora. Costuma ter exposi&ccedil;&otilde;es diverti<font color="#000000">das</font></span><span style="font-size: small;"><font color="#000000">, interessantes, perturbadoras.</font></span><span style="font-size: small;"><font color="#000000"> Al&eacute;m das exposi&ccedil;&otilde;es, conta com um &oacute;ti</font>mo acervo permanente. H&aacute; uma sala cheia de gavetinhas, cada uma com gravuras, desenhos ou fotos. D&aacute; pra ficar o dia inteiro por l&aacute;.</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Enfim, &eacute; um bom lugar pra se tornar frequentador.</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Rua da Reitoria, 160 &ndash; Cidade Universit&aacute;ria</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 3091 -3039</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site: </span><span style="font-size: small;"><a href="http://www.mac.usp.br/" target="_blank">www.mac.usp.br</a></span></span>&nbsp;<br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Pensa comigo: se voc&ecirc; tivesse um &ldquo;container&rdquo; na forma de uma caixa de madeira pintada de branco, de 3m por 2,5m para fazer o quisesse, sabendo que depois este &ldquo;container&rdquo; seria abandonado, sobrando apenas o registro do que voc&ecirc; fez, o que voc&ecirc; faria? Quer saber o que outras pessoas fizeram? Vai l&aacute; e confere.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Ah, qualquer semelhan&ccedil;a com Dogville n&atilde;o &eacute; mera coincid&ecirc;ncia.</span></span>  <u><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;"><font color="#002480">Desvirtualizando: Instala&ccedil;&otilde;es Multim&iacute;dias</font></span></span></u>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">01/01 a 31/02, de ter&ccedil;a a sexta das 10h &agrave;s 18h;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">S&aacute;bados e domingos das 10h &agrave;s 16h;</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Entrada Franca.</span><span style="line-height: 24px; "><span style="font-size: small;">&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span></span></span>&nbsp;<br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Pa&ccedil;o das Artes</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">O Pa&ccedil;o &eacute; uma galeria multidisciplinar, o que indica que l&aacute; voc&ecirc; pode ver coisas novas que talvez n&atilde;o veria em outros museus. Al&eacute;m disso, abrange todo o segmento das artes visuais: pl&aacute;sticas, gr&aacute;ficas, multim&iacute;dia e design, e tem tamb&eacute;m bons workshops.</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Av. da Universidade, 1 &ndash; Cidade Universit&aacute;ria</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 3814-4832</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">E-mail: pacodasartes@pacodasartes.sp.gov.br</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site: <a href="http://www.pacodasartes.sp.gov.br/" target="_blank">www.pacodasartes.sp.gov.br</a></span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Lembra das suas aulas de hist&oacute;ria e geopol&iacute;tica quando voc&ecirc; ouvia falar de disputas comerciais e territoriais? Calma, n&atilde;o precisa desesperar que o vestibular j&aacute; passou. Mas o assunto &eacute; bom e &eacute; abordado no Pa&ccedil;o de uma maneira diferente. Com o projeto, Zonas de Contato, artistas convidam outros de gera&ccedil;&otilde;es mais novas para promover um di&aacute;logo entre seus trabalhos. Atualmente, Paulo Climachauska convida Rafael Carneiro. Rota de Seda, de Climachauksa, dialoga com a pintura de grande dimens&atilde;o de Carneiro e faz refer&ecirc;ncia ao caminho que ligava Ocidente e Oriente, hoje regi&atilde;o de conflito devido &agrave; disputa por g&aacute;s e petr&oacute;leo. Os desenhos mostram imagens de lugares destru&iacute;dos pelas guerras e conflitos dentro da Rota de Seda.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;"><u><font color="#002480">Zonas de Contato: Paulo Climachauska e Rafael Carneiro</font></u></span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">25/01 a 04/04, de ter&ccedil;a a sexta, das 11h30 &agrave;s 19h;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">S&aacute;bados, domingos e feriados das 12h30 &agrave;s 17h30;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Entrada Franca.</span></span>&nbsp;<br />&nbsp;   <br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">MAE &ndash; Museu de Arqueologia e Etnologia da USP</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Brasileiro n&atilde;o tem rosto. Os caras da alf&acirc;ndega n&atilde;o tem a menor chance de adivinhar de onde viemos s&oacute; pela fotinha do passaporte. Somos um pa&iacute;s de v&aacute;rias etnias misturadas e talvez venha da&iacute; tanto ziriguidum. Mas e voc&ecirc;, sabe de onde veio? Onde come&ccedil;ou sua cidade, sua origem, de onde vieram as palavras que voc&ecirc; usa no dia a dia? O que existia antes no lugar onde voc&ecirc; mora, trabalha ou estuda? Pois &eacute;, tem gente que faz desta curiosidade profiss&atilde;o e se voc&ecirc; se interessa pelo assunto, o MAE &eacute; um bom lugar pra visitar.&nbsp;</span></span><br />  <strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Av. Prof Almeida Prado, 1466 &ndash; Cidade Universit&aacute;ria</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 3091 &ndash; 4901</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">E-mail: </span><a href="mailto:mae@edu.usp.br"><span style="font-size: small;">mae@edu.usp.br</span></a></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site: <a href="http://www.mae.usp.br/" target="_blank">www.mae.usp.br</a></span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Parte do acervo do museu, composto por m&aacute;scaras, amuletos, armas, pinturas, cer&acirc;micas, vestimentas, dentre outros, est&aacute; aberta &agrave; visita&ccedil;&atilde;o na exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Formas de Humanidade&rdquo;. A &ecirc;nfase &eacute; dada &agrave;s pe&ccedil;as ind&iacute;genas brasileiras, mas outras sociedades tamb&eacute;m s&atilde;o contempladas</span><em><span style="font-size: small;">.</span></em></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;"><font color="#002480"><u>Formas da Humanidade</u></font></span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Visitas Livres: Ter&ccedil;as a Sextas das 09h &agrave;s 12h e das 13h30 &agrave;s 17h.</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Agendamentos e Informa&ccedil;&otilde;es: (011) 3091-4905.</span></span>  <strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span></strong>&nbsp;<br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Museu Paulista</span></span></strong><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">&ldquo;Ouviram do Ipiranga as margens pl&aacute;cidas!&rdquo;&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Ah, tem lugar que dispensa apresenta&ccedil;&atilde;o n&eacute;?!</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Parque da Independ&ecirc;ncia, s/n &ndash; Ipiranga</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 6165-8000</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">E-mail: </span><a href="mailto:mp@edu.usp.br"><span style="font-size: small;">mp@edu.usp.br</span></a></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site: </span><span style="font-size: small;"><a href="http://www.mp.usp.br/" target="_blank">www.mp.usp.br</a></span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Voc&ecirc; n&atilde;o sabia que o famoso Museu do Ipiranga pertencia &agrave; Universidade de S&atilde;o Paulo? Pois saiba que ele foi incorporado &agrave; USP em 1963 e &eacute;, portanto, o mais antigo museu da universidade, j&aacute; que sua funda&ccedil;&atilde;o foi em 1895. O acervo conta com mais de 125 mil artigos, entre esculturas, j&oacute;ias, moedas, documentos, armas, utens&iacute;lios de &iacute;ndios e bandeirantes e muito mais. Tudo pra voc&ecirc; mergulhar na Hist&oacute;ria e rir daquela menina da propaganda da Caras, claro.</span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Museu de Zoologia</span></span></strong>&nbsp;<br /><em><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Schistosoma mansoni</span></span></em><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">, </span><em><span style="font-size: small;">Canis lupus</span></em><span style="font-size: small;">, </span><em><span style="font-size: small;">Homo Sapiens</span></em><span style="font-size: small;">. Reino, filo, classe, ordem, fam&iacute;lia, g&ecirc;nero, esp&eacute;cie. O macaquinho que evoluiu at&eacute; pisar na lua.</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Gostou? Tudo isso no Museu de Zoologia mais perto de voc&ecirc;!</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Av. Nazar&eacute;, 481</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 6165-8100</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">E-mail: </span><a href="mailto:mz@edu.usp.br"><span style="font-size: small;">mz@edu.usp.br</span></a></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site: </span><span style="font-size: small;"><a href="http://www.mz.usp.br/" target="_blank">www.mz.usp.br</a></span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">O Museu disponibiliza atividades educativas, exposi&ccedil;&otilde;es e uma zooloja, pra voc&ecirc; que gosta de presentear os amigos (lembra de quem te deu essa dica t&aacute;?!). Al&eacute;m disso, a exposi&ccedil;&atilde;o de longa dura&ccedil;&atilde;o apresenta a hist&oacute;ria dos animais na Terra e as atividades de pesquisa do Museu.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;"><font color="#002480"><u>Exposi&ccedil;&otilde;es e Zooloja</u></font></span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Ter&ccedil;a a Domingo, das 10h &agrave;s 17h;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Ingresso individual: R$4,00;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Estudantes, professores desacompanhados da escola com comprovante, alunos de escolas particulares com ou sem visita agendada e alunos de escolas p&uacute;blicos sem visita agendada pagam meia.</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Todos no &uacute;ltimo domingo do m&ecirc;s, idosos, crian&ccedil;as de at&eacute; seis anos, alunos da rede p&uacute;blica com visita agendada e acompanhantes entram gratuitamente.&nbsp;</span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Centro de Preserva&ccedil;&atilde;o Cultural / Casa de Dona Yay&aacute;</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">&Eacute; um lugar onde voc&ecirc; pode pensar e aproveitar a recupera&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural. E curtir boas tardes de domingo. L&aacute; voc&ecirc; ouve boa m&uacute;sica no final de semana com o projeto &ldquo;Domingo na Yay&aacute;&rdquo;, pode visitar exposi&ccedil;&otilde;es ou at&eacute; mesmo apreciar o pr&oacute;prio pr&eacute;dio, cujos pain&eacute;is contam muito sobre a arquitetura deste edif&iacute;cio hist&oacute;rico.</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Centro de Preserva&ccedil;&atilde;o Cultural / Casa de Dona Yay&aacute;:</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Rua Major Diogo, 353 &ndash; Bela Vista</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Tel: (11) 3106-3562</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Site: <a href="http://www.usp.br/cpc" target="_blank">www.usp.br/cpc</a></span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Quer conhecer melhor a sua universidade? </span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">Voc&ecirc; pode fazer isso por meio da fotografia.</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">A exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Registros Fotogr&aacute;ficos, patrim&ocirc;nio e mem&oacute;ria da USP&rdquo; tem origem nos trabalhos feitos para a produ&ccedil;&atilde;o do oitavo Cadernos CPC, cujo enfoque &eacute; a fotografia. A produ&ccedil;&atilde;o busca divulgar os bens culturais que a USP possui atrav&eacute;s de enfoques diferentes.&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;"><font color="#002480"><u>Registros Fotogr&aacute;ficos, patrim&ocirc;nio e mem&oacute;ria da USP</u></font></span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; "><span style="font-size: small;">De 25/10/2009 a 25/04/2010, das 10h &agrave;s 16h;</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Entrada Gratuita.</span></span><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: navy; "><span style="font-size: small;">Museu de Anatomia Humana Professor Ant&ocirc;nio Bovero</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Eu confesso que tenho medo dele. S&oacute; por isso voc&ecirc; vai n&eacute;?! </span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Bem, n&atilde;o sei qual &eacute; a gra&ccedil;a em ver um aparelho circulat&oacute;rio, uma cabe&ccedil;a, um feto todo trabalhado no formol, a n&atilde;o ser que voc&ecirc; seja estudante de medicina. O Freud deve ter uma explica&ccedil;&atilde;o pra isso. Bom, vai que voc&ecirc; quer visitar n&eacute;...</span></span>&nbsp;<br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">Onde?</span></span></strong>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Avenida Lineu Prestes, n&ordm; 2415 &ndash; Cidade Universit&aacute;ria</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Site:&nbsp;</span></span><a href="http://www.icb.usp.br/museu/" target="_blank">http://www.icb.usp.br/museu/</a><br /><br /><strong><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: red; "><span style="font-size: small;">E se eu quiser ir l&aacute; agora?</span></span></strong>&nbsp;<br /><em><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Se voc&ecirc; &eacute; de humanas ou exatas, tem fortes tend&ecirc;ncias psicopatas. Brincadeira!</span></span></em><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Importante lembrar: O Museu &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o muito s&eacute;ria, voltada ao estudo da anatomia, ou seja, &eacute; um espa&ccedil;o acad&ecirc;mico, interessante, sobretudo, aos novatos das biol&oacute;gicas. Para voc&ecirc;s, queridos de branco:</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Visitas de ter&ccedil;a a sexta, das 09h &agrave;s 16h &ndash; fecha para almo&ccedil;o das 12h &agrave;s 13h30;&nbsp;</span></span><br />  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">S&aacute;bados, domingos e feriados: Das 10h &agrave;s 16h &ndash; fecha para almo&ccedil;o das 12h &agrave;s 13h30.</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">H&aacute; cobran&ccedil;a de ingressos: Estudantes, adultos e crian&ccedil;as acima de 10 anos pagam R$2,00.&nbsp;</span></span><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Em caso de visitas escolares, alunos de escolas p&uacute;blicas pagam R$1,00 cada, e alunos de escolas particulares pagam R$3,00.</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Grupos de at&eacute; quatro pessoas entram gratuitamente nos s&aacute;bados &agrave; tarde, domingos e feriados.</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Comunidade USP com carteirinha, idosos, portadores de necessidades especiais com acompanhante e professores n&atilde;o pagam entrada.</span></span>&nbsp;<br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">As visitas t&ecirc;m dura&ccedil;&atilde;o de uma hora.</span></span><br /><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">E todas estas dicas n&atilde;o acabam por aqui. A USP &eacute; um vasto mundo cheio de coisas interessantes. Se voc&ecirc; tem uma dica de outro lugar, envie pra gente. E se voc&ecirc; leu o guia e visitou um destes lugares envie para n&oacute;s seu depoimento e ele ser&aacute; anexado &agrave; mat&eacute;ria.</span></span>&nbsp;<br /><br /><span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Benvindo ao nosso jeito de mostrar arte na USP.</span></span>  <span style="font-family: Verdana, sans-serif; color: black; "><span style="font-size: small;">Benvindo &agrave; Escarlate.</span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Plumas entre concreto e buzina]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/12/post-title-click-and-type-to-edit2.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/12/post-title-click-and-type-to-edit2.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 06:55:03 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/12/post-title-click-and-type-to-edit2.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7295893.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><strong><span><em><span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><font color="#8c8787">por Denise Eloy</font></span></em></span></strong><br /><span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Num cen&aacute;rio paradoxal, a exposi&ccedil;&atilde;o <em style="">Beleza e Saber &ndash; Plum&aacute;ria Ind&iacute;gena</em> terminou nesse domingo, 29, sua passagem no Conjunto Nacional, na movimentada Avenida Paulista. L&aacute;, encontrei o artesanato original dos variados povos ind&iacute;genas. Era cada coisa t&atilde;o bem trabalhada, t&atilde;o minuciosamente talhada...</span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">A exposi&ccedil;&atilde;o estava organizada em dois m&oacute;dulos: um discorria sobre a import&acirc;ncia social daquele artesanato. O outro falava dos pr&oacute;prios aspectos tecnol&oacute;gicos de se produzir aquilo e que diferen&ccedil;as se encontravam naquela arte.</span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Imergi na exposi&ccedil;&atilde;o pela parte dos estojos. Estojos? Sim. Estojos de madeira em que se guardam as mais diferentes penas, plumas e adornos. Uns compridos e cil&iacute;ndricos, outros menores e mais quadrados. Absolutamente tudo &agrave; m&atilde;o. </span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Fui passando pelas tribos &ndash; 21 no total &ndash; e pelos seus ornamentos. Eram ombreiras, grinaldas, pulseiras, brincos, cintas, narigueiras, colares, coroas... Uma s&eacute;rie de trabalhos que devem ter diferen&ccedil;as profundas de uma tribo &agrave; outra, mas que, para mim, representavam a beleza de uma cultura rica e misteriosa. </span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Os nomes pretos nas paredes vermelhas diziam &agrave;queles que visitavam que tribo era respons&aacute;vel pelos ornamentos apresentados. Logo na entrada, um mapa localizava esses povos em terras brasileiras. </span><br /><br />  <em style=""><span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Escuto de um visitante:<span style="color: rgb(228, 13, 13);"> &ldquo;Darcy Ribeiro ia exaltar essa exposi&ccedil;&atilde;o...&rdquo;</span></span></em><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Entre Guarani, Kayap&oacute;, Tuk&aacute;no, Parintint&iacute;n, eu encontrava os detalhes de cada adorno. Cada um tem fun&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e est&aacute; inserido nas sociedades ind&iacute;genas n&atilde;o como um acess&oacute;rio, mas com um prop&oacute;sito que j&aacute; vem na ess&ecirc;ncia. As plum&aacute;rias, por exemplo, representam cren&ccedil;as e posi&ccedil;&otilde;es sociais. E h&aacute; colares que s&oacute; homens com determinada caracter&iacute;stica podem usar. </span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">A perfei&ccedil;&atilde;o dos elementos &eacute; inacredit&aacute;vel. S&atilde;o plumagens e penas de papagaios, tucanos, araras, gar&ccedil;as e certos gavi&otilde;es. Havia objetos pequeninos e grandes coroas redondas, com cristas, e os chamados grampos, esp&eacute;cie de lan&ccedil;a grande e enfeitada. As flautas mostravam-se em formas diversas e uns modelos sem rosto exibiam diversos elementos ao mesmo tempo, como se fosse a vestimenta dos &iacute;ndios. </span><br /><br />  <span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Tudo isso logo ali, num lugar t&atilde;o movimentado e urbano, essa arte t&atilde;o desconhecida por n&oacute;s abriu-se aos meus olhos. Minha aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi presa atrav&eacute;s de imagens r&aacute;pidas, tecnologias avan&ccedil;adas, nem telas de cinema. O que move quem entra l&aacute; dentro s&atilde;o as cores e a simplicidade - aparente simplicidade. Escuto, por fim, uma m&atilde;e, que mostra &agrave; sua filha um dos adornos: &ldquo;Olha que lindo, filha!&rdquo;</span><br /><span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: Verdana;">Lindo de verdade.</span>  </div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pintores de um tempo]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/11/post-title-click-and-type-to-edit1.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/11/post-title-click-and-type-to-edit1.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 10:23:20 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/11/post-title-click-and-type-to-edit1.html</guid><description><![CDATA[por Camila Camilo [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size: 8.5pt; line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><span style="font-size: 8.5pt; color: rgb(34, 34, 34); line-height: 115%; font-family: 'Verdana','sans-serif';"><span style="font-weight: bold; color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic;">por Camila Camilo</span></span></span><br /><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">     <font color="#000000"><span style="line-height: 18px; font-size: x-small;"><font size="3"></font></span></font><br /><font color="#000000"><span style="line-height: 18px; font-size: x-small;"><font size="3"><span style="font-size: 12px; line-height: 13px;"><font size="3"><span style="font-size: 11px; line-height: 12px;"><span><span style="font-size: 8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado com orienta&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;ticos estrangeiros e brasileiros, adquiriram um grande n&uacute;mero de obras da vanguarda do s&eacute;c. XX. Este foi o princ&iacute;pio de um acervo que neste ano da Fran&ccedil;a no Brasil, est&aacute; exposto no MAC Cidade Universit&aacute;ria at&eacute; dia 31 de janeiro.</span></span></span></font></span></font></span></font><br /><font color="#000000"><span style="line-height: 18px; font-size: x-small;"><font size="3"><span style="font-size: 12px; line-height: 13px;"><font size="3"><span style="font-size: 11px; line-height: 12px;"><span></span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color:black"><br /> <span>L&aacute; est&atilde;o &iacute;cones que pintaram o per&iacute;odo marcado pela ind&uacute;stria e pela urbaniza&ccedil;&atilde;o, o mesmo do nascimento do sentimento efetivo da tecnologia como parte da vida das pessoas, em especial devido &agrave;s duas grandes guerras.</span></span><br /><br />  <span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Segundo a Enciclop&eacute;dia Ita&uacute; Cultural de Artes Visuais, a arte moderna engloba as vanguardas europ&eacute;ias do come&ccedil;o do s&eacute;c. XX, assim como</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><em><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black">&ldquo;o deslocamento do eixo da produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica de Paris para Nova York, ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial</span></em><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color:black">&rdquo;, e parte importante do expressionismo abstrato.</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Temos que confessar que muitos n&atilde;o costumam gostar de arte abstrata. Nossos olhos, desacostumados &agrave; pausa, querem saber de imediato. E uma obra com tra&ccedil;os que parecem em movimento, ou que trabalha com dimens&otilde;es sobrepostas, exige pausa. Ela n&atilde;o te conta tudo de uma vez.</span></span><br /><br />  <span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">A cr&iacute;tica comum &eacute; que obras assim n&atilde;o dizem nada. Dizem sim, muita coisa. E uma das mais bacanas esta em sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria: &eacute; a ruptura com os temas cl&aacute;ssicos e com a forma, at&eacute; ent&atilde;o estabelecida como certa, de fazer arte e produzir sentido por meio dela.</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Al&eacute;m disso, os artistas deste per&iacute;odo n&atilde;o viam a pintura da maneira tradicional. Para eles, ela n&atilde;o deveria ser a c&oacute;pia da natureza, mas algo que transcendesse os limites da representa&ccedil;&atilde;o pura e simples.</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color:black">&nbsp;</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Eram nobres senhores de um novo tempo, com ritmo e clima diferentes, que n&atilde;o poderiam escapar da arte, esta forma mentirosa t&atilde;o fiel em dizer a verdade.</span></span><br /><br />  <span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Georges Braque, um dos precursores do Cubismo, dizia que n&atilde;o se imita aquilo que se quer criar. E falando nele, vamos &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o, onde est&aacute; sua</span></span><em><span style="font-size: 8.5pt;line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi;color:black">Natureza Morta</span></em><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">de 1963. N&atilde;o pense que se trata de uma natureza morta padr&atilde;o. Nada de vegetais e jarros adornados. Os elementos, em tons de acre, intercalam o org&acirc;nico com o moderno. Como um jornal, h&aacute;bito matutino t&iacute;pico dos homens da era industrial.</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:#222222">&nbsp;</span></span><br /><br /></span></font></span></font></span></font></div><div  class="paragraph" style=" text-align: left; ">&nbsp;</div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/3639678.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">     <link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">     <br /><span><span style="font-size:8.5pt;line-height: 150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">H&aacute; dois bons exemplares de obras que instigam a vis&atilde;o. Voc&ecirc; se pega tentando decifrar mais, achando que tem alguma coisa escondida que ainda falta descobrir. S&atilde;o elas:</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><em><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Uma mulher feliz</span></em></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">de Francis Picabia, e</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><em><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">Namorados no Caf&eacute;</span></em></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">&nbsp;</span></span><span><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;color:black">de Roger Chastel.</span></span><br /><br />    </div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5828643.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><font color="#000000"><span style="font-size:8.5pt; line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;color:black; mso-fareast-language:PT-BR">H&aacute; tamb&eacute;m obras de pintores reconhecidos como Matisse, Chagal e Kandisky. E n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que sempre vale a pena ver os cl&aacute;ssicos. Mas confesso que a visita vale mesmo a pena por dois homens pra l&aacute; de fabulosos: Fernand L&eacute;ger e ele, Picasso.</span><br />  <span style="font-size:8.5pt; line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;color:black; mso-fareast-language:PT-BR"><br /> L&eacute;ger tem uma hist&oacute;ria interessante. Come&ccedil;ou no abstracionismo (se voc&ecirc; &eacute; apaixonado por arte abstrata, seu motivo para a exposi&ccedil;&atilde;o valer a pena &eacute; a sala onde est&atilde;o obras da Galeria Denise Ren&eacute;).&nbsp;&nbsp;Iniciou uma est&eacute;tica na qual motores, engrenagens, trilhas e locomotivas se integravam com pessoas na sociedade da t&eacute;cnica. Foi ao purismo de remover as camadas decorativas cubistas, adotando cores uniformes e o contorno do preto em temas figurativos. E ap&oacute;s a II Guerra, passou a pintar os detritos industriais deixados na natureza e que se misturavam com ela. &Eacute; a&iacute; que eu quero chegar: em&nbsp;<em>O Vaso Azul</em>&nbsp;de 1948.</span><span style="font-size:8.5pt; line-height:150%;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;color:#222222; mso-fareast-language:PT-BR">&nbsp;</span><font size="3"></font></font></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5712669.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"><font color="#000000">Agora, se voc&ecirc; for no Mac at&eacute; dia 31/01 para ver a exposi&ccedil;&atilde;o, pare no meio da<span style="">&nbsp; </span>primeira sala. Tem um quadro que, creio eu, vai chamar mais sua aten&ccedil;&atilde;o. E vale muito a pena ir l&aacute; s&oacute; para v&ecirc;-lo. O plural de uma s&oacute; pessoa te olha em branco e preto. E a&iacute; a gente pode pensar que talvez n&atilde;o seja s&oacute; passar mais de uma dimens&atilde;o para o plano, mas tamb&eacute;m mostrar mais de uma faceta da mesma pessoa, simultaneamente. </font></span><br /><br /><span style="font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"><font color="#000000">Al&eacute;m disso, convenhamos, n&atilde;o &eacute; todo dia que se v&ecirc; uma obra com aquela assinatura, aquela cujo pr&oacute;prio autor dizia que fazia qualquer coisa valer um milh&atilde;o, quando falava dos valores distorcidos da nossa sociedade, t&atilde;o ciosa das apar&ecirc;ncias e t&atilde;o despreocupada com o conte&uacute;do. </font></span><br /><br /><span style="font-family: Verdana; font-size: 8.5pt;"><font color="#000000">C&aacute; entre n&oacute;s, conte&uacute;do n&atilde;o &eacute; problema dele. Pablo Picasso est&aacute; l&aacute;, com <em>Figuras</em> de 1945. </font></span><br /></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/375027.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Emoções aquareláveis]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/emoes-aquarelveis.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/emoes-aquarelveis.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 04:22:43 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/emoes-aquarelveis.html</guid><description><![CDATA[por Christiane Silva Pinto  Simplicidade &eacute; tend&ecirc;ncia na maioria dos museus modernos e no Centro Universit&aacute;rio Maria Ant&ocirc;nia n&atilde;o seria diferente. A sala era arejada, com paredes grandes e enormes janelas que  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic; font-weight: bold;">por Christiane Silva Pinto</span><br /></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">  <span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">Simplicidade &eacute; tend&ecirc;ncia na maioria dos museus modernos e no Centro Universit&aacute;rio Maria Ant&ocirc;nia n&atilde;o seria diferente. A sala era arejada, com paredes grandes e enormes janelas que deixavam a claridade entrar, iluminando a exposi&ccedil;&atilde;o de forma leve e natural.</span>  </div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6135259.jpg?346x229" style="margin-top: 0; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">de Ben&iacute;cio para campanha da Picadilly</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">Esta foi&nbsp;&nbsp;a sexta edi&ccedil;&atilde;o do&nbsp;IlustraBrasil!&nbsp;evento que ocorreu entre os dias 14 de setembro e 16 de outubro e teve como objetivo abrir espa&ccedil;o para a discuss&atilde;o sobre o desenho publicado no Brasil. Al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o, com ilustra&ccedil;&otilde;es de 104 artistas membros da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), o evento contou com uma s&eacute;rie de palestras sobre o assunto.</span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2292007.jpg?340x225" style="margin-top: 0; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Idosos comendo, rezando, no hospital, resmungando, na praia e muitas outras a&ccedil;&otilde;es - por Gilberto Lefevre</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">A grande sala, neutra, nos dava a impress&atilde;o de que a tudo observava, por&eacute;m sem dar pitacos, sem se intrometer nos pensamentos que nos vinham &agrave; cabe&ccedil;a ou interferir nas impress&otilde;es que levar&iacute;amos daquelas obras.</span></div><span  style=" position: relative; float: right; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4086444.jpg?211x317" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">'Monanelore' de Gilberto Marchi</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">E se as paredes eram neutras, o conte&uacute;do explodia em cores e emo&ccedil;&otilde;es. Uma ilustra&ccedil;&atilde;o gritava mais alto que a outra tentando atrair olhares. Cada uma vivia num universo particular, um mundo s&oacute; dela que n&atilde;o era constru&iacute;do com tijolo e cimento, mas com nanquim e outras tantas vezes com guache. Muitas se valiam de uma ajudinha da tecnologia na constru&ccedil;&atilde;o dos seus mundinhos, como o Photoshop e o Illustrator, por exemplo, mas isso n&atilde;os as fazia melhores nem piores que aquelas feitas &agrave; m&atilde;o, com l&aacute;pis de cor ou aquarela.</span></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><span  style=" z-index: 10; float: left; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/212651.jpg?209x313" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Com caneta BIC por Carlos Machado</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">  <span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">E todas essas ilustra&ccedil;&otilde;es eram vizinhas e conviviam bem. Aquelas mais ousadas, feitas com t&eacute;cnicas como a colagem ou at&eacute; mesmo o Grafite, sorriam largamente para a vizinha mais tradicional, desenhada com uma simples caneta &ldquo;BIC&rdquo;. Algumas vezes, aquelas vizinhas mais extravagantes (porque toda vizinhan&ccedil;a tem a sua), reuniam tudo de uma s&oacute; v&ecirc;: nanquim, aquarela, colagem, Illustrator... Delas se dizia que foram feitas com uma tal de t&eacute;cnica mista.</span><br /><br />  </div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/634923.jpg?207x310" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 5px; margin-right: 5px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -5px; margin-bottom: 5px; text-align: center;">de Carlos Meira</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">  <span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">O mais engra&ccedil;ado &eacute; que cada obra, assim como cada pessoa, tinha sua miss&atilde;o, tinha um prop&oacute;sito quando foi feita pelo ilustrador. Ilustrar um livro, um &aacute;lbum de figurinhas, uma hist&oacute;ria infantil ou um jornal; anunciar uma grife de roupas ou de sapatos; fazer rir, como uma caricatura; orientar, como um mapa; informar, no caso de um cartaz; falar de m&uacute;sica, de futebol, de sexo, do dia-a-dia; defender uma causa; marcar a hist&oacute;ria, como um quadro do Obama; mostrar a cultura popular, o samba, o negro, o canga&ccedil;o; ou simplesmente ilustrar a vida, nos fazendo parar por alguns minutos (ou menos) e viajar.</span>  </div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7878271.jpg?410x271" style="margin-top: 0; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">'Cardume no Jardim Bot&acirc;nico' de Renato Alarc&atilde;o</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">  <span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">N&atilde;o nos damos conta de como as ilustra&ccedil;&otilde;es fazem parte de nossas vidas: no jornal, numa propaganda, em embalagens. Sempre presentes, esses desenhos n&atilde;o s&oacute; contam a hist&oacute;ria do nosso tempo, como tamb&eacute;m enchem nossas vidas de gra&ccedil;a e cultura.</span><br /><br />  </div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1299012.jpg?354x235" style="margin-top: 0; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Uma esp&eacute;cie de 'Anjos e Dem&ocirc;nios' de Laerte Silvino</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana;">Se voc&ecirc; ficou interessado, entre no <a target="_blank" href="http://www.ilustrabrasil.com.br/">site do IlustraBrasil!</a>. L&aacute; voc&ecirc; vai encontrar um pouco mais sobre o que aconteceu no evento como as palestras, ver fotos e, ainda por cima, as 104 ilustra&ccedil;&otilde;es que estavam expostas.</span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Um diálogo entre corpos estranhos]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/um-dilogo-entre-corpos-estranhos.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/um-dilogo-entre-corpos-estranhos.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/10/um-dilogo-entre-corpos-estranhos.html</guid><description><![CDATA[por Camila Camilo [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(34,34,34); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(140,135,135); FONT-STYLE: italic">por Camila Camilo</SPAN><br /></SPAN></SPAN></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5083893.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border: none;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(34,34,34); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Em parceria&nbsp;</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">com o Memorial da Am&eacute;rica Latina, o MAC-USP finalizou no in&iacute;cio do m&ecirc;s a Mostra Corpos Estranhos, a terceira do ciclo Mulheres Artistas e a Contemporaneidade. E o que temos n&oacute;s, mortais do r&aacute;pido mundo moderno, a ver com uma exposi&ccedil;&atilde;o que j&aacute; acabou?<br /><br />Tem que o corpo, este revelador de nossa tend&ecirc;ncia &agrave; finitude, foi o elemento principal do di&aacute;logo entre artistas latinas como a espanhola <A href="http://www.pilaralbarracin.com/" target=_blank><FONT color=#0000ff>Pilar Albarrac&iacute;n</FONT></A>, a guatemalteca <A href="http://www.reginajosegalindo.com/" target=_blank><FONT color=#0000ff>Regina Jos&eacute; Galindo </FONT></A>e a brasileira <A href="http://www.cultura.gov.br/brasil_arte_contemporanea/?page_id=149" target=_blank><FONT color=#0000ff>Laura Lima</FONT></A>, em <EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Corpos Estranhos. </SPAN></EM>L&aacute; elas mostraram que o corpo humano n&atilde;o &eacute; mais o mesmo. Sim, porque as musas de Boticelli nem se comparam &agrave;s nossas giseles. Minha av&oacute; nem sonhava com botox. E a menina de sete anos que foi a sua m&atilde;e podia ser vaidosa, mas certamente n&atilde;o comemorava seus anivers&aacute;rios em sal&otilde;es de beleza. <br /><br />Mostraram tamb&eacute;m que o corpo n&atilde;o &eacute; o que parece. Ele pode ser uma demonstra&ccedil;&atilde;o de prest&iacute;gio e status. Ou pode denotar o sofrimento que o poder e a autoridade imprimem com marcas visuais em quem tortura. Ou em quem segue um certo &ldquo;modus operandi&rdquo; de vida.<br /><br />Elas o utilizaram tamb&eacute;m para mostrar porque, especialmente no caso dos seres femininos, sua exist&ecirc;ncia est&aacute; <EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">&ldquo;diretamente associada &agrave; l&oacute;gica de imposi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas em uma sociedade guiada pelo contexto do desempenho generalizado&rdquo;</SPAN></EM>, segundo Cla&uacute;dia Fazzolari, curadora da exposi&ccedil;&atilde;o.<br /><br /><br />Algumas das obras s&atilde;o descritas aqui. E com elas s&atilde;o feitas poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es. Isso para tentar mostrar poque n&atilde;o acabam em si e fazem tanto sentido na vida de todo dia.</SPAN></SPAN><br /></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><FONT size=3><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Pilar Abarrac&iacute;n, Lunares (2004)</FONT><BR></SPAN></STRONG></SPAN></FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Uma dan&ccedil;arina de flamenco se posiciona altivamente no palco. O lugar certo para dan&ccedil;ar a m&uacute;sica forte, ritmada e emocionante. Os m&uacute;sicos a postos n&atilde;o permitem que a can&ccedil;&atilde;o chegue a outro lugar que n&atilde;o o cl&iacute;max. A tend&ecirc;ncia das coisas pede que dance. Mas ela tira do decote, &iacute;ntimo esconderijo, uma agulha. Com m&atilde;os &aacute;geis e express&atilde;o resoluta no rosto, faz furos repetidos que mancham de sangue o vestido branco, nos seios, no ventre e na coxa. Ela distorce a ordem previs&iacute;vel e destr&oacute;i o que representa: um estere&oacute;tipo, uma obviedade que encerra uma espera. E finaliza com o passo decisivo. O rosto maquiado se move. O corpo sai de cena. Machucado.<BR></FONT><BR></SPAN><FONT size=5><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(41,76,140); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>&ldquo;Confira nossas receitas emergenciais para melhorar seu corpo. Mas aten&ccedil;&atilde;o: s&atilde;o truques de &uacute;ltima hora&nbsp;para conseguir entrar naquele vestido. Depois, procure rever o seu comportamento para n&atilde;o precisar mais delas&rdquo; <BR>(CL&Aacute;UDIA,&nbsp;out 2009)</FONT></SPAN></EM></FONT><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><BR><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Pilar Abarrac&iacute;n, Enterramiento (1994)</SPAN></STRONG></FONT><BR></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>A mo&ccedil;a de tenis Hard Rock e longos cabelos negros cava a pr&oacute;pria cova. E enterra-se com desespero vagaroso at&eacute; o limite oferecido somente por sua pr&oacute;pria m&atilde;o.</FONT><BR><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Pilar Abarrac&iacute;n, Pata Negra (2008)<BR></SPAN></STRONG></FONT><FONT size=2>Uma pata de animal sai da boca humana.(&Eacute; o que voc&ecirc; fala, o que voc&ecirc; come ou o que voc&ecirc; &eacute;?). O famoso presunto ib&eacute;rico &eacute; engolido e digerido no formato pr&eacute;&ndash;produzido, aquele mais f&aacute;cil de entender.</FONT><BR><STRONG><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Pilar Abarrac&iacute;n, Toillete (1991)</SPAN></STRONG></FONT></STRONG><FONT size=2><BR>Um corpo de mulher vestido de sangue, banhado no l&iacute;quido vermelho que a faz e se desfaz nela.</FONT></SPAN><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(41,76,140); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><BR><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><BR><FONT size=2>&ldquo;Ser&aacute; que seu rosto &eacute; mais velho do que voc&ecirc;? Fique esperta: quem n&atilde;o se cuida e j&aacute; exibe sinais como manchas, linhas, rugas e flacidez pode aparentar mais idade do que tem. Vire j&aacute; o jogo com este roteiro recheado de truques, novas descobertas e tratamentos para manter seu rosto e corpinho sempre jovens e sexy&rdquo; </FONT><BR><FONT size=2>(NOVA, out 2009)</FONT></SPAN></EM></SPAN></EM><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><BR><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Regina Jose Galindo, Camisa de Fuerza (2006)</SPAN></STRONG><BR></FONT></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Vestida com uma camisa de for&ccedil;a a mo&ccedil;a dorme, levanta, anda pela casa. Outros lhe d&atilde;o o que comer, permitem que use o banheiro, limpam sua boca, ajeitam seus &oacute;culos. A camisa de for&ccedil;a deixa que seja um corpo munido das necessidades fisiol&oacute;gicas de alimenta&ccedil;&atilde;o e excre&ccedil;&atilde;o. Nada mais.</FONT><BR><BR></SPAN><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(41,76,140); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>&ldquo;N&atilde;o ser&aacute; exagero afirmar que a felicidade dom&eacute;stica depende, em grande parte do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico. Por esta raz&atilde;o, a dona de casa que consiga equilibrar as despesas dentro da verba que disp&otilde;e, d&aacute; ao chefe da fam&iacute;lia maior sossego de esp&iacute;rito, possibilitando-lhe um trabalho mais produtivo.&rdquo; <BR>(Pref&aacute;cio de &ldquo;Receitas do Meu Lar&rdquo;, de Sinh&aacute; Cecy; 6&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o, Edi&ccedil;&otilde;es LEP Ltda., 1950- S&atilde;o Paulo, Brasil)</FONT><BR><BR></SPAN></EM><FONT size=4><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Regina Jos&eacute; Galindo, </FONT><FONT size=2>Perra (2005)</FONT></SPAN></STRONG></FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2><BR>Como quem corta um peda&ccedil;o de carne morta para o jantar, como quem corta algo n&atilde;o seu, ela escreve PERRA na pr&oacute;pria coxa. No meio do d&iacute;grafo para. Sente. E respira mais forte enquanto estica a pele para faz&ecirc;-la sangrar. Limpa a faca. E ap&oacute;s ajeitar o vestido, recolhe a pr&oacute;pria carne tr&ecirc;mula e sai.</FONT><STRONG><BR><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Regina Jos&eacute; Galindo, Quien puede borrar las huelas? (2003)</SPAN></STRONG><BR></FONT></STRONG><FONT size=2>Os p&eacute;s se mancham de vermelho e seguem caminhando. As m&atilde;os seguram todo o vermelho que marca as ruas e deixa sujos os p&eacute;s. O guarda olha, n&atilde;o faz nada. S&oacute; guarda para que as ruas fiquem limpas, enquanto n&atilde;o percebe que se sujam mais com a hist&oacute;ria das v&iacute;timas dos conflitos armados naquele pa&iacute;s. <BR><BR></FONT><STRONG><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Regina Jos&eacute; Galindo, Limpieza Social (2006)</SPAN></STRONG></FONT></STRONG><FONT size=2><BR>Nua pr&oacute;xima ao muro. Um forte jato, utilizado para reprimir manifesta&ccedil;&otilde;es, impede sua postura e, violentando em vez de limpar, machucando em vez de refrescar, a &aacute;gua a vence. Sua express&atilde;o &eacute; de dor. O corpo termina rebaixado e humilhantemente ofegante.</FONT><BR><BR></SPAN><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(41,76,140); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>&ldquo;O que quero dizer com tudo isso, &eacute; que a mulher dita moderna, perdeu sua identidade. Ela n&atilde;o mais &eacute; um ser que nasce e se desenvolve, mas sim um ser criado segundo seus &ldquo;pr&oacute;prios&rdquo; ideais, ideais esses, obtidos na m&iacute;dia e na sociedade de consumo. As novas tecnologias transformaram a forma de construir &agrave; realidade de cada um. N&atilde;o se tem mais acesso direto &agrave; pr&oacute;pria imagem, pois as identidades s&atilde;o constru&iacute;das a partir da m&iacute;dia, e toda a rela&ccedil;&atilde;o do &ldquo;espectador&rdquo; com a obra ocorre atrav&eacute;s de uma interface (um meio tecnol&oacute;gico), e pasmo concluo: o acesso &agrave; pr&oacute;pria imagem &eacute; sempre mediatizado".<BR>(Antunes Weide, colunista Brasil Escola)</FONT><BR><BR></SPAN></EM><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Regina Jos&eacute; Galindo, Reconocimiento de un cuerpo (2008</FONT><FONT size=2>)</FONT></SPAN></STRONG></FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2><BR>O len&ccedil;ol cobre o corpo que respira. E reconhecer o corpo &eacute; reconhecer um morto. Muitos param, olham. Levantam o len&ccedil;ol, tocam sua tez. Querem saber se a artista anestesiada est&aacute; mesmo nua, se o sexo est&aacute; &agrave; vista. Esperam sua hora, a hora em que ser&atilde;o apenas corpos. Em que suas identidades ser&atilde;o apenas frias plaquinhas de metal penduradas em uma gaveta.</FONT><STRONG><BR><BR><FONT size=2><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Laura Lima, S&eacute;rie N&ocirc;mades (2007)</SPAN></STRONG></FONT></STRONG><FONT size=2><BR>M&aacute;scaras feitas de paisagem desconstru&iacute;da. As &aacute;rvores ficaram fora do lugar, de cabe&ccedil;a para baixo. Os n&atilde;o vistos se vestem de paisagem. E fica o corpo fantasiado do avesso das coisas.</FONT><BR><BR></SPAN><FONT size=5><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: rgb(41,76,140); LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>&ldquo;<EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Eu quero algu&eacute;m que abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cart&otilde;es cheios de poesia, fa&ccedil;a serenatas na minha janela&hellip; </SPAN></EM></FONT><EM><FONT size=2><BR><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Ai, meu Deus, s&atilde;o 6h30, tenho que levantar! </SPAN></EM><BR><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">E tem mais&hellip; que chegue do trabalho, sente no sof&aacute;, coloque os p&eacute;s para cima e diga: &ldquo;meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?&rdquo;, pois eu descobri que &eacute; muito melhor servir. </SPAN></EM><BR><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Ou pensam que eu estou ironizando? Estou falando s&eacute;rio! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna&hellip; </SPAN></EM><BR><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Troco pelo de Am&eacute;lia. Algu&eacute;m mais se habilita? </SPAN></EM><BR></FONT><EM><SPAN style="FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT size=2>Antes eu sonhava, agora nem durmo mais&hellip;&rdquo;<BR>("Riti - Desabafo da mulher moderna? - Yahoo Answers)</FONT></SPAN></EM></EM></SPAN></FONT></SPAN></FONT></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">A &uacute;ltima obra vista &eacute; um v&iacute;deo produzido em 2009 no MAC. Nele, a mo&ccedil;a hipnotizada pelo homem do showbusiness perde os sentidos e, em vez de andar, rasteja.&nbsp; No lugar de reagir, mant&ecirc;m-se impass&iacute;vel na submiss&atilde;o. O corpo permanece ca&iacute;do, desprovido de tudo no mesmo ch&atilde;o pisado pelos visitantes. <br /><br />Algumas das pessoas que foram &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o, perturbadas pelo conte&uacute;do, ficaram pouco tempo l&aacute; dentro. &nbsp;Inevit&aacute;vel mesmo foi o final. Porque no fim seu corpo vai embora desconfort&aacute;vel, desalinhado, desacertado. <STRONG>Tocado.</STRONG></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><br /><br />Alguns v&iacute;deos que estavam na exposi&ccedil;&atilde;o podem ser vistos pela internet. Caso queira continuar se perturbando ao vivo e a cores, o Mac guarda surpresas que n&atilde;o se restringem &agrave; sua constru&ccedil;&atilde;o. At&eacute; dia 15/11 voc&ecirc; pode ir l&aacute;, por exemplo, tentar entender o que faz um sistema digestivo gigante no meio de uma sala em formato quadricular.</SPAN><br /></SPAN></div><div  style=" margin-bottom: 10px; margin-top: 5px; "><div style="text-align: center;"><object width='400' height='330'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D46p71QdCTc"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/D46p71QdCTc" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='400' height='330'></embed></object></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Solidão entre os Ecanos]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/09/a-solido-entre-os-ecanos.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/09/a-solido-entre-os-ecanos.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 15:16:14 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/2/post/2009/09/a-solido-entre-os-ecanos.html</guid><description><![CDATA[Por Camila Camilo [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(140, 135, 135);">Por Camila Camilo</span><br /></div><span  style=" float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6354075.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border: none;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CUsers%5CLVIA%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CUsers%5CLVIA%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CUsers%5CLVIA%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">Edward Hopper faleceu em 1967 e deixou para o mundo uma obra carregada de sentimento. Nela retratou a vida cotidiana, os costumes e a sensa&ccedil;&atilde;o nost&aacute;lgica, introspectiva e sensibilizada com a Segunda Guerra<em>. &rdquo;Todas as retrata&ccedil;&otilde;es de figuras humanas, trazem sempre situa&ccedil;&otilde;es cotidianas da vida americana. Como caf&eacute;s, bares, restaurantes, bistr&ocirc;s, teatros, sem esquecer das resid&ecirc;ncias e ruas. Hopper retratou desde mulheres da alta sociedade at&eacute; agricultores dos campos de trigo&rdquo;</em>, diz <strong>Carol Strickland</strong>, em <strong>Arte Comentada</strong><strong>: da pr&eacute;-hist&oacute;ria ao p&oacute;s moderno</strong>. Fora de sincronia com o lema dos &ldquo;homens bravos e fortes&rdquo; da &eacute;poca, seus quadros expressam, sobretudo, a <span style="font-size: 14pt;">SOLID&Atilde;O</span>. <br /><br />E esta triste senhora n&atilde;o o abandonou, nem a seus quadros. Pelo menos em ambiente ecano, onde sete r&eacute;plicas, incluindo algumas das obras favoritas do autor, como <a href="http://enredandopalabras.es/blog/enredandopalabras/wp-content/uploads/2009/03/hopper_edward_cape_cod_morning_big.jpg"><em>Cape Cod Morning</em></a> <em>(1950)</em> e <em><a href="http://terpconnect.umd.edu/%7Emolouns/amst450/village/images/hopper.nighthawks.jpg">Nightawks</a> (1942)</em> est&atilde;o dispon&iacute;veis &agrave; admira&ccedil;&atilde;o coletiva. Em um corredor iluminado (eu falei que a luz era o principal componente das obras do Hopper? Ah, n&atilde;o? Ent&atilde;o, mas era. Em uma entrevista para a <strong>The artist&rsquo;s voice</strong> em 1965, ele disse considerar <em>&ldquo;a luz uma for&ccedil;a expressiva importante, mas n&atilde;o de forma demasiado consciente. Penso que para mim ela &eacute; uma express&atilde;o natural&rdquo;</em>) no CCA &ndash; Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes. Fica no segundo andar do pr&eacute;dio principal da ECA, aquele maior de todos, com um totem charmos&atilde;o na frente. <br /><br /><span>&nbsp;</span>L&aacute;, as mulheres criadas pelo pintor, muitas delas tendo a pr&oacute;pria esposa como modelo, olham para o nada. Ningu&eacute;m as admira. Ningu&eacute;m as nota. Ningu&eacute;m repara que se debru&ccedil;am no parapeito da janela, n&atilde;o para fofocar ou comentar o maior babado da &uacute;ltima festa ou a vestimenta dos professores doutores que t&ecirc;m sala no local, mas porque este &eacute; um momento de pausa, quando se olha pro ch&atilde;o l&aacute; embaixo e nada se v&ecirc;, somente a pr&oacute;pria combust&atilde;o interna. Voc&ecirc; j&aacute; deve ter se sentido assim em algum momento. Parado, olhando, mas n&atilde;o necessariamente vendo o que acontecia na rua &agrave; sua frente, e necessariamente sentindo o seu invis&iacute;vel particular<em>.</em> Dezenas de pessoas passam por l&aacute;, algumas trabalham por perto, e ningu&eacute;m p&aacute;ra para olhar, sentir e sair diferente. <br /><br />Os personagens de Hopper, caracter&iacute;sticos homens e mulheres da vida urbana, est&atilde;o como muitos dos que n&atilde;o os v&ecirc;em, sem notar o quanto tem em comum: sozinhos, ainda que em posi&ccedil;&atilde;o privilegiada. E n&atilde;o &eacute; um t&iacute;pico discurso das mulheres ecanas reclamar da solid&atilde;o? Pois &eacute; garotas, voc&ecirc;s n&atilde;o s&atilde;o as &uacute;nicas nessa. <span style="font-size: 14pt;">Mas as mulheres de Hopper sofrem por amor? E aquele papo de que ele retratava a ang&uacute;stia e a nostalgia de quem vive nas grandes cidades?</span>Elementar minha cara, mas quem sabe de onde vem tanto sentimento? E emo&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre emo&ccedil;&atilde;o, ainda que impulsionada por raz&otilde;es diferentes, n&atilde;o?!<br /><br />Voc&ecirc; at&eacute; pode me dizer<strong>: </strong><span style="font-size: 14pt;">-Mas, pera&iacute; &eacute; s&oacute; uma r&eacute;plica. Ningu&eacute;m se mexe para ver uma r&eacute;plica. </span><br /><br />Pois eu me apaixonei por Hopper h&aacute; um tempo atr&aacute;s, justamente porque parei para olhar uma r&eacute;plica neste mesmo corredor. E &ldquo;<a href="http://blogs.hola.com/felizycontenta/1563-hopper-edward-morning-sun.jpg">Morning Sun&rdquo;</a> estava l&aacute;, cheia de coisas pra me contar.&nbsp;<br /><br /><strong>Cara pessoa que me l&ecirc; neste momento, tudo a favor do seu &oacute;cio. Tudo a favor do seu entretenimento banal. Mas nadica a favor do desperd&iacute;cio de vida que &eacute; ter t&atilde;o perto coisas t&atilde;o bonitas e n&atilde;o ver. Mesmo que sejam c&oacute;pias. Vai l&aacute;, d&aacute; uma passada. P&aacute;ra. Sente. Quem sabe voc&ecirc; n&atilde;o se empolga, se apaixona e corre atr&aacute;s da original? Quem sabe voc&ecirc; n&atilde;o se identifica, repensa algumas coisas e vence a pr&oacute;pria solid&atilde;o?&nbsp;</strong><br /><br /><strong>Sim porque se voc&ecirc; acha que arte n&atilde;o pode mudar sua vida, espere at&eacute; os pr&oacute;ximos posts desta editoria.</strong><br /><strong><span>&nbsp;</span>*E experimente. Sempre.</strong><br /></div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr>]]></content:encoded></item></channel></rss>

