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<channel><title><![CDATA[Escarlate :: Arte na USP - Teatro]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/teatro.html]]></link><description><![CDATA[Teatro]]></description><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 11:17:15 -0800</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Só saio do meu Brasil no último pau-de-arara]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/s-saio-so-meu-brasil-no-ltimo-pau-de-arrara.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/s-saio-so-meu-brasil-no-ltimo-pau-de-arrara.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 19 May 2010 20:29:12 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/s-saio-so-meu-brasil-no-ltimo-pau-de-arrara.html</guid><description><![CDATA[Por Alexandre Dall'Ara [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">Por Alexandre Dall'Ara</a></div><div ><div id="860556775864637707" align="center" style="width: 100%; overflow-y: hidden;"><object data="http://boos.audioboo.fm/swf/fullsize_player.swf" height="129" id="iefix1" type="application/x-shockwave-flash" width="400"><param name="movie" value="http://boos.audioboo.fm/swf/fullsize_player.swf" /><param name="scale" value="noscale" /><param name="salign" value="lt" /><param name="bgColor" value="#FFFFFF" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="window" /><param name="FlashVars" value="mp3=http%3A%2F%2Faudioboo.fm%2Fboos%2F130090-ave-maria-sertaneja.mp3&amp;mp3Author=escarlate&amp;mp3LinkURL=http%3A%2F%2Faudioboo.fm%2Fboos%2F130090-ave-maria-sertaneja&amp;mp3Title=Ave+Maria+Sertaneja&amp;mp3Time=01.47am+20+May+2010" /><a href="http://audioboo.fm/boos/130090-ave-maria-sertaneja.mp3">Listen!</a></object></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"> Calma! Antes de ler esse texto, deixe tocar a m&uacute;sica acima. Pronto, agora lembre-se da viagem que fez ao nordeste &ndash; mesmo que tenha sido numa daquelas formaturas em Porto Seguro -, lembre do <span style="font-style: italic;">sutaque</span> gostoso, do sol... agora sim, <span style="font-style: italic;">vamo</span> l&aacute;:<br /><br />  Assistir a &ldquo;Concerto de Ispinho e Fulo&rdquo; n&atilde;o &eacute; uma experi&ecirc;ncia comum, certamente n&atilde;o se assemelha &agrave; viv&ecirc;ncia t&iacute;pica de passividade do p&uacute;blico diante do espet&aacute;culo. Logo na entrada somos surpreendidos ao entrar no cen&aacute;rio. A plateia acomoda-se dentro do palco, ou melhor, n&atilde;o h&aacute; palco. Os assentos dividem-se ao redor do espa&ccedil;o que ser&aacute; compartilhado com os atores. Surpreendeu-me mais ainda um aviso. Diante da desorienta&ccedil;&atilde;o das pessoas ao encontrar um refletor repousando em todas as cadeiras da primeira fileira um membro do grupo orienta: podem se sentar e colocar o refletor no colo!<br /><br />  A Cia. Do Tijolo, criada para esse projeto que homenageia o centen&aacute;rio do nascimento de Patativa do Assar&eacute;, usa os conceitos de Paulo Freire para idealizar a produ&ccedil;&atilde;o. A pr&oacute;pria concep&ccedil;&atilde;o do nome da companhia vem do famoso exemplo da alfabetiza&ccedil;&atilde;o de um grupo de pedreiros, no qual o educador come&ccedil;a o ensino a partir da palavra tijolo, objeto pr&oacute;ximo daquelas pessoas.<br /><br />  Assim tamb&eacute;m se d&aacute; a estrutura da montagem. Come&ccedil;ando por uma r&aacute;dio, que conecta S&atilde;o Paulo a Assar&eacute;, os atores nos prop&otilde;em entrar num universo desconhecido, tanto para n&oacute;s quanto para eles. Enfatizada numa interessante cena em que os atores representam um encontro fict&iacute;cio com o poeta, a sensa&ccedil;&atilde;o de dist&acirc;ncia e desconhecimento da vida do nordestino, cantada por Patativa, e a universalidade do sofrimento humano, tamb&eacute;m presente na obra do poeta, &eacute; uma tens&atilde;o sempre presente.<br />  </div><div  style=" margin-bottom: 10px; margin-top: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='300' height='247'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/e3vHQIhhD58"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/e3vHQIhhD58" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='300' height='247'></embed></object></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><font size="3"><span style="font-weight: bold;">Como falar do sofrimento que n&atilde;o se conhece? Da fome que nunca passou? Do ch&atilde;o em que nunca se pisou? </span></font><br /><br />A essas quest&otilde;es o grupo respondeu indo ao nordeste algumas vezes separadamente e contando experi&ecirc;ncias de vida que os conectam com aquele universo. Dinho Lima Flor &eacute; o &uacute;nico nordestino do grupo e um dos fundadores junto com Rodrigo Mercadante, Fabiana Barbosa e Rog&eacute;rio Tarifa. Mas a montagem, ainda nessa linha de aproxima&ccedil;&atilde;o com a cultura nordestina j&aacute; se apresentou em cidades como Recife, Caruaru, Nova Olinda, Crato, Juazeiro e at&eacute; na pr&oacute;pria Assar&eacute;, terra do agricultor poeta homenageado. <br /><br />A pe&ccedil;a surgiu do interesse de Dinho pela obra de Patativa do Assar&eacute; numa temporada em Nova Olinda com o grupo Casa Laborat&oacute;rio. Ela come&ccedil;ou como um show musical apresentado em 2007 na chopperia do SESC Pomp&eacute;ia e depois foi encenada, com a dire&ccedil;&atilde;o de Rog&eacute;rio Tarifa, ao ganhar o concurso do Proac (Pograma de A&ccedil;&atilde;o Cultural da Secretaria da Cultura do Estado de S&atilde;o Paulo), estreando no SESC da Av. Paulista e viajando depois pelo interior do estado. Ao todo, foram por volta de nove messes de ensaios.<br /><br />Rodrigo, com passagem pela CAC e formado pela EAD, conta que o eixo central &eacute; o poema a Morte de Nan&atilde;, justamente por tratar de um tema universal, a dor da perda de uma filha. Isso como ponto culminante de tr&ecirc;s pilares: a vida e a obra do poeta, os depoimentos pessoais dos atores e a hist&oacute;ria do nordeste &ndash; representada pela destrui&ccedil;&atilde;o do povoado de Caldeir&atilde;o, um fato hist&oacute;rico pouco conhecido do p&uacute;blico e que nos faz querer correr para&nbsp; os livros de hist&oacute;ria, outros que tamb&eacute;m costumam o ignorar, entretanto. <br /><br />Assim, a estrutura foge da simplicidade de apenas narrar a vida de Patativa, ela vai al&eacute;m, envolvendo e aproximando o p&uacute;blico de uma realidade estranha, mas tamb&eacute;m nossa, do nosso pa&iacute;s, do nosso povo! E se isso parece um pouco pesado para um programa de fim de semana, n&atilde;o se aperreie, a cacha&ccedil;a, a caju&iacute;na e o cafezinho (servidos durante a pe&ccedil;a) garantem o consolo para os expressivos tormentos da alma...<br /><br /><span style="font-weight: bold;">*A pe&ccedil;a fica em cartaz no TUSP at&eacute; dia 30 de Maio. Veja a </span><a style="font-weight: bold;" target="_blank" href="http://www.usp.br/tusp/agenda_maria_antonia_emcartaz.php">programa&ccedil;&atilde;o aqui</a><span style="font-weight: bold;">.</span></div><div  style=" margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='300' height='247'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cWD0YoweNy4"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/cWD0YoweNy4" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='300' height='247'></embed></object></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Exercício de sedução]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/exerccio-de-seduo.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/exerccio-de-seduo.html#comments]]></comments><pubDate>Thu, 06 May 2010 05:00:44 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/05/exerccio-de-seduo.html</guid><description><![CDATA[Por Alexandre Dall'Ara [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">Por Alexandre Dall'Ara</a></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7464923.jpg?580" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"> Uma av&oacute; cega, que cuida da neta desamparada pela m&atilde;e ad&uacute;ltera e suicida. A av&oacute; promete a neta em casamento para o filho de seu amante. A neta, Suzana, que renega o compromisso da av&oacute;, casa-se com outro, ouvindo a f&uacute;ria da velha cega: &ldquo;Tem mulher que s&oacute; encontra sossego na morte, porque nem no casamento encontra!&rdquo;<br /> <br /> N&atilde;o surpreende a ningu&eacute;m que um enredo desses tenha como inspira&ccedil;&atilde;o uma obra de Nelson Rodrigues (o romance <em>Minha Vida</em>, publicado sob o pseud&ocirc;nimo de Suzana Flag). O que surpreende &eacute; a oportunidade de ver um trabalho desses em pleno processo de constru&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> &Agrave;queles fi&eacute;is expectadores de pe&ccedil;as teatrais que nunca se aventuraram pela arte de fazer um espet&aacute;culo, a cria&ccedil;&atilde;o de uma montagem guarda in&uacute;meros fasc&iacute;nios. Para al&eacute;m das entrevistas batidas com atores globais e seus m&eacute;todos de cria&ccedil;&atilde;o por &ldquo;laborat&oacute;rios&rdquo;, surge a curiosidade sobre o complexo trabalho do ator. Os questionamentos sobre as estruturas c&ecirc;nicas, as falas, as entona&ccedil;&otilde;es, o figurino, a dire&ccedil;&atilde;o, todos esses processos muitas vezes n&atilde;o chegam &agrave; plat&eacute;ia, que v&ecirc; apenas o resultado final, depois de muito trabalho e ensaio.<br /><br />  </div><span  style=" float: right; position: relative; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4792908.jpg?277" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml">   As atividades do <a href="http://www.eca.usp.br/cepeca/" target="_blank">CEPECA </a>(Centro de Pesquisa em Experimenta&ccedil;&atilde;o C&ecirc;nica do Ator) s&atilde;o muito esclarecedoras nesses pontos. Com reuni&otilde;es semanais &agrave;s quintas-feiras no departamento de Artes C&ecirc;nicas da ECA-USP, o centro ofereceu-me uma oportunidade rara. Cheguei &agrave; sala onde os atores-pesquisadores se re&uacute;nem, sob a tutela de Armando S&eacute;rgio da Silva, o professor respons&aacute;vel, ap&oacute;s o intervalo do almo&ccedil;o e me deparei com dois cen&aacute;rios de um quadro ainda em processo de idealiza&ccedil;&atilde;o.<br /><br /> Nesse encontro, do &uacute;ltimo dia 29 de abril,<a href="http://rejanecepeca.blogspot.com/" target="_blank"> Rejane Arruda </a>apresentou duas cenas vinculadas &agrave; sua pesquisa de doutorado. Elas far&atilde;o parte do primeiro quadro de um espet&aacute;culo (com mais outras duas partes) ainda sem nome definido a ser apresentado no teatro laborat&oacute;rio da ECA, com previs&atilde;o de estr&eacute;ia para mar&ccedil;o do pr&oacute;ximo ano. Durante a apresenta&ccedil;&atilde;o, Rejane explicava alguns elementos da montagem que n&atilde;o estavam l&aacute;, como proje&ccedil;&otilde;es de fotos de fam&iacute;lia e m&uacute;sicas, questionando o grupo sobre a escolha das falas, dos elementos c&ecirc;nicos, do acerto quanto &agrave;s op&ccedil;&otilde;es tomadas.<br /> <br /> Usando a t&eacute;cnica de &ldquo;anteparos&rdquo; para sua cria&ccedil;&atilde;o, a atriz apresentou o trabalho como um &ldquo;exerc&iacute;cio de sedu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pois ele teria o intuito de ati&ccedil;ar a curiosidade dos expectadores para ver o resultado final da montagem. Interpretando a av&oacute; cega, Rejane carregava um bast&atilde;o repleto de bonecas, que ao mesmo tempo indicava a rela&ccedil;&atilde;o com a neta e curvava suas costas com o peso dos brinquedos, servindo de anteparo para representar a postura da velha.<br />  </div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: center; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml">     <font size="3"><em><span style="font-family: Verdana; color: black;">&ldquo;Anteparo para n&oacute;s &eacute; todo elemento exterior a cena e exterior&nbsp;&agrave; personagem (pode ser uma m&uacute;sica, um texto, imagens, uma m&aacute;scara, um som, ou o que for), desde que utilizado pelo ator para concentrar seu foco de aten&ccedil;&atilde;o durante a improvisa&ccedil;&atilde;o. Seu uso acaba potencializando o jogo c&ecirc;nico entre ator-ator e ator-espectador.&rdquo;</span></em><br /></font><br />  </div><span  style=" z-index: 10; float: left; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9063593.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml">    Suas experi&ecirc;ncias pessoais abundam pelas cenas, permitindo a ela usar de seu arcabou&ccedil;o de viv&ecirc;ncias para a cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. Fotos da fam&iacute;lia, &aacute;udios de sua inf&acirc;ncia povoam o cen&aacute;rio e a sonoplastia, enquanto lembran&ccedil;as de sua av&oacute; a auxiliavam na interpreta&ccedil;&atilde;o dos movimentos da personagem e mem&oacute;rias do marido lhe permitiam dar vida &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de Suzana (a neta) com uma escada, ali presente como o parceiro da personagem.<br /> <br /> A riqueza desse di&aacute;logo estabelecido na sala era evidente. Os bastidores do teatro estavam l&aacute;, abertos, escancarados. O mecanismo de cria&ccedil;&atilde;o de significados de uma montagem em vivo processo de funcionamento. Os espectadores eram levados a imaginar a cena, a partir dos fragmentos ainda incompletos da montagem em constru&ccedil;&atilde;o e colaboravam com id&eacute;ias, sugest&otilde;es, debatiam a efic&aacute;cia, outras op&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis...<br /> <br /> O CEPECA est&aacute; em funcionamento desde 2006 e agrega um conjunto de atores-pesquisadores, cada um com seu projeto de pesquisa. No site da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encontrar os blogs dos pesquisadores e acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos.<a href="http://www.eca.usp.br/cepeca/index.php?q=node/42" target="_blank"> O centro lan&ccedil;a ainda um livro </a>neste m&ecirc;s, com a tese de livre doc&ecirc;ncia do professor Dr. Armando S&eacute;rgio. Faz parte dos planos tamb&eacute;m o lan&ccedil;amento de um DVD e uma revista eletr&ocirc;nica, sempre pensando na divulga&ccedil;&atilde;o dos trabalhos do centro, que, com o mesmo intuito, apresentando-se na <a href="http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/04/mostra-experimentos-2010.html" target="_blank">Mostra Experimentos </a>do TUSP desde 2008.<br /><br />  &nbsp;<br /><br />  </div><hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[MOSTRA EXPERIMENTOS 2010]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/04/mostra-experimentos-2010.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/04/mostra-experimentos-2010.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 21 Apr 2010 15:54:25 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/04/mostra-experimentos-2010.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 22px; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">por Alexandre Dall'Ara</a></span></span></span></span></span></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">&ldquo;Uma parcela significativa do teatro que se faz na cidade se S&atilde;o Paulo prov&eacute;m (de distintos modos) do ambiente universit&aacute;rio&rdquo;, diz o folheto da <a href="http://www.escolalivredeteatro.blogspot.com/" target="_blank">MOSTRA EXPERIMENTOS</a>, em cartaz no <a href="http://www.usp.br/tusp/index.php" target="_blank">TUSP</a> at&eacute; quatro de maio.</div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7675276.jpg?400" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">A mostra, que est&aacute; na sexta edi&ccedil;&atilde;o, no seu in&iacute;cio tinha apresenta&ccedil;&otilde;es apenas do CAC e da EAD, as escolas de n&iacute;vel superior e t&eacute;cnica, respectivamente, em artes c&ecirc;nicas da USP. Depois, ela cresceu e passou a ser aberta para outras escolas, com foco nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de teatro do estado de S&atilde;o Paulo, sendo as principais parceiras a Unesp, a Unicamp, a <a href="http://www.escolalivredeteatro.blogspot.com/" target="_blank">Escola livre de teatro (ELT)</a> e a <a href="http://www.fascs.com.br/index.asp" target="_blank">Funda&ccedil;&atilde;o das Artes de S&atilde;o Caetano do Sul (FASCS)</a>.<br />Nesse ano tamb&eacute;m houve uma mudan&ccedil;a quanto &agrave; sele&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, que eram selecionados e indicados pelas escolas participantes, e agora passam a ser escolhidos por professores do CAC e da EAD.<br />A mostra tenta criar um di&aacute;logo entre a produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica do teatro e o seu p&uacute;blico, promovendo, al&eacute;m das apresenta&ccedil;&otilde;es, di&aacute;logos com a plat&eacute;ia. Com essa inten&ccedil;&atilde;o a programa&ccedil;&atilde;o inclui pelo menos um debate por semana, normalmente &agrave;s segundas-feiras, para permitir a presen&ccedil;a de profissionais do teatro que estejam em cartaz com suas produ&ccedil;&otilde;es. Os debates n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;dos na programa&ccedil;&atilde;o justamente por contar com essas participa&ccedil;&otilde;es, que nem sempre podem ser confirmadas com anteced&ecirc;ncia, mas s&atilde;o divulgados na bilheteria no pr&oacute;prio dia em que ocorrem.<br />Os tr&ecirc;s eixos em que os experimentos s&atilde;o divididos n&atilde;o s&atilde;o gratuitos. Essa divis&atilde;o foi implementada desde a mostra de 2008, de acordo com Ren&eacute; Piazentin, orientador de arte dram&aacute;tica do TUSP, e serve para diferenciar os trabalhos:<br /><br /><br />Os <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">exerc&iacute;cios c&ecirc;nicos</strong> seriam as apresenta&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas de trabalhos prontos para entrarem em cartaz - muitos inclusive j&aacute; v&ecirc;m de uma temporada anterior, como &eacute; o caso de &ldquo;Madrid 36&rdquo;, antes em cartaz no teatro laborat&oacute;rio do CAC, na cidade universit&aacute;ria.<br /><br /><br />Os <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">ensaios</strong> s&atilde;o trabalhos normalmente vinculados e uma pesquisa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, incluindo at&eacute; apresenta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. Nesse ano figuram como ensaios &ldquo;Um Olhar de Medusa&rdquo; que prop&otilde;e uma provoca&ccedil;&atilde;o ao expectador de teatro e tamb&eacute;m o CEPECA (Centro de Pesquisa em Experimenta&ccedil;&atilde;o C&ecirc;nica do Ator da ECA), sob a orienta&ccedil;&atilde;o do Prof. Dr. Armando S&eacute;rgio da Silva, que mostrou experimentos como &ldquo;a musicalidade do ator&rdquo; e &ldquo;improvisa&ccedil;&atilde;o a partir de estados corporais&rdquo;.<br /><br /><br />Os <strong style="mso-bidi-font-weight:normal">estudos</strong> abrangem trabalhos em v&aacute;rios n&iacute;veis, &agrave;s vezes montagens mais acabadas, &agrave;s vezes ainda em fase de ensaio. Esses trabalhos tamb&eacute;m costumam ser vinculados a uma disciplina, sendo feitos a partir de, ou como resultado de uma disciplina.<br /><br /><br />Um bom exemplo de trabalho trazido pela mostra &eacute; a pe&ccedil;a &ldquo;O Que N&atilde;o Disseram&rdquo; da FASCS, j&aacute; que ela segue a proposta de estudar as rela&ccedil;&otilde;es com a metr&oacute;pole e faz uma cr&iacute;tica ao modo de vida mec&acirc;nico levado por n&oacute;s. Ela divide o mundo entre aqueles que s&atilde;o regidos maquinalmente pelo tempo e os que se permitem viver de forma mais livre, permitem-se sonhar. Assim, a montagem se torna n&atilde;o apenas uma reflex&atilde;o sobre a cidade, como tamb&eacute;m abre um espa&ccedil;o importante para a discuss&atilde;o do papel do teatro nessa reflex&atilde;o, cumprindo a proposi&ccedil;&atilde;o do TUSP de ser um espa&ccedil;o de di&aacute;logo entre a academia e a sociedade, sempre passando pelo territ&oacute;rio livre do palco.<br /><br /><br />*Veja a <a href="http://www.usp.br/tusp/agenda_maria_antonia_emcartaz.php" target="_blank">agenda</a> do TUSP</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Nada mais aristotélico do que uma palhaça]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/nada-mais-aristotlico-do-que-uma-palhaa.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/nada-mais-aristotlico-do-que-uma-palhaa.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 23 Mar 2010 22:03:58 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/nada-mais-aristotlico-do-que-uma-palhaa.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 22px; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">por Alexandre Dall'Ara</a></span></span></span></span></div><div  class="paragraph" style=" text-align: center; "><span style="line-height: 24px; font-size: small; "><strong>"De mim, conto. Como &eacute; que se pode gostar do verdadeiro no falso?"</strong></span></div><span  style=" z-index: 10; float: left; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7831914.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Como juntar f&iacute;sica qu&acirc;ntica, neuroci&ecirc;ncia e a tradicional arte do palha&ccedil;o? Pergunte &agrave; Melissa Panzutti. Ex-aluna do CAC, formada em 2002, Melissa surpreendeu o p&uacute;blico que esperava para assistir a mesa redonda &ldquo;Artes do Espet&aacute;culo&rdquo;, no audit&oacute;rio do Museu de Arte Contempor&acirc;nea (MAC), com sua apresenta&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Palestra de Neuroci&ecirc;ncia&rdquo;.<br /><br />De forma despretensiosa a atriz, vestida de palha&ccedil;a, apresentava-se como uma esp&eacute;cie de psic&oacute;loga, pronta para resolver os problemas emocionais mais comuns nos dias de hoje. Depress&atilde;o? Ansiedade? Estresse? Nada que um dos seus &ldquo;mecanismos&rdquo; n&atilde;o resolva! Eles parecem simples sacos de pano com algumas quinquilharias, mas os rostos daqueles que experimentam us&aacute;-los contradiz essa simplicidade.</div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">H&aacute; aquele para quem precisa de f&eacute;rias, com conchas, areia e a tranq&uuml;ilidade da praia; outro para os excessivamente auto-cr&iacute;ticos, com plumas dentro, que permite a auto-flagela&ccedil;&atilde;o &agrave; vontade (sem riscos para as costas, al&eacute;m das eventuais c&oacute;cegas); para os nervosos e irritadi&ccedil;os, existe um especialmente projetado para se gritar tudo quiser (at&eacute; o indiz&iacute;vel!) e depois retirar uma frase transformadora (espera-se!), como a que inicia esta mat&eacute;ria; por fim, um artefato um tanto curioso: uma esp&eacute;cie de cruzamento entre tamp&atilde;o de ouvido e venda, que, garante a palestrante, &eacute; capaz de tornar a conviv&ecirc;ncia consigo mesmo t&atilde;o agrad&aacute;vel que a solteirice pode se tornar uma interessante op&ccedil;&atilde;o!<br /></div><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/308245.jpg?271" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">&ldquo;De verdade a gente se transporta&rdquo;, diz Ana L&uacute;cia Ferraz, que j&aacute; havia assistido ao quadro anteriormente e foi cobaia do tal saquinho das f&eacute;rias. Mas, de certa forma todos eles pretendem transportar os espectadores para outro lugar, alterar seu estado psicol&oacute;gico, descarregar as tens&otilde;es num interessante exerc&iacute;cio cat&aacute;rtico. Se me permitem a pedantice, o dicion&aacute;rio Houaiss define o conceito aristot&eacute;lico de&nbsp;<em>catarse</em>&nbsp;como a&nbsp;<span><em><span style="color: black; ">descarga de desordens emocionais ou afetos desmedidos a partir da experi&ecirc;ncia est&eacute;tica oferecida pelo teatro, m&uacute;sica e poesia</span></em></span><span><span style="color: black; ">, ou seja, nada mais aristot&eacute;lico do que uma palha&ccedil;a!</span></span><br /><br /><span><span style="color: black; ">Em meio &agrave;s gargalhadas, entretanto, engolimos sem dor cita&ccedil;&otilde;es de Clarice, Guimar&atilde;es, Nelson Rodrigues, al&eacute;m de resultados dos estudos da atriz nas &aacute;reas de neuroci&ecirc;ncia e f&iacute;sica qu&acirc;ntica (incluindo uma refer&ecirc;ncia ao filme &ldquo;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3QlZ5O8_bGk" target="_blank">What the bleep do we know</a>&rdquo;).</span></span></div><hr  style=" visibility: hidden; clear: both; width: 100%; "></hr><div  style=" margin-bottom: 10px; margin-top: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='400' height='330'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NbGFEf73JXU"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NbGFEf73JXU" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='400' height='330'></embed></object></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Escuro dos Bastidores]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/post-title-click-and-type-to-edit3.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/post-title-click-and-type-to-edit3.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 23 Mar 2010 19:39:36 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/post-title-click-and-type-to-edit3.html</guid><description><![CDATA[por Alexandre Dall'Ara [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 22px; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">por Alexandre Dall'Ara</a></span></span></span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9855871.jpg?408" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">&Agrave;s 20h20 cheguei ao Teatro da USP, pouco mais de uma hora antes do in&iacute;cio do espet&aacute;culo, marcado para as 21h30. Como combinado, fui me atrever nos bastidores da montagem. Diante das poltronas vazias, o palco tamb&eacute;m exibia sua nudez. O diretor Leandro Moreira dava os ajustes finais no cen&aacute;rio, limpava algumas partes, remexia a &aacute;gua da piscina instalada ao fundo do cen&aacute;rio, criando uma bela reflex&atilde;o da &aacute;gua em movimento na parede posterior do palco. Os atores ainda se trocavam.<br /><br />  Enquanto a luz era testada abusei da hospitalidade do grupo Companhia Hiato tratando de registrar &acirc;ngulos interessantes do cen&aacute;rio vazio, mas antes mesmo de terminar fui surpreendido pelos atores entrando no palco para seu aquecimento. Um processo encantador para aqueles que se questionam sobre a encarna&ccedil;&atilde;o dos personagens.<br /><br />  <span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA">Falas eram repassadas, gritos, urros e dan&ccedil;as esquentavam e preparavam aqueles corpos prestes a se entregar &agrave; adrenalina da cena! O teste de luz, as m&uacute;sicas e a energia criavam uma atmosfera envolvente, que prenunciava o forte trabalho a ser exibido.</span></div><span  style=" float: left; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8451879.jpg?233" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Reunidos em c&iacute;rculo, m&atilde;os dadas. Vai &ldquo;bombar&rdquo;, vai &ldquo;bombar&rdquo;....merda! Sil&ecirc;ncio. Calma e serenidade tomam a sala para a entrada do p&uacute;blico inocente, desavisado. &Eacute; como se aqueles &ldquo;meninos&rdquo; arteiros e animados se escondessem na coxia prontos para surpreender a multid&atilde;o que lotou o teatro numa noite de quinta-feira. De fato surpreenderam, pelo menos a mim.<br /><br />  O p&uacute;blico se senta, &eacute; envolvido pelo sil&ecirc;ncio e depois, a luz azul e os sons de gotas d&rsquo;&aacute;gua nos submergem numa piscina, como aquelas que ocupam lugar de destaque no palco e no enredo. Pronto, enfim come&ccedil;amos!<br /><br />  <span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA">&ldquo;Escuro&rdquo; trata de defici&ecirc;ncias. Cego, m&iacute;ope, surdo, fanho s&atilde;o alguns dos personagens. Acompanhamos a dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o social </span><span><span style="font-size:11.0pt;line-height:115%;font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:Arial; color:black;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language: AR-SA">experienciada</span></span><span style="font-size:11.0pt;line-height: 115%;font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-hansi-theme-font: minor-latin;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"> por eles. Mas numa estrat&eacute;gia incomum, os di&aacute;logos por vezes s&atilde;o substitu&iacute;dos pela fala para manifestar a real inten&ccedil;&atilde;o do interlocutor: os personagens param e encaram a plat&eacute;ia, calam-se para nos dizer os pensamentos, seus desejos, suas reais inten&ccedil;&otilde;es, a dificuldade de se comunicar &ndash; de certa forma a montagem procura decifrar o campo do n&atilde;o dito, expor o di&aacute;logo interno que travamos com n&oacute;s mesmos.</span></div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7944347.jpg?407" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><font color="#000000"><span style="line-height: normal; font-size: medium;"><span style="font-size: small;">Numa experimenta&ccedil;&atilde;o da linguagem cinematogr&aacute;fica, de acordo com Leonardo, as cenas se repetiam v&aacute;rias vezes, cada vez de um &acirc;ngulo diferente, pondo em destaque os personagens que antes estavam em segundo plano e vice-versa. Assim, elas chamam nossa aten&ccedil;&atilde;o para os diversos &acirc;ngulos realidade. Por&eacute;m, mais surpreendente que o tema, ou a constitui&ccedil;&atilde;o das cenas &eacute; o nosso reconhecimento com a dificuldade dos personagens, a dificuldade de express&atilde;o de alguns deles n&atilde;o nos &eacute; estranha, ela &eacute; nossa tamb&eacute;m.</span><br /><br /><span style="font-size: 11pt; line-height: 17px; font-family: Calibri, sans-serif; ">A falta de palavras do personagem af&aacute;sico, a vergonha da estr&aacute;bica, a dificuldade de express&atilde;o da muda nos parece familiar. A montagem n&atilde;o nos revela apenas os deficientes, ela mostra que essa defici&ecirc;ncia tamb&eacute;m nos pertence. N&atilde;o nos comove pela compaix&atilde;o, pelo d&oacute;, mas pela proximidade inesperada dos personagens. Presta assim um servi&ccedil;o, uma tomada de consci&ecirc;ncia da condi&ccedil;&atilde;o desses deficientes, mas tamb&eacute;m da defici&ecirc;ncia da nossa comunica&ccedil;&atilde;o &ldquo;perfeita&rdquo;.</span></span></font></div><div  style=" margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='400' height='330'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4FMnTxItnlw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4FMnTxItnlw" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='400' height='330'></embed></object></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">A pe&ccedil;a come&ccedil;ou a ser ensaiada em novembro de 2008 e antes da temporada no TUSP, esteve em cartaz no SESC Pomp&eacute;ia. A temporada no TUSP j&aacute; est&aacute; encerada e agora se inicia uma turn&ecirc;, com apresenta&ccedil;&otilde;es em Curitiba nesse fim de semana (27 e 28). Outra montagem do grupo, a pe&ccedil;a &ldquo;Cachorro Morto&rdquo;, ganhadora do pr&ecirc;mio CPT (cooperativa paulista de teatro) de melhor texto ainda est&aacute; em cartaz no Teatro Imprensa.&nbsp;</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Para Sentir o Chão]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/para-sentir-o-cho.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/para-sentir-o-cho.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 21:08:37 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/03/para-sentir-o-cho.html</guid><description><![CDATA[por Alexandre Dall'Ara [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">por Alexandre Dall'Ara</a></span><font color="#8C8787"><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "></span></font><br /></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4246094.jpg?397" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><strong><em><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;">Estudante da USP anda. Anda at&eacute; o bandej&atilde;o, corre para a optativa, passa nos bancos, aproveita a tarde na pra&ccedil;a do rel&oacute;gio, a sess&atilde;o gratuita do cinusp... mas quanto tempo voc&ecirc; j&aacute; dedicou a sentir o ch&atilde;o em que pisa? Como seria afastar as cadeira das salas de aula e deitar-se para ouvir os sons ao nosso redor, sentir seu corpo em contato com o piso gelado &ndash; e tamb&eacute;m um tanto empoeirado?<br /><br /></span><span style="font-size: x-large;"><span style="font-weight: normal;">  Estranho?</span></span><span style="font-weight: normal;"> N&atilde;o para quem costuma freq&uuml;entar os grupos de teatro e conhece bem as din&acirc;micas e exerc&iacute;cios praticados por l&aacute;. Tirar os sapatos, as meias, vestir-se com roupas confort&aacute;veis, repensar a rela&ccedil;&atilde;o com o corpo e o espa&ccedil;o: uma proposta reincidente em todos eles.<br /><br />  Nada mais natural, para quem gosta de teatro, do que aquele momento em que nos sentimos tentados a pratic&aacute;-lo. Numa tentativa de me aproximar das iniciativas independentes de fazer teatro na USP resolvi entrar em contato com alguns grupos.<br /><br />  O </span><a href="http://www.gremio.poli.usp.br/gtp/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">grupo de teatro da POLI</span></a><span style="font-weight: normal;"> (GTP) &eacute; o mais tradicional, com mais de 55 anos de hist&oacute;ria. Ele &eacute; estruturado em seis n&uacute;cleos, chegando a incluir 100 pessoas. Tem tamb&eacute;m uma sala pr&oacute;pria: a sala preta, no pr&eacute;dio do bi&ecirc;nio.<br /><br />  Conversei com Bia Szvat, diretora do grupo, durante uma tarde de segunda-feira no jardim da faculdade polit&eacute;cnica. Bia entrou no grupo em 2003, num processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o que parece trazer frutos: al&eacute;m de pe&ccedil;as reconhecidas, com apresenta&ccedil;&otilde;es do n&uacute;cleo profissional (verde) no exterior, o GTP teve de fazer um processo seletivo devido ao excesso de candidatos, algo in&eacute;dito.<br /><br />  A estrutura divide-se em um n&uacute;cleo introdut&oacute;rio, o amarelo, para o qual v&atilde;o todos aqueles que entram no grupo e outros cinco n&uacute;cleos: verde (o profissional); preto (um grupo extra-oficial formado esporadicamente) e os intermedi&aacute;rios azul, vermelho e laranja, iguais dentro da hierarquia, por&eacute;m focados em diferentes estudos (como stanislavski, cinema e teatro, etc).</span></span><br /></em></strong></span></div><span  style=" float: left; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9669655.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><SPAN style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px"><STRONG><EM><SPAN style="FONT-STYLE: normal"><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">J&aacute; o grupo rec&eacute;m criado pelo </SPAN><A href="http://www.eca.usp.br/calc/" target=_blank><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">Centro Acad&ecirc;mico Lupe Cotrim</SPAN></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal"> (calc), da ECA, pretende&nbsp;preencher uma estranha defici&ecirc;ncia para uma escola de artes: a falta de espa&ccedil;o&nbsp;dedicado&nbsp;&agrave; pr&aacute;tica de teatro. Por isso vem realizando reuni&otilde;es todas as segundas-feiras a partir das 17h no pr&eacute;dio central da faculdade. At&eacute; o dia 22 do m&ecirc;s de mar&ccedil;o as reuni&otilde;es ser&atilde;o abertas a todos os interessados, ap&oacute;s essa data, os integrantes dever&atilde;o se decidir sobre a participa&ccedil;&atilde;o e freq&uuml;entar assiduamente as reuni&otilde;es.<br /><br /></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: large"><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">No dia 08, participei um tanto t&iacute;mido, dos exerc&iacute;cios iniciais.</SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal"> Ao entrar na sala 205 do CCA, estranhei o amontoado de cadeiras no canto. Mas teatro n&atilde;o combina com cadeira, pelo menos n&atilde;o nos ensaios. O espa&ccedil;o aberto aos poucos &eacute; conquistado pelos alunos (ao todo quinze, contando com um funcion&aacute;rio da biblioteca, muito bem recebido pelo grupo, que n&atilde;o imp&otilde;e restri&ccedil;&otilde;es para participa&ccedil;&atilde;o), tamb&eacute;m t&iacute;midos a princ&iacute;pio, mas que n&atilde;o demoram a se envolver nas atividades propostas.&nbsp;<br /><br />Na f&iacute;sica, encontrei Adriana A. D&rsquo;Maschio, a Dri, estudante respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o, ainda no fim do ano passado, do grupo de l&aacute;, ligado ao </SPAN><A href="http://www.cefisma.if.usp.br/" target=_blank><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">Centro Acad&ecirc;mico do Instituto de F&iacute;sica da USP</SPAN></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal"> (cefisma). Rec&eacute;m integrante do grupo da POLI, Adriana tenta conciliar os novos compromissos com a estrutura&ccedil;&atilde;o do grupo, que, ainda fr&aacute;gil, aceita inscri&ccedil;&otilde;es e iniciar&aacute; as atividades nesse m&ecirc;s. As reuni&otilde;es est&atilde;o previstas para as ter&ccedil;as-feiras da 14h &agrave;s 16h.<br /><br />Um dos estudantes de jornalismo ao justificar seu interesse pelo grupo do calc definiu-o como </SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: large"><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">uma oportunidade de &ldquo;parar&rdquo;, de relaxar</SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-WEIGHT: normal">, quase como visse ali o momento do &oacute;cio criativo t&atilde;o improv&aacute;vel na vida dos estudantes, ou pelo menos como o momento do &ldquo;descompromisso&rdquo;. A arte &eacute; o lugar em que tudo se torna virtualmente poss&iacute;vel. Talvez ali as barreiras discursivas do jornalismo, os compromissos com o fato, o real sejam flexibilizados por um instante. Talvez seja o lugar onde as leis da f&iacute;sica se confundam, onde n&oacute;s as confundimos. Talvez o espa&ccedil;o para (des)construir os pr&eacute;dios, faz&ecirc;-los tortos! Tortos pela beleza de v&ecirc;-los cair...Mas mais importante: v&ecirc;-los cair para reconstru&iacute;-los com mais certeza, num constante exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o!</SPAN></SPAN><br /></EM></STRONG></SPAN></div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/3942051.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><SPAN style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px">N&atilde;o pode passar desapercebido, entretanto,&nbsp;esse interesse comum que une tantos em volta do teatro. Dif&iacute;cil definir as raz&otilde;es, sem d&uacute;vida, por&eacute;m independente das fun&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das aos grupos, se eles surgem em t&atilde;o diferentes setores da universidade, n&atilde;o podem ser ignorados ou desmerecidos. Ligado ao gr&ecirc;mio da POLI, o GTP &eacute; o &uacute;nico mais estruturado &ndash; algo esperado, pois o grupo do Calc e da Cefisma&nbsp;<SPAN>&nbsp;</SPAN>s&atilde;o muito recentes, mas uma pol&iacute;tica de apoio &agrave; essas iniciativas seria louv&aacute;vel. Afinal, n&atilde;o &eacute; em qualquer lugar que se encontra tempo para medita&ccedil;&atilde;o sobre o corpo e a vida acad&ecirc;mica.</SPAN></div><div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><strong>* Para participar do grupo de teatro da f&iacute;sica, mande e-mail para: teatro.ifusp@gmail.com</strong></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Espetáculo Vai Começar!]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/02/o-espetculo-vai-comear.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/02/o-espetculo-vai-comear.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 22 Feb 2010 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2010/02/o-espetculo-vai-comear.html</guid><description><![CDATA[por Alexandre Dall'AraVoc&ecirc;, que fazia teatro na e [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><a href="mailto:alexandre@revistaescarlate.com">por Alexandre Dall'Ara</a></span><font color="#8C8787"><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><strong><em></em></strong></span></font><br /><br /><br />Voc&ecirc;, que fazia teatro na escola, apresentava singelas pe&ccedil;as para o papai e a mam&atilde;e e tamb&eacute;m para aquela tia coruja &ndash; sempre pronta para elogiar sua brilhante performance como &aacute;rvore &ndash; acha que a faculdade vai acabar com esses dias de divers&atilde;o na cochia? Estudante de ensino superior n&atilde;o tem tempo para isso? Nada mais errado!<br /></div><span  style=" float: left; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9135210.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Mesmo n&atilde;o sendo um sortudo aluno de artes c&ecirc;nicas ou da conceituada EAD, voc&ecirc; pode fazer e assistir muito teatro na USP.<br /><br />A universidade possui uma variada e intensa programa&ccedil;&atilde;o de teatro. Na cidade universit&aacute;ria, o teatro laborat&oacute;rio da ECA (aquele pr&eacute;dio onde os bixos ecanos fazem a matr&iacute;cula) costuma ter pe&ccedil;as em cartaz a partir de maio e, para voc&ecirc; que n&atilde;o pode desperdi&ccedil;ar o dinheiro do bandej&atilde;o, boa not&iacute;cia: elas s&atilde;o gratuitas! No final do ano passado, por exemplo, a programa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;a uma pe&ccedil;a infantil ("O gato malhado e a andorinha sinh&aacute;") e outra adulta ("O diabo de Tetas").</div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/111712.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; isso, a USP tamb&eacute;m disp&otilde;e do famoso&nbsp;<a href="http://www.usp.br/tusp/index.php" target="_blank">TUSP</a>, localizado no espa&ccedil;o Maria Ant&ocirc;nia, no centro. Sim, aquele perto do Mackenzie. As pe&ccedil;as do TUSP, apesar de ter ingresso cobrado s&atilde;o sempre baratinhas (de R$10 a R$15 reais para estudante) e s&atilde;o apresentadas por grupos teatrais que se inscrevem nos editais abertos pelo teatro para a ocupa&ccedil;&atilde;o de suas salas. (Falando nisso, o edital para a temporada de maio a junho acaba nessa segunda, dia 22!) O espa&ccedil;o ainda possui outros atrativos como cursos variados e mostras de arte (ver o&nbsp;<a href="http://www.revistaescarlate.com/2/post/2010/02/benvindo-arte-na-usp.html">guia de museus</a>&nbsp;na editoria de artes pl&aacute;sticas)<br /><br />Nessa semana o TUSP est&aacute; com a pe&ccedil;a&nbsp;<a href="http://www.usp.br/tusp/agenda_maria_antonia_emcartaz.php" target="_blank">&ldquo;Meninas, Corram!&rdquo;</a>&nbsp;em cartaz. Ali&aacute;s, se voc&ecirc; n&atilde;o quer perd&ecirc;-la &eacute; melhor correr mesmo! A pe&ccedil;a fica l&aacute; at&eacute; domingo, dia 28. J&aacute; na pr&oacute;xima semana, quarta-feira (03 de mar&ccedil;o) entra em cartaz &ldquo;Escuro&rdquo;.<br /></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8034571.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Caso toda a programa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o supra sua atra&ccedil;&atilde;o pelos deuses do teatro, ainda &eacute; poss&iacute;vel participar de grupos de teatro formado por alunos da faculdade. Um grande exemplo &eacute; o&nbsp;<a href="http://www.gremio.poli.usp.br/gtp/" target="_blank">Grupo de Teatro da Poli (GTP)</a>, famoso dentro e fora da universidade. O grupo tem mais de cinquenta e cinco anos de hist&oacute;ria e divide-se em seis n&uacute;cleos. A partir do come&ccedil;o das aulas j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel ir at&eacute; a sala preta, sede do GTP, l&aacute; no pr&eacute;dio do bi&ecirc;nio e manifestar seu interesse em participar.<br /><br />O n&uacute;cleo amarelo terminou o ano passado apresentando a pe&ccedil;a <a href="http://www.flickr.com/photos/elogiemos_os_palcos_ilustres/" target="_blank">&ldquo;Terror e mis&eacute;ria do Terceiro Reich&rdquo;</a>, de Brecht. A montagem, mesmo com poucas adapta&ccedil;&otilde;es conseguia dialogar com a atualidade e a realidade brasileira. Espalhando-se por v&aacute;rios espa&ccedil;os da POLI, os espectadores eram levados de lugar a lugar pelos atores (aos gritos!) de modo a reproduzir o temor imposto pelos nazistas e caracterizado pelo texto de Bertolt Brecht.<br /><br /><span style="font-size: 11pt; line-height: 17px; font-family: Calibri, sans-serif; ">Diante de todas essas op&ccedil;&otilde;es n&atilde;o h&aacute; como sentir saudades dos teatrinhos do prim&aacute;rio! Bixos, bixetes, veteranos e veteranas, (enfim: uspianos) o teatro vos espera!</span></div><hr  style=" visibility: hidden; clear: both; width: 100%; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Palco das sensações]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/12/palco-das-sensaes.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/12/palco-das-sensaes.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 02 Dec 2009 15:14:02 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/12/palco-das-sensaes.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8186473.jpg?397" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic; font-weight: bold; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; ">Por Alexandre Dall'Ara</span><br /><br />N&atilde;o espere a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica. Os conflitos n&atilde;o aparecer&atilde;o e as falas n&atilde;o se constituem em di&aacute;logos. As senhoras no palco, entretanto, proporcionam um espet&aacute;culo diferente, surpreendente. Imposs&iacute;vel n&atilde;o se sentir na casa da v&oacute;, mais precisamente na varanda daquelas casas de interior onde as senhoras se encontram pela tarde para conversar, tricotar...<br /><br />  Mas esse tempo &eacute; distante, assim como o interior tamb&eacute;m o &eacute; para muitos. Para outros, as av&oacute;s &eacute; que n&atilde;o s&atilde;o mais presentes. E a&iacute; parece residir a sutileza da pe&ccedil;a. Ela nos traz um tempo que n&atilde;o nos pertence, talvez nunca nos tenha pertencido, mas do qual, mesmo assim, temos saudades. Ela preenche t&atilde;o bem o imagin&aacute;rio dos finais de semana de nossa inf&acirc;ncia, quando fic&aacute;vamos (ou n&atilde;o, pouco importa se essa lembran&ccedil;a &eacute; real ou inventada, sonhada, induzida) na casa da vov&oacute; e tudo era diferente. O sorvete antes da refei&ccedil;&atilde;o podia, bagun&ccedil;a podia, sujar-se podia.<br /><br />  A montagem se mostra, ao contr&aacute;rio do que se esperaria de uma pe&ccedil;a com elenco de senhoras atrizes amadoras, inovadora. Isso porque ao inv&eacute;s do tradicional drama vemos em cena seq&uuml;&ecirc;ncias perform&aacute;ticas em que as atrizes representam n&atilde;o um discurso, mas um estado de esp&iacute;rito, uma no&ccedil;&atilde;o muito mais complexa sobre o significado de ser velha, das experi&ecirc;ncias que brotam de seus olhares atrav&eacute;s dos movimentos com as cadeiras, atrav&eacute;s da coreografia.<br /><br />  Entretanto, a cena, l&aacute; pelo fim do espet&aacute;culo, em que elas de fato contam divertidas hist&oacute;rias vem acalmar o desconforto - saud&aacute;vel e prazeroso para alguns, inc&ocirc;modo demais para outros, talvez &ndash; causado pela forma n&atilde;o-convencional. Cena que envolve a plat&eacute;ia e assim mostra-se mais acess&iacute;vel, mais comunicativa, mesmo que n&atilde;o necessariamente mais rica do que as outras.&nbsp;</div><div  style=" margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='400' height='330'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ei8IDIOGSk8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ei8IDIOGSk8" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='400' height='330'></embed></object></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Monólogo a dois]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/11/monlogo-a-dois.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/11/monlogo-a-dois.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 05:39:37 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/11/monlogo-a-dois.html</guid><description><![CDATA[por Alexandre Dall' [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1772445.jpg?404" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="font-weight: bold; color: rgb(140, 135, 135); font-style: italic;">por Alexandre Dall'Ara</span><br /><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"> <span style="color: black;">Apresentada no anfiteatro professor Dr. Jo&atilde;o Yunes da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, visivelmente n&atilde;o preparado para apresenta&ccedil;&otilde;es de teatro, a pe&ccedil;a n&atilde;o prometia muito. O p&uacute;blico de nove pessoas (incluindo este que escreve) desfazia qualquer id&eacute;ia de grande evento. Um cen&aacute;rio de caixas de madeira, um pequeno tatame e uma atriz no palco. Era tudo.</span><br /> <font size="1"><br /><span style="font-size: 18pt; line-height: 115%; color: black;">A simplicidade da montagem, entretanto, contrasta com a qualidade t&eacute;cnica logo na primeira cena e tudo come&ccedil;a a se transformar!</span></font> <br /><br />  <br /></div><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/883356.jpg?264" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">     <span style="color: black;">Belos movimentos inspirados pelo Aikido (arte marcial japonesa) fazem o corpo da atriz (Renata Mazzei) dan&ccedil;ar no palco. A rotina ordin&aacute;ria de uma mulher que se veste, maquia, perfuma ganha ares ritual&iacute;sticos e, a partir dessa abertura, o cen&aacute;rio se multiplica, ganhando novas formas e significados, a precariedade do anfiteatro desaparece, a plat&eacute;ia vazia s&oacute; faz aproximar-nos da cena e identificarmo-nos intimamente com a personagem.</span><br /> <br /> <span style="color: black;">Mais impressionante, por&eacute;m, &eacute; como um mon&oacute;logo consegue apresentar dois personagens. A mulher abandonada pelo marido o traz ao palco por meio de suas lembran&ccedil;as de modo impressionantemente v&iacute;vido e ainda mais longe, a coreografia da personagem consegue dividir seu corpo em dois (como no t&iacute;tulo: Separa&ccedil;&atilde;o de corpos), ou melhor, representar, em um s&oacute; corpo, o casal em separa&ccedil;&atilde;o.</span><br /><br />  </div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9524797.jpg?269" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"> <span style="color: black;">O &uacute;nico acess&oacute;rio usado para o efeito &eacute; um pano branco, que por vezes envolve a mulher como os bra&ccedil;os do amado e, em uma cena interessante, leva-a ao orgasmo. N&atilde;o se faz necess&aacute;rio o t&iacute;pico e cansativo uso de duas entona&ccedil;&otilde;es diferentes (a do homem e a da mulher). Tudo cabe apenas no corpo dela, na sua voz, nos seus olhos e no sil&ecirc;ncio que se segue &agrave;s falas do di&aacute;logo sem resposta.</span><span style=""><br /> <br /> <span style="color: black;">A aus&ecirc;ncia f&iacute;sica do homem, ou de qualquer imita&ccedil;&atilde;o simplista, &eacute; ainda mais rica se percebida como um recurso formal que nos arrasta para o papel da protagonista. Somos capazes de sentir a presen&ccedil;a dele, mas, mais importante, a falta, a lacuna, a saudade deixada pelo personagem ausente.</span><br /> <br /> <span style="color: black;">O sil&ecirc;ncio dele tamb&eacute;m impele a dor de quem discute sozinho, como nas conversas de fim de relacionamento em que a conex&atilde;o j&aacute; se rompeu e n&atilde;o h&aacute; mais comunica&ccedil;&atilde;o. Sentimos a ang&uacute;stia daquela que foi abandonada e se frustra a cada nova tentativa de restabelecer um di&aacute;logo com o outro. A protagonista se v&ecirc;, por fim, sozinha no palco. Assim como n&oacute;s, sozinhos na plat&eacute;ia.</span></span><br /><br />  &nbsp;<br /><br />  </div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6259593.jpg?405" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">   <span style="color: black;">Um tema comum, uma vis&atilde;o subjetiva de um relacionamento amoroso, e um mon&oacute;logo com poucos recursos se tornam interessantes e deixam o sabor de ter visto algo diferente acontecer no palco. Os nove presentes na plat&eacute;ia deixam de ser poucos e tornam-se c&uacute;mplices na descoberta de algo &uacute;nico, particular.</span><br /><br />  <span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; color: black;">.</span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O canto da baleia]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/10/post-title-click-and-type-to-edit2.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/10/post-title-click-and-type-to-edit2.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 20 Oct 2009 15:42:37 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/4/post/2009/10/post-title-click-and-type-to-edit2.html</guid><description><![CDATA[por Denise Eloy"As &aacute;guas estavam cobertas de manchas negras, que deslizavam lentamente... lentamente" [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(140,135,135); FONT-STYLE: italic">por Denise Eloy</SPAN></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><FONT color=#000000><STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">"As &aacute;guas estavam cobertas de manchas negras, que deslizavam lentamente... lentamente"</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">, j&aacute; dizia o Capit&atilde;o Charles Melville Scammon. A bordo do navio <EM style="mso-bidi-font-style: normal">L&eacute;onore</EM>, no dia 10 de janeiro de 1856,&nbsp;o capit&atilde;o e sua tripula&ccedil;&atilde;o descobrem um tesouro escondido no Golfo da Calif&oacute;rnia: o&nbsp;santu&aacute;rio das baleias cinzentas, em que essas se reproduzem e tornam para morrer. <br /></SPAN></FONT><br /><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT color=#000000>&Eacute; essa a hist&oacute;ria da pe&ccedil;a <FONT size=3>Pawana</FONT>, adapta&ccedil;&atilde;o da obra de Le Cl&eacute;zio - Pr&ecirc;mio Nobel de Literatura em 2008.&nbsp;Dirigida por Georges Lavaudant, foi exibida nos dias 16 e 17 de&nbsp;outubro no TUSP. O espet&aacute;culo faz parte da programa&ccedil;&atilde;o especial do Ano da Fran&ccedil;a no Brasil. A t&iacute;tulo de curiosidade, &ldquo;Await&eacute; Pawana" &eacute; o grito proferido por um &iacute;ndio quando v&ecirc; as baleias sob o mar.</FONT></SPAN></div><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8058276.jpg?161x242" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT color=#000000>Jean-Marie Gustave Le Cl&eacute;zio nasceu em Nice, Fran&ccedil;a, em 1940. Estudou na Universidade de Bristol e no <EM>Institut d&rsquo;&Eacute;tudes Litteraires</EM>, em que concluiu seu curso de literatura francesa. Sua fama iniciou-se aos 23 anos, quando seu primeiro romance, <EM>Le Proc&egrave;s-verbal</EM>,&nbsp;ganhou o pr&ecirc;mio Renaudot. <br /><br /></FONT></SPAN><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Al&eacute;m</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"> de romances, contos e ensaios, escreveu o seu &uacute;nico texto para teatro, Pawana. No Brasil, <EM>O Africano</EM> e <EM>A Quarentena</EM> s&atilde;o alguns dos seus livros publicados. </SPAN></FONT><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Sua</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"> escolha para vencedor do Pr&ecirc;mio Nobel de Literatura &eacute; justificada pela academia sueca: &ldquo;escritor de ruptura, da aventura po&eacute;tica e do &ecirc;xtase sensual. &Eacute; um explorador da humanidade al&eacute;m e por baixo da civiliza&ccedil;&atilde;o reinante&rdquo;. </SPAN></FONT></div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" float: right; position: relative; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4339751.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Georges Lavaudant nasceu em Grenoble em 1947. Renomado diretor franc&ecirc;s de teatro, j&aacute; codirigiu o Centro Dram&aacute;tico Nacional dos Alpes e a Casa de Cultura de Grenoble. <br /><br />De 1997 a 2007, foi diretor do <EM>Odeon Th&eacute;&acirc;tre de l&rsquo;Europe</EM>. Trabalhou com textos cl&aacute;ssicos e contempor&acirc;neos e dirigiu espet&aacute;culos em v&aacute;rios lugares do mundo.</SPAN></FONT></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><FONT color=#000000><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt">Minha</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"> aventura come&ccedil;ou cedo. Ao chegar ao teatro, para minha surpresa,&nbsp;este estava lotado. Uma fila se formava para adentrar nos subterr&acirc;neos do complexo. Pessoas de v&aacute;rias idades, todas com um panfletinho teatral na m&atilde;o.&nbsp;Quando me dirigi&nbsp;a bilheteria, logo avistei tristemente:&nbsp;<br /></SPAN></FONT><br /><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000>"Ingressos para o espet&aacute;culo Pawana esgotados".&nbsp;<br /></FONT></SPAN><FONT color=#000000><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><br />Decep&ccedil;&atilde;o</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt">.<br /></SPAN></FONT><br /><FONT color=#000000><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt">Como</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"> eu n&atilde;o tinha imaginado que ia lotar, j&aacute; que era gratuito? Logo escutei uma funcion&aacute;ria do TUSP que dizia que eles haviam orientado os convidados a chegarem cedo, devido &agrave; alta procura pelo espet&aacute;culo. Surpresa de novo. A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o que se mostrou a mim foi sentar e esperar. Logo as cadeiras vazias de dentro do teatro&nbsp;ofereciam uma nova oportunidade para as pessoas que aguardavam ansiosamente l&aacute; fora. Assim, com um dos &uacute;ltimos ingressos, eu entrei.&nbsp;</SPAN></FONT><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000>O TUSP havia disponibilizado uns lugares a mais, num improvisado&nbsp;banquinho, a frente da primeira fileira e de cara com o palco. Aquilo, para mim, foi melhor do que ter um lugar reservado.</FONT></SPAN><br /><br /><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000>O cen&aacute;rio era simples. O fundo e o ch&atilde;o pretos. Uma tablado de madeira, numa esp&eacute;cie de passarela, se alongava na nossa frente e uma pequena brecha se mostrava com um tecido branco l&aacute; atr&aacute;s. Quando a pe&ccedil;a come&ccedil;ou, uma luz azul a pintou. Nada mais apropriado.&nbsp;<br /></FONT></SPAN><br /><FONT color=#000000><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt">Eis</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"> que entra pelo ancoradouro, com uma roupa simples (cal&ccedil;a, blusa, gorro e p&eacute;s descal&ccedil;os), o marinheiro do porto de Nuntucket, John. Ele conta, com os olhos brilhando de um sentimento desconhecido, como sua paix&atilde;o pelo mar e por seus mist&eacute;rios come&ccedil;ou. Fala de quando era jovem e sonhava em navegar. Sofre com seu amor pela &iacute;ndia Araceli,&nbsp;seu encanto&nbsp;em terras desconhecidas. Brilhante, Ot&aacute;vio Martins o interpreta.</SPAN></FONT></div><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2498928.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><font color="#000000">Ot&aacute;vio Martins &eacute; ator, diretor e dramaturgo. Nasceu em Campinas, em 1970. Em 1993, estreou seu primeiro espet&aacute;culo, a com&eacute;dia <em>After Magritte</em>, de Tom Stoppard. <br /><br />Dentre os v&aacute;rios trabalhos, ele j&aacute; atuou em <em style="mso-bidi-font-style: normal">A M&aacute;scara do Imperador</em>, de Samir Yazbek; <em style="mso-bidi-font-style: normal">Os Jogadores</em>, de Nikolai Gogol; <em style="mso-bidi-font-style: normal">Vestir</em><em style="mso-bidi-font-style: normal"> o Pai</em>, de M&aacute;rio Viana; <em style="mso-bidi-font-style: normal">Santa</em><em style="mso-bidi-font-style: normal"> Joana dos Matadouros</em> e <em style="mso-bidi-font-style: normal">Ensaio</em><em style="mso-bidi-font-style: normal"> Sobre o Lat&atilde;o, ambas de Bertolt Brecht</em>. </font></span></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT color=#000000>&ldquo;Como algu&eacute;m pode matar aquilo que ama?&rdquo;</FONT></SPAN></STRONG><br /><STRONG style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT color=#000000>&ldquo;Como algu&eacute;m ousa amar aquilo que matou?&rdquo;</FONT></SPAN></STRONG><br /><br /><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"><FONT color=#000000>&Eacute; com sua voz marcante que o Capit&atilde;o Scammon aparece a n&oacute;s. Celso Frateschi &eacute; espl&ecirc;ndido no papel. Com sua roupa t&iacute;pica de um grande navegador, conta aquele dia em que viu manchas negras sob a &aacute;gua. Explicita, nos m&iacute;nimos detalhes, como se dava a matan&ccedil;a. Transmite o vigor e a excita&ccedil;&atilde;o daqueles homens com a descoberta. Dessa forma, reconstr&oacute;i o dia decisivo e passa, com a maior das aptid&otilde;es, as imagens verdadeiras e sangrentas ao p&uacute;blico. Vai al&eacute;m: sente que tudo aquilo foi um erro.</FONT></SPAN></div><span  style=" z-index: 10; float: right; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2086521.jpg?232x158" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Celso</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"> &eacute; ator, diretor e dramaturgo. Estreou em 1970 no Teatro de Arena de S&atilde;o Paulo. Foi premiado por v&aacute;rios trabalhos e &eacute;, atualmente, Secret&aacute;rio da Cultura de S&atilde;o Bernardo do Campo e Professor de Interpreta&ccedil;&atilde;o na EAD/ECA-USP. <SPAN class=style19>Sua</SPAN><SPAN class=style19> carreira &eacute; regida por uma op&ccedil;&atilde;o de priorizar trabalhos de forte conte&uacute;do cr&iacute;tico. </SPAN></SPAN></FONT><br /><br /><FONT color=#000000><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Para</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 8.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'"> completar a beleza do espet&aacute;culo, o Coral Juvenil da Escola Municipal de M&uacute;sica nos&nbsp;encanta de uma maneira extraordin&aacute;ria. Regido por Mara Campos, <EM>Su&iacute;te do Pescador </EM>arrepia a plateia.&nbsp;</SPAN></FONT></div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: center; "><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000><STRONG>Minha</STRONG></FONT></SPAN><STRONG><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000> jangada vai sair pro mar<br />Vou trabalhar, meu bem querer<br />Se Deus quiser quando eu voltar do mar<br />Um peixe bom eu vou trazer</FONT></SPAN><br /><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000>Meus</FONT></SPAN></STRONG><STRONG><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000> companheiros tamb&eacute;m v&atilde;o voltar<br />E a Deus do c&eacute;u vamos agradecer</FONT></SPAN><br /><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000>Adeus</FONT></SPAN></STRONG><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"><FONT color=#000000><STRONG>, adeus<br />Pescador n&atilde;o se esque&ccedil;a de mim<br />Vou rezar pra ter bom tempo, meu bem<br />Pra n&atilde;o ter tempo ruim<br />Vou fazer sua caminha macia<br />Perfumada com alecrim</STRONG></FONT></SPAN>&nbsp;</div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><FONT color=#000000><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt">Ainda</SPAN><SPAN style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'; FONT-SIZE: 8.5pt"> anestesiada com aquelas duas horas em que passei sentadinha no banco, subi as escadas, ao t&eacute;rmino do espet&aacute;culo, e escutei uma mulher, que conversava com um amigo: &ldquo;Voc&ecirc; visualiza aquela matan&ccedil;a!&rdquo; Sem hesitar, concordei. Ela estava absolutamente certa.</SPAN></FONT></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>

