Além do "dois pra lá e dois pra cá" 22/10/2009
por Camila Camilo Dizem que quem canta seus males espanta. Pois quem dança espanta os males, emagrece, relaxa, socializa e fica com aquela energia boa de quando a auto-estima se despe da timidez e voa pro andar de cima. O Escarlate, pensando em todos nós, criou um singelo guia de onde aprender a remexer o esqueleto na Cidade Universitária. Mãos – e todo o resto – à obra: Salsa Etimologicamente salsa é uma mistura de “diversas substâncias comestíveis diluídas”. Algo como um super condimento. Não à toa o ritmo, surgido em Cuba nos anos 1960, é uma grande mistura de ritmos. Como o mambo, influenciado pelo merengue da República Dominicana e pelo calipso de Trinidade e Tobago, com uma pitada forte da cumbia colombiana e, por que não, do rock americano e do reggae da Jamaica. Dizem por aí que hoje até o rap e o techno dão sua contribuição para o ritmo, que deu às caras ao mundo em Nova Iorque, quando jovens músicos quiseram criar uma mistureba bem latino-americana. Acertaram na mosca. Onde aprender: Fonte Danças, Grêmio dos Funcionários do Instituto de Física, Girassol Danças. Forró Arrasta-pé, rala-bucho, bate-chinela, forrobodó, fobó. Com muitos nomes, o ritmo tipicamente nordestino tem forte influência européia, africana e indígena. Mais brasileiro impossível. Popularmente associado à expressão inglesa for all, o termo forró, segundo o folclorista Luis Câmara Cascudo, é derivado do termo africano forrobodó, que significa farra, confusão, desordem. Ah, se toda confusão fosse boa assim... Onde aprender: Girassol Danças, Grêmio dos Funcionários do Instituto da Física, Fonte Danças, FEA Forró, Trançando Tudo. Tango Alguém disse que o tango é “um pensamento triste que se pode dançar”. Com muita ousadia, eu diria que é paixão transformada em um ritual de passos fortes, pernas entrelaçadas, expressão séria e intimidade. Nascido nos cabarés de Buenos-Aires e influenciado pelos sons da região platina, o tango possui variações: milonga, “canyengue”, “romanzae”, canção e tango jazz. Como plano de fundo o bandoneón, que veio com os imigrantes alemães traduzir paixão em notas musicais. Onde aprender: Girassol danças, Fonte danças. Samba de Gafieira Chico Buarque diz em uma de suas músicas que malandro quando morre vira samba. Que coisa bonita devem ser estes malandros, para fazer nascer o ritmo mais característico do nosso país. Dançado de norte a sul, o samba é um filho da África criado no Brasil. E, para dançar juntinho, se veste de gafieira, modalidade surgida na década de 1940, mais rápida e forte na parte instrumental, bem do jeito do salão. Onde aprender: Girassol Danças, Grêmio dos Funcionários do Instituto da Física, Fonte Danças, FEA Forró, Trançando Tudo. Fonte Danças Forró, Merengue, Samba de gafieira, Rock, Tango, Bolero, Zouk, Samba-rock, Salsa, Valsa etc. Av. Professor Mello Moraes, 2373 (em frente ao terminal de ônibus SPTrans) Cidade Universitária Telefone: (11) 3091-1880 E-mail: dancenafonte@yahoo.com.br Comunidade orkut: Fonte Danças Grêmio dos Funcionários do Instituto de Física Bolero, Forró, Samba de Gafieira e Salsa. Bolsão da Física Rua do Matão – Travessa E. E-mail: contato@dancadesalaonausp.com.br Girassol Danças Dança de Salão (oferece diversos ritmos, dependendo do nível e do semestre), Dança do Ventre, Forró Universitário e Zouk. Local: Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (SINTUSP) Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. J 374 Cidade Universitária Telefone: (11) 3433-2222 / (11) 3535-0990 E-mail: girassoldancas@yahoo.com.br FEA Forró Forró Vivência da FEA-USP Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 Cidade Universitária Trançando Tudo Samba-rock, Samba de Gafieira, Pagode e Forró Universitário Bloco F do Crusp, próximo ao Bandejão Central. Telefone: (11) 3091-3255 (falar com Jarbas) E-mail: trancandotudo@hotmail.com / trancandotudo@yahoo.com 1 Comment Curiosidade temperada 06/10/2009
por Denise Eloy Esqueça a vergonha ou o mau jeito para danças e afie sua curiosidade. Foi isso que vários estudantes uspianos fizeram ao meio-dia dessa segunda, 5 de outubro. No Sharewood da Poli, uma caliente oficina de salsa (parte da XX SAPO – Semana de Arte e Cultura da Poli) divertiu vários participantes e alguns passantes daquele lugar. Para contextualizar um pouco: Nascida do mambo, a salsa é uma mistura de vários ritmos diferentes. O “tempero” (significado de salsa em castelhano) está presente nos passos e jeitos dos dançarinos, atraídos pela música. Com um autêntico sabor latino-americano, a salsa é uma mescla de condimentos e de movimentos. Em sua história, está presente o merengue dominicano, o jazz norte-americano, o calipso de Trinidad e Tobago e a cumbia da Colômbia. Quando pensamos em salsa, logo lembramos daquele famoso par de “chocalhos”. São os maracas. Não se sabe ao certo sua origem, se vieram dos índios americanos ou do continente africano. Mas de uma coisa se tem certeza: é uma das marcas da salsa. Recheadas de diversos grãos, as maracas são chacoalhadas, gerando um ritmo característico, a própria alma da dança. À primeira vista, achamos todo tipo de salsa igual (confundimos inclusive com outros ritmos, como a lambada), mas a dança sofre variações de estilo nos lugares do mundo em que se desenvolveu. Para quem entende do negócio, essas variações são facilmente percebidas e baseadas nas culturas e influências de cada local, que interpreta a dança a seu jeito. Voltando à oficina... O professor logo apresentou a salsa aos que ali estavam. Existem três tipos: a salsa paralela, a salsa em linha e a salsa “roda de cassino”. Perguntando para os alunos por onde queriam começar, eles responderam: queriam a salsa em linha. Iniciando por passos básicos, a oficina passou um pouco desse espírito quente da salsa. Evoluindo para a passagem da dama e aprendendo a soltar os ombros, naquele movimento característico do ritmo, os casais se divertiam e se envolviam mais a cada precioso minuto. E as pessoas não paravam de chegar. Cada um com seu jeito, uns mais habilidosos e outros mais desengonçados, ninguém ali era profissional. E isso que era bom. Devo admitir, foi uma surpresa encontrar mais de quinze casais tentando relaxar e aprender um pouco naquele intervalo, já com um clima (era um sol bonito!) propício à dança. Assim, era impossível ficar parado. A aprendizagem dos passos era efetivamente colocada em prática ao soltar da música. Aí era uma empolgação só. A música dava outro tom àquele momento. Creio até que era a hora mais esperada pelos estudantes. Ninguém ficava sem par: eram casais de namorados, recém conhecidos, amiga com amiga, velhinha com mocinha. A oficina foi ministrada pelo prof. Sérgio Médici de Eston, chefe do departamento de Engenharia de Minas, de Petróleo, de Metalurgia e de Materiais da Poli. Sim, mais uma ótima surpresa. O professor é coordenador do grupo Fonte Danças, criado em 2005. Atuando no ensino de vários gêneros (samba de gafieira, tango, dança do ventre, salsa, zouk, entre outros), a Fonte Danças tem uma ligação especial com o projeto social Poli Fonte Mirim, criado em 1996, que atua na inclusão social de crianças e adolescentes do entorno da USP. Além dos alunos da Poli os alunos da Poli, estudantes de outras unidades também foram curtir a oficina. Aram, aluno da FAU, já fez aula de salsa e, ao ver a programação do SAPO, sua curiosidade falou mais alto. De quebra, levou Larissa que afirmou: “minha motivação foi ele!”. Curiosos, conduzidos ou desocupados puderam aproveitar bastante o que rolou e o que ainda vai rolar por lá. | “Somos corpo e não pessoas que possuem
um corpo ou habitam um corpo” - Lenira Rengel Gostou?Já passou
June 2010 Categorias |









