El tango y la Universidad 22/09/2009
Por Denise Eloy Se nem Raul Seixas, em sua Sociedade Alternativa, deixou de discutir Carlos Gardel, quem somos nós para desprezar uma arte tão completa e exótica como o tango? De origem não muito clara, essa dança a dois, incrementada por um estilo musical único, é composta de sentimentos extremamente humanos: amor, ciúme e saudade. Por uma cabeza, Metejón de um dia De aquella coqueta Y risueña mujer, Que al jurar sonriendo El amor que está mientiendo, Quema em uma hoguera Todo mi querer (Carlos Gardel) Com uma sonoridade incrível, ao ritmo do famoso “bandoneón”, casais entrelaçam seus corpos numa frenética dança de despedida. Ela é envolvente, não só para os bailarinos, já que atônitos ficam os expectadores. Bela, a dança é surpreendentemente sensual. Ok. Legal. Bonito. Mas ninguém aqui é especialista em tango (apesar de amar intensamente) para ficar discorrendo litros sobre o assunto. O que nos trouxe até aqui foi um simples fato: o estilo passou bem pertinho da gente. Sim, meus caros. Na 14ª Semana de Arte e Cultura (que ainda está ocorrendo, pessoal, aproveitem!), o grupo de dança Tango & Paixão fez duas apresentações nessa segunda-feira na FEA. Imagina só aquela penca de alunos passando despreocupadamente em mais um dia normal de aula. Às 18h30, em ponto, o ”bandoneón” começa em seu estilo inconfundível, seguido pela voz grave do intérprete e, posteriormente, pela destreza dos bailarinos. As reações são diversas. Muitos olham e param. Outros demonstram sua confusão com a performance em plena rampa da FEA. Alguns riem, alguns não ligam. Mais divertidos são aqueles que começam, devagarinho, a esboçar uns passinhos de tango. Era bem inusitado, de verdade. É incrível como a vibração dessa música e dessa dança é facilmente sentida, mesmo num ambiente que não favorecia o espírito do tango (era a rampa da iluminada e barulhenta FEA, minha gente!). Por favor, pensem agora naquelas casas de tango da Argentina, com suas luzes baixas, sua música agradável e aquele casal no pequeno palco, que você não consegue nem diferenciar os pés de tão juntos que estão e de tão rápidos que são seus movimentos. Dê-me um minuto para imaginar... Mas, enquanto não podemos ir ao cerne do tango, podemos admirá-lo aqui na USP e também em São Paulo. Olha que surpresa maravilhosa aconteceu no dia daquelas pessoas que não faziam a mínima ideia do que ia se passar ali na sua faculdade... É só prestarmos mais um pouquinho de atenção no que ocorre bem ao nosso lado. Ah, vai... só um pouquinho! CommentsLays Pacheco 28/09/2009 8:13am
Mágico. Morri de inveja. Me vi!
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