Curiosidade temperada 06/10/2009
por Denise Eloy Esqueça a vergonha ou o mau jeito para danças e afie sua curiosidade. Foi isso que vários estudantes uspianos fizeram ao meio-dia dessa segunda, 5 de outubro. No Sharewood da Poli, uma caliente oficina de salsa (parte da XX SAPO – Semana de Arte e Cultura da Poli) divertiu vários participantes e alguns passantes daquele lugar. Para contextualizar um pouco: Nascida do mambo, a salsa é uma mistura de vários ritmos diferentes. O “tempero” (significado de salsa em castelhano) está presente nos passos e jeitos dos dançarinos, atraídos pela música. Com um autêntico sabor latino-americano, a salsa é uma mescla de condimentos e de movimentos. Em sua história, está presente o merengue dominicano, o jazz norte-americano, o calipso de Trinidad e Tobago e a cumbia da Colômbia. Quando pensamos em salsa, logo lembramos daquele famoso par de “chocalhos”. São os maracas. Não se sabe ao certo sua origem, se vieram dos índios americanos ou do continente africano. Mas de uma coisa se tem certeza: é uma das marcas da salsa. Recheadas de diversos grãos, as maracas são chacoalhadas, gerando um ritmo característico, a própria alma da dança. À primeira vista, achamos todo tipo de salsa igual (confundimos inclusive com outros ritmos, como a lambada), mas a dança sofre variações de estilo nos lugares do mundo em que se desenvolveu. Para quem entende do negócio, essas variações são facilmente percebidas e baseadas nas culturas e influências de cada local, que interpreta a dança a seu jeito. Voltando à oficina... O professor logo apresentou a salsa aos que ali estavam. Existem três tipos: a salsa paralela, a salsa em linha e a salsa “roda de cassino”. Perguntando para os alunos por onde queriam começar, eles responderam: queriam a salsa em linha. Iniciando por passos básicos, a oficina passou um pouco desse espírito quente da salsa. Evoluindo para a passagem da dama e aprendendo a soltar os ombros, naquele movimento característico do ritmo, os casais se divertiam e se envolviam mais a cada precioso minuto. E as pessoas não paravam de chegar. Cada um com seu jeito, uns mais habilidosos e outros mais desengonçados, ninguém ali era profissional. E isso que era bom. Devo admitir, foi uma surpresa encontrar mais de quinze casais tentando relaxar e aprender um pouco naquele intervalo, já com um clima (era um sol bonito!) propício à dança. Assim, era impossível ficar parado. A aprendizagem dos passos era efetivamente colocada em prática ao soltar da música. Aí era uma empolgação só. A música dava outro tom àquele momento. Creio até que era a hora mais esperada pelos estudantes. Ninguém ficava sem par: eram casais de namorados, recém conhecidos, amiga com amiga, velhinha com mocinha. A oficina foi ministrada pelo prof. Sérgio Médici de Eston, chefe do departamento de Engenharia de Minas, de Petróleo, de Metalurgia e de Materiais da Poli. Sim, mais uma ótima surpresa. O professor é coordenador do grupo Fonte Danças, criado em 2005. Atuando no ensino de vários gêneros (samba de gafieira, tango, dança do ventre, salsa, zouk, entre outros), a Fonte Danças tem uma ligação especial com o projeto social Poli Fonte Mirim, criado em 1996, que atua na inclusão social de crianças e adolescentes do entorno da USP. Além dos alunos da Poli os alunos da Poli, estudantes de outras unidades também foram curtir a oficina. Aram, aluno da FAU, já fez aula de salsa e, ao ver a programação do SAPO, sua curiosidade falou mais alto. De quebra, levou Larissa que afirmou: “minha motivação foi ele!”. Curiosos, conduzidos ou desocupados puderam aproveitar bastante o que rolou e o que ainda vai rolar por lá. CommentsEllen 22/09/2010 9:16am
Querida Denise,
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