Na balada? 11/03/2010
Quem acha que dança é arte, acertou. É a arte da diversão e da integração. Quem nunca foi numa festa com os amigos e dançou até doer as pernas? Ou quem nunca encontrou aquela pessoa e o seu jeitinho todo especial de dançar naquele mar de gente? Relato de dança na balada é o que não falta. As danças em festas revelam um universo repleto de possibilidades de análises. As razões para se dançar são várias. Pode ser pela simples sensação de balançar o corpo e liberar as energias, assim como pela experiência de entrar numa vibe só: dança e música. Seja sozinho ou acompanhado, aquela é a hora de esquecer o mundo e aproveitar o instante – segundos, minutos ou a noite inteira. Mas essa arte também revela aspectos interessantes do comportamento humano. A questão da integração social – e isso acontece muito em Universidades –, a busca pelo seu lugar num grupo e a própria identificação com determinadas pessoas. Mais: a euforia com a música que toca (“Eu amo essa música!”) e a vontade de não parar nunca mais. E o que rola aqui na USP? A equipe Escarlate foi até à Festeca, tradicional festa da Escola de Comunicações e Artes, tentar observar esses seres que convivem nesse universo próprio, cheio de códigos disfarçados de passos. Lá, além dos ecanos já esperados, encontramos um público bem diverso que tentou contar um pouquinho da sua experiência. FEA, Poli, GV e Bio, expressem-se, por favor. Carolina Carvalhal, estudante da Fundação Getúlio Vargas, diz que, na sua faculdade, a galera geralmente é mais reprimida em termos de dança. Quando alguém decide se soltar um pouco mais já é motivo para atenção e comentários. Marco Carvalho, da FEA, comenta que o que empolga mesmo o pessoal é quando a bateria toca. Ninguém fica parado. Todos mexem o corpinho, mesmo um pouquinho. Já Débora Brant diz que na Biologia é diferente. É um estilo mais parecido com o da ECA. Os ápices são aquelas músicas que só quem é estudante da faculdade entende. Um verdadeiro código. Você para tudo e dança com a galera. Renata Martins, da Poli, é direta e ressalta: "Os bitolados se soltam nas festas!". Mesmo com estilos tão diferentes, a dança definitivamente faz parte da festa - e é um dos principais pontos. Assim, creio que chegamos a uma conclusão: seja no seu cantinho ou no meio da roda, o importante é deixar os problemas de lado e dançar sem medo de ser feliz, pois com o rebolado a diversão é garantida. CommentsLeave a Reply | “Somos corpo e não pessoas que possuem
um corpo ou habitam um corpo” - Lenira Rengel Gostou?Já passou
June 2010 Categorias |



