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<channel><title><![CDATA[Escarlate :: Arte na USP - Cinema]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/cinema.html]]></link><description><![CDATA[Cinema]]></description><pubDate>Sat, 28 Jan 2012 11:27:24 -0800</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Jorge por João]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/07/jorge-por-joo.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/07/jorge-por-joo.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 12 Jul 2010 21:21:36 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/07/jorge-por-joo.html</guid><description><![CDATA[por Yasmin Abdalla [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); line-height: 22px; font-size: small; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><a href="mailto:yasmin@revistaescarlate.com">por Yasmin Abdalla</a></span></div><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/3893448.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Com voz baixa e educada, como se tivesse se desculpando por algo, Jo&atilde;o Moreira Salles come&ccedil;a sua palestra no Semin&aacute;rio Jorge Amado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da USP (FFLCH &ndash; USP). Ap&oacute;s a exibi&ccedil;&atilde;o de seu document&aacute;rio sobre o escritor baiano, o cineasta discute sua rela&ccedil;&atilde;o com o filme mostrado e com seu trabalho. Para ele document&aacute;rio n&atilde;o &eacute; um ve&iacute;culo para transmitir informa&ccedil;&atilde;o, mas para transmitir certa experi&ecirc;ncia e reflex&atilde;o sobre determinado assunto.<br /><br />  Criador de uma das revistas mais admiradas pelo seu jornalismo, a <a href="http://www.revistapiaui.com.br/" target="_blank">revista piau&iacute;</a>, Moreira Salles diz que essa transmiss&atilde;o da experi&ecirc;ncia &eacute; o que diferencia o document&aacute;rio de uma pe&ccedil;a puramente jornal&iacute;stica. Na opini&atilde;o do documentarista, essa experi&ecirc;ncia s&oacute; &eacute; acumulada quando o filme traz diferentes vozes e opini&otilde;es. Ele cita o exemplo do &ldquo;Edif&iacute;cio Master&rdquo;, do cineasta Eduardo Coutinho, que traz diferentes entrevistas e cria uma narrativa com v&aacute;rios <span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">discursos. Esse formato &eacute; chamado de modelo de mosaico e re&uacute;ne diferentes fragmentos para montar a hist&oacute;ria final do filme.</span></div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" float: right; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/769667.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">Mais especificamente sobre seu filme &ldquo;Jorge Amado&rdquo;, Jo&atilde;o fala que ainda n&atilde;o tinha maturidade como documentarista e, portanto, n&atilde;o conseguiu utilizar esse modelo de mosaico corretamente (muitos da plat&eacute;ia discordavam, ou por serem f&atilde;s de Jo&atilde;o ou de Jorge). Ele afirma que conseguiu incorporar essa polifonia apenas em seus filmes posteriores, como em &ldquo;</span><a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/cinema/cinemamateria_294973.shtml" target="_blank">Santiago</a><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">&rdquo;. O document&aacute;rio &ldquo;Jorge Amado&rdquo; tem a inten&ccedil;&atilde;o de provar algo e, apesar das v&aacute;rias entrevistas, as pessoas s&atilde;o usadas para construir esse prop&oacute;sito inicial. &ldquo;O filme &eacute; editado de uma forma que as pessoas acabam dizendo o que n&atilde;o disseram de verdade&rdquo;, disse o cineasta.</span><br /><br />  <span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">J&aacute; tentando acalmar os &acirc;nimos dos estudantes que lotavam o anfiteatro da Hist&oacute;ria na FFLCH, ele falou que a ideia por tr&aacute;s de &ldquo;Jorge Amado&rdquo; n&atilde;o &eacute; ing&ecirc;nua, apesar de sua confec&ccedil;&atilde;o direcionada. Com a ajuda de Lilia Moritz Schwarcz, professora da USP (e curadora do semin&aacute;rio)</span><font color="#404040"><strong>,&nbsp;</strong></font>Moreira Salles tenta trazer o escritor baiano como algu&eacute;m que leu e popularizou o tamb&eacute;m escritor Gilberto Freyre, cuja obra &eacute; um grande legado para a Hist&oacute;ria brasileira. &ldquo;A minha impress&atilde;o era que se desconsidera Jorge Amado como boa literatura&rdquo;, disse o documentarista que tentou desconstruir essa impress&atilde;o. <br /><br />  O document&aacute;rio &ldquo;Jorge Amado&rdquo; traz o conceito de mesti&ccedil;agem do povo brasileiro que o escritor adotou e tentou incorporar em suas obras, a partir da constru&ccedil;&atilde;o de personagens baseados na vida cotidiana da Bahia. &ldquo;Meus personagens est&atilde;o na rua, eles est&atilde;o no Pelourinho, &eacute; gente que eu conheci&rdquo;, disse Jorge Amado no filme. O longa-metragem que foi originalmente produzido em 1995 para um canal da televis&atilde;o francesa foi recusado. Moreira Salles comprou os direitos do filme de volta para n&atilde;o ter que construir uma narrativa que n&atilde;o concordava.</div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As singularidades além das fronteiras]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/05/as-singularidade-alm-das-fronteiras.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/05/as-singularidade-alm-das-fronteiras.html#comments]]></comments><pubDate>Thu, 06 May 2010 07:57:43 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/05/as-singularidade-alm-das-fronteiras.html</guid><description><![CDATA[por Yasmin Abdall [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><SPAN style="COLOR: rgb(150,129,129); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 17px; FONT-STYLE: normal; COLOR: rgb(140,135,135); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px"><SPAN style="LINE-HEIGHT: 22px; FONT-FAMILY: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><SPAN style="FONT-SIZE: small"><A href="mailto:yasmin@revistaescarlate.com">por Yasmin Abdalla</A></SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></div><span  style=" float: left; position: relative; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/3917193.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><SPAN style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Fronteiras pol&iacute;ticas, geogr&aacute;ficas, lingu&iacute;sticas. H&aacute; em todas elas o fator de ruptura. A ideia de algo t&atilde;o pr&oacute;ximo que se pode ver e t&atilde;o longe que n&atilde;o se pode tocar. Por ser uma linha t&atilde;o t&ecirc;nue entre o ser e o n&atilde;o ser, fronteiras promovem atritos, nervosismos e exclus&otilde;es. Fronteiras julgam de um modo dualista, n&atilde;o h&aacute; meio termo.</SPAN><br /><br /><SPAN style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Na vida pr&aacute;tica, n&atilde;o h&aacute; apenas o ser e o n&atilde;o ser. O ser humano possui singularidades que as fronteiras existentes n&atilde;o conseguem captar. N&atilde;o h&aacute; essa ruptura t&atilde;o delineada que a partir de determinada latitude todas as pessoas ser&atilde;o boas ou m&aacute;s. N&atilde;o somos manique&iacute;stas. O mundo vive por suas intersec&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o por suas fronteiras. </SPAN><br /><br /><SPAN style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Para o fil&oacute;sofo italiano Giorgio Agamben, a comunidade surge justamente a partir dessas singularidades. Todos podem se expressar e destacar sua ess&ecirc;ncia mesmo sendo um &ldquo;qualquer&rdquo;. Agamben destaca que o &ldquo;qualquer&rdquo; &eacute; diferente do qualquer um, ele &eacute; o &uacute;nico, mesmo sendo comum. A comunidade &eacute; o resultado dos potenciais individuais. </SPAN><br /><br /><SPAN style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Na fic&ccedil;&atilde;o, um personagem n&atilde;o pode sintetizar uma &eacute;poca, um povo, um lugar, mas ele pode (e deve) trazer caracter&iacute;sticas e reflex&otilde;es sobre aquilo que o rodeia. <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Em geral, o ser humano nunca traz consigo apenas sua vida, ele traz consigo narrativas, met&aacute;foras e, principalmente, outras vidas. Vidas que conseguem se ver atrav&eacute;s daquilo que lhe &eacute; mostrado e que ao mesmo tempo ajudam a construir aquele indiv&iacute;duo.</SPAN><br /><br /><br />No cinema, o ser humano torna-se ainda mais &uacute;nico.<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>Um filme busca uma hist&oacute;ria, um indiv&iacute;duo que esteja ligado a v&aacute;rias outras hist&oacute;rias, mesmo sem as ter vivenciado. Em especial, quando fronteiras s&atilde;o abordadas, sempre h&aacute; um personagem central, algu&eacute;m que possa trazer toda a complexidade que a fronteira insiste em diluir e dividir.</div><hr  style=" visibility: hidden; clear: both; width: 100%; "></hr><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7688369.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><SPAN style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">&ldquo;Maria Cheia de Gra&ccedil;a&rdquo; de Joshua Marston, traz a vida de uma menina colombiana de 17 anos, demitida e gr&aacute;vida, que decide melhorar de vida. Ela recebe uma proposta para transportar hero&iacute;na para Nova York e aceita. Maria (Catalina Sandino Moreno<SPAN><SPAN style="BORDER-BOTTOM: windowtext 1pt; BORDER-LEFT: windowtext 1pt; PADDING-BOTTOM: 0cm; PADDING-LEFT: 0cm; PADDING-RIGHT: 0cm; COLOR: windowtext; BORDER-TOP: windowtext 1pt; BORDER-RIGHT: windowtext 1pt; TEXT-DECORATION: none; PADDING-TOP: 0cm; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-bidi-font-weight: bold; text-underline: none">)</SPAN></SPAN> </SPAN>tem seus medos, suas expectativas, que s&atilde;o dela e ningu&eacute;m pode roubar. Mas ela simboliza um povo que vai muito al&eacute;m do povo colombiano, ou do povo da Am&eacute;rica Latina, ela representa mais do que o simples desejo de viver nos Estados Unidos. Seu desejo de mudar de vida, de melhorar, vai al&eacute;m da fronteira norte-americana, afinal todos queremos sempre melhorar. N&atilde;o h&aacute; a colombiana insatisfeita e os americanos perfeitos, todos t&ecirc;m expectativas e frusta&ccedil;&otilde;es.</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" float: left; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/7564121.jpg?276" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Em &ldquo;Lemon Tree&rdquo;, do diretor <span><span style="COLOR: black">Eran Riklis,</span></span> </span>Salma (<span><span style="COLOR: black">Hiam Abbass</span></span>) &eacute; uma &aacute;rabe dona de um pomar de lim&otilde;es nos territ&oacute;rios ocupados, pr&oacute;ximo &agrave; fronteira com o Estado de Israel. Do outro lado da fronteira, bem ao seu lado, Salma recebe um novo vizinho, o Ministro da Defesa de Israel e sua mulher, Mira (Rona Lipaz-Michael). Para o servi&ccedil;o secreto israelense, o pomar de Salma &eacute; uma amea&ccedil;a para o ministro, um poss&iacute;vel esconderijo para terroristas. Salma n&atilde;o se conforma e tenta recuperar o direito sobre sua terra.<br /><br /><span style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Para a professora Arlene Clemesha, que d&aacute; aula na Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas da USP sobre Hist&oacute;ria da Palestina Moderna, &ldquo;Lemon Tree&rdquo; &eacute; uma compara&ccedil;&atilde;o leve em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade, e talvez seja essa a inten&ccedil;&atilde;o do filme. O drama de Salma n&atilde;o vale por todos os dramas da regi&atilde;o, mas &eacute; com certeza algo que provoca reflex&otilde;es e revoltas sobre a situa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</span><br /></div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" z-index: 10; float: right; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9250589.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Ver &ldquo;Lemon Tree&rdquo; e acreditar que uma vi&uacute;va &aacute;rabe contestou sozinha a decis&atilde;o do servi&ccedil;o secreto israelense &eacute; dif&iacute;cil para muitos. A professora explica que realmente a a&ccedil;&atilde;o ser movida sozinha por ela e por seu advogado n&atilde;o &eacute; comum. Em especial, os palestinos se re&uacute;nem para contestar. Ela conta do caso do vilarejo de &ldquo;Bilin&rdquo;, em que os moradores se mobilizaram para impedir que o muro n&atilde;o passasse no meio da sua terra e&nbsp;conseguiram. &ldquo;Isso ajuda a manter uma apar&ecirc;ncia de democracia em Israel&rdquo; diz ela.<br /><br /><span style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Enquanto isso, a esposa do Ministro, apesar de representar a indiferen&ccedil;a que os israelenses tem em rela&ccedil;&atilde;o aos palestinos, consegue ver atr&aacute;s do muro. Ela de certa forma sente o drama de Salma. Ningu&eacute;m &eacute; completamente mal ou bom no filme.</span><br /><br /><span style="mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin">Tanto Salma quanto Maria trazem aspectos culturais e sociol&oacute;gicos do seu povo, mas nunca represetar&atilde;o toda uma na&ccedil;&atilde;o por inteiro. Falar de fronteiras &eacute; lembrar que somos todos de uma ra&ccedil;a s&oacute;, e os grandes problemas nascem justamente quando fazemos generaliza&ccedil;&otilde;es. Somos todos altru&iacute;sta e ego&iacute;stas, anglos-sax&otilde;es e latinos, &aacute;rabe e israelenses. Ningu&eacute;m &eacute; uma coisa s&oacute;.</span><br /><br /><strong><span style="FONT-SIZE: medium"><br />Mostra Fronteiras:</span></strong><br />Aborda fronteiras geopol&iacute;ticas (dentre os filme "Lemon Tree e "Maria Cheia de Gra&ccedil;a")<br />Cinusp Paulo Em&iacute;lio<br />Rua do Anfiteatro, 181, Colm&eacute;ia Favo 04<br />Programa&ccedil;&atilde;o:&nbsp;<a href="http://www.usp.br/cinusp/">http://www.usp.br/cinusp/</a></div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Um povo, muitas histórias]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/04/um-povo-muitas-histrias.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/04/um-povo-muitas-histrias.html#comments]]></comments><pubDate>Thu, 22 Apr 2010 08:14:07 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/04/um-povo-muitas-histrias.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><font size="4"><span style="font-size: 15px;"><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black"><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><font size="4"><span style="font-size: 15px;"><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; color: rgb(150, 129, 129); line-height: 22px; "><em style="position: relative; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: normal; line-height: 17px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><em style="position: relative; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 22px; "><span style="font-size: small; "><strong><a href="mailto:l.mariano.rodrigues@gmail.com">por&nbsp;Lucas Rodrigues</a></strong></span></span></em></span></em></span></span></span></span></font></span></span><br /><br />Fim de tarde de uma chuvosa segunda-feira. Por causa do feriado da semana santa, a cidade universit&aacute;ria n&atilde;o contava com a presen&ccedil;a de muitas pessoas, a n&atilde;o ser a daquelas que, por algum motivo, n&atilde;o puderam voltar para casa. Para esses que optaram pelos longos dias da Universidade, a melhor atra&ccedil;&atilde;o estava perto, embora viesse de muito longe. </span></span><br /></span></font></span></span><br /><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><font size="4"><span style="font-size: 15px;"><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Como em uma jogada de sorte, uma jovem conferia a programa&ccedil;&atilde;o exposta no mural do Cinusp. &ldquo;&Eacute; cinema africano?&rdquo;, perguntou, mais a si mesma do que a qualquer outra pessoa. &ldquo;Ent&atilde;o, eu quero ver!&rdquo;. Empolgada, resolveu entrar. Pelo n&uacute;mero de espectadores na sala, n&atilde;o foi a &uacute;nica que tomou essa decis&atilde;o. O motivo? Provavelmente, a vontade de mergulhar numa cultura, &agrave;s vezes t&atilde;o semelhante e, ao mesmo tempo, t&atilde;o diferente da nossa. <span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></span></span><br /></span></font></span></span><br /><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; font-size: medium; "><span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><font size="4"><span style="font-size: 15px;"><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">A mostra &ldquo;Cl&aacute;ssicos Africanos&rdquo;, realizada no Cinusp, tentou trazer um pouco da produ&ccedil;&atilde;o do continente atrav&eacute;s do olhar de seu pr&oacute;prio povo, apesar de muitos dos filmes terem sido feitos em parceria com pa&iacute;ses europeus &ndash; situa&ccedil;&atilde;o que, at&eacute; hoje, delimita o cinema africano. Entretanto, as obras exibidas na mostra buscaram retratar, justamente, um per&iacute;odo de luta contra o imperialismo das grandes na&ccedil;&otilde;es e de reafirma&ccedil;&atilde;o da identidade africana.</span></span></span></font></span></span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6568381.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Cenas de &ldquo;Taafe Fanga, poder de saia&rdquo; </div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><font color="#000000" size="3"><span style="font-size: 13px; line-height: 24px;"><span><strong style="mso-bidi-font-weight: normal"><span style="font-size:10.0pt;font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin;color:black"><br />A &Aacute;frica pelo africano</span></strong></span><br /><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Os cineastas do continente se organizaram fortemente para criar um conceito que representasse a sua popula&ccedil;&atilde;o, a &Aacute;frica como um todo, n&atilde;o apenas de regi&otilde;es isoladas. &ldquo;Uma arma, bem como um meio de express&atilde;o para o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia da luta de classes&rdquo;, segundo o Manifesto de Niamey (Nig&eacute;ria), de 1982, era essa a miss&atilde;o dos filmes produzidos no continente a partir de ent&atilde;o. O documento, que surgiu num encontro da Federa&ccedil;&atilde;o dos Cineastas Africanos (FEPACI), tinha como objetivo a formula&ccedil;&atilde;o de regras para a produ&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do cinema africano.</span></span><br /></span></font></div><span  style=" float: right; position: relative; z-index: 10; "><a href='http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1144633_orig.jpg' rel='lightbox' onclick='if (!lightboxLoaded) return false'><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1144633.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">'Jom ou a hist&oacute;ria de um povo'</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><font color="#000000" size="3"><span style="font-size: 13px; line-height: 24px; "><span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: black; ">Entre os v&aacute;rios temas tratados, as quest&otilde;es sociais tiveram espa&ccedil;o no filme &ldquo;Carta Camponesa&rdquo; (1975), que mostra as dificuldades enfrentadas por um povoado senegal&ecirc;s. Outro assunto abordado entre as produ&ccedil;&otilde;es foi a coloniza&ccedil;&atilde;o. Filmes como &ldquo;Jom ou a hist&oacute;ria de um povo&rdquo; (1981) e &ldquo;Tabataba&rdquo; (1987) denunciam o abuso e as revoltas dos africanos contra a presen&ccedil;a dos estrangeiros.&nbsp;</span></span></span></font><br /><br /><font color="#000000" size="3"><span style="font-size: 13px; line-height: 24px; "><span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana, sans-serif; color: black; ">Os mist&eacute;rios, lendas e costumes da &Aacute;frica tamb&eacute;m foram retratados. Em &ldquo;Fary, a jumenta&rdquo; (1989), &ldquo;Finzan&rdquo; (1989) e &ldquo;Taafe Fanga, poder de saia&rdquo; (1997) nos s&atilde;o apresentadas as mais curiosas e inusitadas hist&oacute;rias sobre o continente. A influ&ecirc;ncia de outras culturas na popula&ccedil;&atilde;o africana foi igualmente documentada em produ&ccedil;&otilde;es como &ldquo;&Aacute;frica sobre o Sena&rdquo; (1957), &ldquo;E n&atilde;o havia mais neve&rdquo; (1965), &ldquo;Os pr&iacute;ncipes negros de Saint-Germain- des- Pr&egrave;s&rdquo; (1975) e &ldquo;Os comboys s&atilde;o negros&rdquo; (1966).</span></span></span></font><font color="#000000" size="3"><span style="font-size: 13px; line-height: 24px; "></span></font></div><hr  style=" visibility: hidden; clear: both; width: 100%; "></hr><span  style=" float: left; position: relative; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6988235.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">'&Aacute;fricas sobre o Sena'</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Segundo Daniel Ifanger, estagi&aacute;rio de produ&ccedil;&atilde;o do Cinusp, que ajudou a organizar a evento, a ideia de fazer exibi&ccedil;&otilde;es de filmes africanos surgiu depois de n&atilde;o conseguirem firmar uma mostra sobre o cineasta franc&ecirc;s Eric Rohmer, que foi postergada. Entretanto, afirmou que a decis&atilde;o n&atilde;o foi feita porque era uma solu&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil. &ldquo;Vimos que o conte&uacute;do seria bom e conseguir&iacute;amos fazer a tempo&rdquo;, disse.&nbsp;</span></span><br />  <br /><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Daniel contou que os filmes foram selecionados a partir de uma cole&ccedil;&atilde;o da Cinefrance, vinculada a Embaixada Francesa, chamada &ldquo;Cl&aacute;ssicos Africanos Restaurados&rdquo;. Para ele, essas obras representam apenas parcialmente o cinema africano. &ldquo;</span></span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">S&atilde;o diversos olhares, e o importante &eacute; que sejam olhares dos nativos, nascidos naqueles pa&iacute;ses, ainda que em um filme ou outro encontremos f&oacute;rmulas conhecidas do cinema tradicional<span>&rdquo;, declarou.</span></span><br /><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black"><span>&nbsp;</span></span><br />  <span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Sobre o objetivo da mostra, explicou que era o de reatar um di&aacute;logo com a cinematografia de um continente importante. Di&aacute;logo esse que, de acordo com ele, &eacute; complicado, por causa da &ldquo;&lsquo;homogeneiza&ccedil;&atilde;o&rsquo; do que entendemos por um filme, ou por cinema, presente nos p&oacute;los culturais&rdquo;. &ldquo;Em suma, &eacute; ter acesso &agrave;s imagens africanas &ndash; que v&atilde;o al&eacute;m do registro e possuem bastante expressividade&rdquo;, completou.<span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></span></span><br /><span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black"><span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;</span></span></span><br />  <span><span style="font-size:10.0pt; font-family:&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin;color:black">Um povo, muitas hist&oacute;rias. Assistir &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es africanas &eacute; se enxergar atrav&eacute;s da perspectiva de uma cultura a que tanto devemos. Precisamos conhecer mais de um continente ex&oacute;tico e seus desdobramentos, precisamos descobrir um pouco mais da origem do que somos hoje, da raiz que ajudou a formar o que agora nos identifica. As cores, os sons, os mitos, o sangue.</span></span></div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A banalidade de Leron]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/03/a-banalidade-de-leron.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/03/a-banalidade-de-leron.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:26:53 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/03/a-banalidade-de-leron.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="color: rgb(150, 129, 129); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><em style="position: relative; "><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: normal; line-height: 17px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><em style="position: relative; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 22px; "><span style="font-size: small; "><strong><a href="mailto:yasmin@revistaescarlate.com">por Yasmin Abdalla</a></strong></span></span></em></span></em></span><br /><br />&ldquo;O jovem Leron trabalha como ajudante numa o&#64257;cina de calhas. Um dia, durante a instala&ccedil;&atilde;o de calhas no telhado de um cliente, ocorre um acidente. Leron, agora imobilizado, tenta recuperar seus movimentos no trabalho&rdquo;. Uma hist&oacute;ria simples cujo sentido nasce a partir dessa pr&oacute;pria simplicidade. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa entender quem &eacute; Leron, o porqu&ecirc; dele ter se acidentado, ou como ele se sente agora. Um dos seus criadores fala que &ldquo;voc&ecirc; n&atilde;o precisa descobrir muita coisa sobre ele, ele simplesmente &eacute;&rdquo;.<br /></div><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/8842492.png?220" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">&ldquo;Voc&ecirc; que &eacute; da revista?&rdquo;. Com um ar sereno, Daniel Ifanger veio se aproximando. Ex-aluno da filosofia, decidiu que sua vida deveria tomar um rumo um tanto diferente. Hoje, no departamento de audiovisual termina de editar seu TCC &ldquo;Leron Mede os Espa&ccedil;os&rdquo; &ndash; o mesmo Leron acima.<br /><br />  Filmado no telhado do amigo e na oficina do seu tio, Daniel preferiu manter o roteiro com um ar mais interiorano. O curta foi filmado em Indaiatuba, sua cidade natal. Depois de muitas telhas quebradas e certo receio da equipe (afinal, trabalhos da USP n&atilde;o podem ser filmados fora da Grande S&atilde;o Paulo), Leron foi criado em novembro de 2009 em sete dias &ndash; o &uacute;ltimo sem descanso. <br /><br />No caso do TCC de Daniel, o projeto inicial chamava-se &ldquo;Rufus&rdquo; &ndash; segundo o pr&oacute;prio autor, um tipo de telha. Desenvolvido em um espa&ccedil;o de discuss&atilde;o, o projeto foi inscrito no Programa Nascente. Apostou na &ldquo;beleza da banalidade&rdquo; como afirma Daniel, na banalidade dos personagens, do roteiro &ndash; e ganhou. &ldquo;Rufus&rdquo; foi ganhador do 17&ordm; Programa Nascente na categoria audiovisual.&nbsp;</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" float: right; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6564156.jpg?235" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:1px;padding:3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">O Pr&ecirc;mio de R$ 4 mil ajudou na produ&ccedil;&atilde;o do curta. &ldquo;Todo mundo na minha sala queria se inscrever no programa&rdquo; disse Daniel. Posterioriormente, o projeto foi escolhido por uma banca para ser filmado como TCC, trocando de nome. &ldquo;Ningu&eacute;m gostava muito de Rufus, e eu queria ter um nome grande, diferente&rdquo;.<br /><br />  &ldquo;S&oacute; um minutinho (atende o celular). Era da Mostra Nascente! Acho que eles est&atilde;o me procurando tamb&eacute;m&rdquo;. O programa prev&ecirc; estimular a produ&ccedil;&atilde;o cultural e art&iacute;stica da Universidade. A mostra n&atilde;o inclui apenas trabalhos de audiovisual, mas tamb&eacute;m, artes c&ecirc;nicas, arte visuais, design, m&uacute;sica erudita, m&uacute;sica popular e texto. <br /><br />  &ldquo;J&aacute; come&ccedil;aram as inscri&ccedil;&otilde;es? Cedo? N&atilde;o! Acho que me inscrevi nesse per&iacute;odo mesmo&rdquo;. As inscri&ccedil;&otilde;es para o 18&ordm; Programa Nascente come&ccedil;aram no dia 1&ordm; de mar&ccedil;o e v&atilde;o at&eacute; o dia 26. A inscri&ccedil;&atilde;o deve ser feita na Pr&oacute;-Reitoria de Cultura e Extens&atilde;o. O candidato deve levar uma c&oacute;pia do trabalho, c&oacute;pias do RG e CPF e comprovante de matr&iacute;cula. O aluno deve estar matriculado na Universidade de S&atilde;o Paulo, incluindo a EAD (Escola de Arte Dram&aacute;tica).<br /><br /><br />Se voc&ecirc; tem algum trabalho, n&atilde;o perca a chance e se inscreva!<br /><br /><br /><strong>Leron Mede os Espa&ccedil;os<br /></strong><br />Diretor: Daniel Ifanger<br />Assistente de Dire&ccedil;&atilde;o: Helena Ungare<br /> Produtor: Alexandre Wahrha ig<br /> Roteiro: C&eacute;sar Turim<br /> Diretor de Fotogra&#64257;a: Andr&eacute; Suzuki<br /> Sound Designer: Eduardo Giuliano<br /> Projeto Gr&aacute;&#64257;co: Daniel Ifanger; Diogo Faggiano; Renata Sayuri Suenaga</div><hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Não há lugar como nosso lar]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/02/no-h-lugar-como-nosso-lar.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/02/no-h-lugar-como-nosso-lar.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 22 Feb 2010 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2010/02/no-h-lugar-como-nosso-lar.html</guid><description><![CDATA[por Yasmin Abdalla [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><font color="#968181"><em><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-style: normal; line-height: 17px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "><em style="position: relative; "><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 22px; "><span style="font-size: small;"><strong><a href="mailto:yasmin@revistaescarlate.com">por Yasmin Abdalla</a></strong></span></span></em></span></em></font><br /><br />&ldquo;N&atilde;o h&aacute; lugar como nosso lar&rdquo; &ndash; do filme <em>O M&aacute;gico de OZ</em><br /><br />  <span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">ACORDA, Bixo! Voc&ecirc; passou na maior Universidade da Am&eacute;rica Latina e agora este ser&aacute; o seu lar, independente do seu curso ser integral ou n&atilde;o, voc&ecirc; passar&aacute; seus maiores e melhores momentos na USP. &Eacute; preciso aproveitar as possibilidades que a USP pode nos oferecer, que v&atilde;o muito al&eacute;m da parte acad&ecirc;mica. A </span><strong>Escarlate</strong><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"> selecionou para voc&ecirc;s algumas das atividades que acontecem na USP sobre cinema.</span></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4326297.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span><br /><span><font color="#F80707"><strong>Cinusp Paulo Em&iacute;lio</strong></font></span><br />Quando descobriu que voc&ecirc; estudaria em uma cidade, ainda que universit&aacute;ria, talvez voc&ecirc; n&atilde;o tenha levado a s&eacute;rio a dimens&atilde;o que uma cidade pode atingir. No campus da USP no Butant&atilde; &eacute; poss&iacute;vel encontrar restaurantes, bancos, correios, teatros, hospital e, &eacute; claro, cinema. O cinema da USP fica ao lado do Bandej&atilde;o Central, em uma das pontas da Pra&ccedil;a do Rel&oacute;gio &ndash; n&atilde;o que isso possa ajudar um bixo perdido at&eacute; em sua pr&oacute;pria faculdade, mas voc&ecirc; pode conferir no <a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.museudeciencias.usp.br/images/saiba_o_que_a_usp_tem/mapa_saiba_o_que_a_usp_tem_impressao.jpg&amp;imgrefurl=http://www.museudeciencias.usp.br/saiba_o_que_a_usp_tem_impressao.html&amp;usg=__jSo_tsiKmx89vFU2VwMYNEh7S34=&amp;h=3350&amp;w=2375&amp;sz=1581&amp;hl=pt-BR&amp;start=4&amp;um=1&amp;itbs=1&amp;tbnid=CbKlk09BAXnjGM:&amp;tbnh=150&amp;tbnw=106&amp;prev=/images%3Fq%3Dmapa%2Bda%2Busp%2B-%2Bcampus%2Bbutant%25C3%25A3%2B-%2Bcinusp%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26rlz%3D1C1CHMB_pt-BRBR358BR358%26tbs%3Disch:1">mapa.</a></span><br /><br /><span>O Cinusp Paulo Em&iacute;lio pode at&eacute; ficar escondido, mas vale a pena a procura. Com mostras que duram cerca de duas a tr&ecirc;s semanas, a equipe do Cinusp traz temas atuais e uma sele&ccedil;&atilde;o de filmes que podem variar de sucessos que marcaram o cinema at&eacute; filmes que voc&ecirc; nunca ouviu falar. Al&eacute;m das mostras peri&oacute;dicas, algumas pr&eacute;-estr&eacute;ias acontecem por l&aacute;.</span></div><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1726215.jpg?173" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><span>Ano passado, o filme&nbsp;<em>Salve</em>&nbsp;<em>Geral</em>, do diretor S&eacute;rgio Rezende, teve sua presen&ccedil;a na Cidade Universit&aacute;ria. Mas cuidado bixo, n&atilde;o se engane, os 100 lugares do Cinusp ficam pequenos diante destas estr&eacute;ias. Quando houver algum evento, confira na agenda Escarlate o hor&aacute;rio e chegue cedo para assegurar o seu lugar.</span><br /><br /><span><span>Para chegada dos Bixos 2010, o Cinusp traz a&nbsp;<em>Mostra para gostar de cinema: 2006-2009</em>. Filmes que fizeram sucesso no s&eacute;culo XXI. Alguns sucessos como&nbsp;<em>Vicky, Cristina, Barcelona</em>, do diretor Woody Allen e&nbsp;<em>O Lutador</em>, com o ator Mickey Rourke, indicado ao Oscar, estar&atilde;o em cartaz. Para conferir a programa&ccedil;&atilde;o dia a dia da mostra entre na nossa agenda. A entrada &eacute; gratuita.</span></span><br /><br /><span><span><span style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin"><strong>Sala de Exibi&ccedil;&atilde;o - Cinusp Paulo Em&iacute;lio:</strong><br /> Rua do Anfiteatro, 181<br /> Colm&eacute;ia &ndash; Favo 04<br /> Cidade Universit&aacute;ria &ndash; S&atilde;o Paulo/SP<br /> Sess&otilde;es de Segunda &agrave; Sexta &ndash; 16hrs e 19hrs<br /> Mais informa&ccedil;&otilde;es:&nbsp;</span><a href="http://www.usp.br/cinusp/">http://www.usp.br/cinusp/</a><br /><br /></span></span></div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9246427.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"><br /><strong><font color="#F80707">Caneca</font></strong></span><br /><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">Com um nome (e um logo) original, o Caneca, o Canal da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes, teve sua estr&eacute;ia no final do ano passado em uma Quinta&amp;Breja (esp&eacute;cie de cervejada/happy hour) que acontece na ECA. Em sua primeira edi&ccedil;&atilde;o, traz debates sobre o centro acad&ecirc;mico e outras organiza&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de uma abordagem c&ocirc;mica sobre problemas s&eacute;rios que voc&ecirc; encontrar&aacute; na sua Universidade (afinal, todo lugar tem seus problemas). Uma produ&ccedil;&atilde;o de alunos de Audiovisual (e alguns jornalistas infiltrados), o <em style="mso-bidi-font-style:normal">Caneca</em> vai continuar.</span><br /><br /><strong>Twitter</strong>: <a href="http://twitter.com/Ecaneca">@Ecaneca</a><br />Assista &agrave; primeira parte do programa piloto:</div><div  style=" margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; "><div style="text-align: center;"><object width='400' height='330'><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aPdJox-KsBA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allownetworking" value="internal"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aPdJox-KsBA" type="application/x-shockwave-flash" allownetworking="internal" wmode="transparent" width='400' height='330'></embed></object></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><br /></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5104897.jpg" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;"></div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"><font color="#FD0707"><strong>Cin&eacute;filos Apresenta...</strong></font><br />Voc&ecirc; adora ler sobre cinema e saber o que anda acontecendo no mundo das pel&iacute;culas (DVDs, e blu-rays)? O site <em style="mso-bidi-font-style:normal">Cin&eacute;filos</em> da J. J&uacute;nior - Empresa J&uacute;nior de Jornalismo da ECA - te traz essa op&ccedil;&atilde;o. Com resenhas dos mais recentes filmes e noticias do que acontece no cen&aacute;rio paulistano, o site permite que alunos de jornalismo produzam textos sobre a s&eacute;tima arte. Ano passado, foi lan&ccedil;ada uma revista digital dos </span><em>Cin&eacute;filos</em><span style="mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin">, com reportagens mais longas e um design diferenciado &eacute; poss&iacute;vel ler um pouco mais sobre cinema e seus atores.</span><br /></div><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2822375.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Al&eacute;m dos textos, a equipe decidiu trazer um pouco da pr&aacute;tica para os corredores da USP.&nbsp;<em>Cin&eacute;filos Apresenta...</em>&nbsp;trouxe o filme&nbsp;<em>Budapeste</em>, exibido no audit&oacute;rio Freitas Nobre, do Departamento de Jornalismo e Editora&ccedil;&atilde;o.<span>&nbsp;&nbsp;</span>Baseado no livro hom&ocirc;nimo de Chico Buarque, com a produ&ccedil;&atilde;o de Rita Buzzar, o filme esteve cotado para representar o Brasil no Oscar. Ap&oacute;s a exibi&ccedil;&atilde;o do longa, houve uma discuss&atilde;o com a produtora. Em sua segunda edi&ccedil;&atilde;o, o&nbsp;<em>Cin&eacute;filos</em>&nbsp;<em>Apresenta</em>... exibiu o filme <em>Loki &ndash; Arnaldo Baptista</em>, o document&aacute;rio mostra a saga do fundador dos mutantes. Fique atento &agrave;s pr&oacute;ximas edi&ccedil;&otilde;es.<br /><br /><span style="mso-bidi-font-family:Calibri;mso-bidi-theme-font: minor-latin"><strong>J. J&uacute;nior - Empresa J&uacute;nior de Jornalismo ECA/USP</strong><br /> <span>Departamento de Jornalismo e Editora&ccedil;&atilde;o ECA-USP</span><br /> <span>Av. Prof. L&uacute;cio Martins Rodrigues, 443 &ndash; Bloco A<br /> Cidade Universit&aacute;ria</span> &ndash; S&atilde;o Paulo<br /> Cin&eacute;filos:</span><a href="http://jjunior.org.br/cinefilos/">http://jjunior.org.br/cinefilos/</a><br /> Mais informa&ccedil;&otilde;es:<font color="#000000">&nbsp;<a href="http://www.jjunior.org.br/">http://www.jjunior.org.br/</a></font><br /><br /><br />*Yasmin Abdalla participa da equipe J. J&uacute;nior</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A arte como fim]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/a-arte-do-fim.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/a-arte-do-fim.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/a-arte-do-fim.html</guid><description><![CDATA[por L&iacute;via Furtado [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><font color="#8C8787"><span style="font-size: x-small; line-height: 17px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><strong><em><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 22px; ">por L&iacute;via Furtado</span></em></strong></span></font></div><div ><div style="text-align: center;"><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2261654.jpg?407x198" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px;">Algumas das Escarlates no dia de festa, em fevereiro/2009</div></div></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">Entrar na faculdade &eacute; uma festa. Trote, matr&iacute;cula, muita tinta - e dependendo da faculdade em que voc&ecirc; entrou, lama e outras coisas mais. Quem entra em Audiovisual na USP passa a frequentar, como todo bom ECAno, quintas e brejas, festecas, Outubros (ou Nada), e em meio disso tudo o tempo passa sem ningu&eacute;m reparar. <br /><br />  E a&iacute;, de repente, voc&ecirc; tem que fazer seu TCC. <br /><br />  A sa&iacute;da da vida universit&aacute;ria para a vida "adulta", simbolicamente representada pelo Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso, foi tema de debate entre os alunos de audiovisual na &uacute;ltima sexta-feira, dia 16. A iniciativa de apresentar os TCCs desse ano, com o objetivo de divulgar os filmes e ajudar os mais novos com seus pr&oacute;prios trabalhos, foi tomada pelo estudante Miguel Antunes Ramos, do terceiro ano, representante dos AVs (como s&atilde;o conhecidos os estudantes do curso).<br /><br />  Quatro curtas, entregues esse ano, foram exibidos no audit&oacute;rio Paulo Em&iacute;lio (aquele do segundo andar, em cima do Lupe Cotrim &ndash; esse voc&ecirc;, se for da ECA, conhece bem; &eacute; aquele onde rolou a famosa palestra de Cinema Independente no come&ccedil;o do ano): &ldquo;O Presidente,&rdquo; de Luiza Favale (ingressa em 2004); &ldquo;A guerra de Arturo&rdquo;, de J&uacute;lio Taubkin (2003); &ldquo;Nuvens&rdquo;, de Daniel Grinspum (2003)e &ldquo;Fim de semana sim&rdquo;, de Vinicius Toro (2002). Ap&oacute;s a exibi&ccedil;&atilde;o dos filmes, o professor Christian Borges iniciou um debate/bate-papo entre o p&uacute;blico e os criadores.</div><span  style=" float: left; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1540629.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Arturo: estilo antigo</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><strong>A arte como espelho</strong><br />Os quatro diretores estavam presentes e, sentados a uma mesa de frente para o audit&oacute;rio, falaram primeiro sobre os processos de cria&ccedil;&atilde;o e filmagem. A partir da&iacute;, desenrolaram-se discuss&otilde;es acerca de detalhes t&eacute;cnicos - as dificuldades de se fazer um filme usando uma pel&iacute;cula de 35mm, as vantagens e desvantagens do digital &ndash; e, depois, come&ccedil;ou-se a falar sobre os temas abordados nos curtas. O aluno Diogo Faggiano, do quinto ano de AV, apontou o fato de que 3 dos 4 filmes tinham crian&ccedil;as no papel principal &ndash; apenas &ldquo;Arturo&rdquo; fugia &agrave; regra. Diogo comentou ser essa uma caracter&iacute;stica que ele percebia em grande parte dos trabalhos produzidos no curso, e come&ccedil;ou-se a refletir se aquilo seria uma esp&eacute;cie de escudo usado pelos estudantes.&nbsp;<br /><br />Toro analisou que olhar uma situa&ccedil;&atilde;o dez anos depois torna mais f&aacute;cil analis&aacute;-la, logo os problemas da nossa inf&acirc;ncia s&atilde;o melhores compreendidos por n&oacute;s aos vinte anos. Talvez essa transi&ccedil;&atilde;o pela qual os alunos est&atilde;o passando ao produzir o TCC, esse ser jogado no mercado de trabalho mas ainda n&atilde;o ser &ldquo;completamente adulto&rdquo;, fa&ccedil;a com que eles busquem retratar um mundo, um ciclo de problemas que j&aacute; foi resolvido.<br /><br />Taubkin acrescentou que seria muito mais dif&iacute;cil falar dos problemas pelos quais eles passam atrav&eacute;s dos olhos de algu&eacute;m da mesma idade, porque eles ainda n&atilde;o t&ecirc;m uma vis&atilde;o ampla sobre o assunto, est&atilde;o muito absorvidos nele. Al&eacute;m disso, adolescentes s&atilde;o muito mais explosivos e intensos.</div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr><span  style=" float: right; position: relative; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5264808.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 5px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">O pequeno presidente</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">A pr&oacute;pria Favale revelou que &ldquo;Presidente&rdquo; trata, embora em met&aacute;foras e analogias, de situa&ccedil;&otilde;es muito pessoais vividas pela garota &ndash; o menino que sonha em ser presidente dos Estados Unidos, tem o sonho zombado pela m&atilde;e, e passa por um processo de amadurecimento dif&iacute;cil. &ldquo;Talvez tenha sido uma forma de escudo mesmo, colocar uma crian&ccedil;a, n&atilde;o uma adolescente como eu.&rdquo;<br /><br />  O professor Borges achou produtiva a discuss&atilde;o. &ldquo;Esse &eacute; um ponto muito interessante, porque pode ser que isso seja algo que a gente tenha que trabalhar melhor no programa do curso. Talvez seja interessante incentivar as pr&oacute;ximas turmas a fazerem filmes sob os olhares da pr&oacute;pria gera&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6780873.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Nuvens: choque de realidades</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><strong>A arte como resposta</strong><br />O que ficou claro durante o debate foi o fato de que as obras serviram como modo de aliviar alguma inquieta&ccedil;&atilde;o dos diretores. Todas tratam de uma mudan&ccedil;a, um rompimento &ndash; do menino sonhador a Arturo, o homem que causa uma guerra quando pela primeira vez cria uma not&iacute;cia -, abordam temas que incomodam &ndash; de Bia, em &ldquo;Fim de semana sim&rdquo;, seus pais divorciados e sua conviv&ecirc;ncia com Bruno, portador de s&iacute;ndrome de Down, a Luana, a garota de &ldquo;Nuvens&rdquo; que vende balas no sem&aacute;foro. <br /><br />&ldquo;Eu sabia que queria falar sobre isso porque sempre foi algo que me incomodou, n&atilde;o saber lidar com aquelas pessoas.&rdquo; Grinspum se refere aos moradores de rua, que s&atilde;o tema de &ldquo;Nuvens&rdquo;, e como ele quis tratar o tema de forma mais l&iacute;rica, por ser aquele um universo desconhecido para ele.</div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" float: right; z-index: 10; position: relative; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6574106.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Bia em conversa com o pai</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Toro tamb&eacute;m lidou com situa&ccedil;&otilde;es delicadas em &ldquo;Fim de semana sim&rdquo;, na qual a menina Beatriz &eacute; obrigada a conviver com Bruno, portador de S&iacute;ndrome de Down, filho da namorada de seu pai. A sa&iacute;da foi fazer v&aacute;rios workshops com crian&ccedil;as na APAE e aprender que conviver com as diferen&ccedil;as &eacute; o &uacute;nico modo de aceit&aacute;-las. <br /><br /><strong>A arte como constru&ccedil;&atilde;o</strong><br />O evento provou que a obra de arte se constitui de uma constru&ccedil;&atilde;o intermin&aacute;vel de sentidos. Assim como na <a href="http://escarlate.weebly.com/1/post/2009/10/atravs-do-espelho-guimares-rosa.html" target="_blank">roda de leitura de Guimar&atilde;es Rosa</a>, as opini&otilde;es de cada espectador iam lan&ccedil;ando novas luzes aos filmes, detalhes e sentidos que &agrave;s vezes nem mesmo os pr&oacute;prios diretores haviam notado. Essa pode ser uma experi&ecirc;ncia riqu&iacute;ssima para os estudantes de audiovisual &ndash; e de outros cursos tamb&eacute;m (mesmo porque v&aacute;rios tamb&eacute;m se utilizam da forma v&iacute;deo em TCCs &ndash; s&atilde;o comuns os document&aacute;rios em jornalismo), e deveria ser estimulada dentro do departamento. A conviv&ecirc;ncia de diferentes &aacute;reas em um debate como esse apenas enriquece a produ&ccedil;&atilde;o. Miguel admite, por&eacute;m, que &eacute; dif&iacute;cil. &ldquo;Voc&ecirc; se esfor&ccedil;a pra organizar tudo e vai muito pouca gente.&rdquo; <br /><br />  Ficou interessado? <strong>Deixe um coment&aacute;rio</strong> na mat&eacute;ria ou <a href="http://www.revistaescarlate.com/fale-com-a-gente.html">envie um email</a> pra Escarlate mostrando seu apoio &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de mais eventos como esse. S&oacute; depende de voc&ecirc;!</div><hr  style=" clear: both; visibility: hidden; width: 100%; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Entre irmãos]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/entre-irmos.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/entre-irmos.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/entre-irmos.html</guid><description><![CDATA[por L&iacute;via FurtadoEu n&atilde;o vivo sem a mi [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><font color="#999999" size="4"><span style="font-size: 15px; line-height: 17px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"><strong><em><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 22px; ">por L&iacute;via Furtado</span></em></strong></span></font></div><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; ">Eu n&atilde;o vivo sem a minha irm&atilde;.&nbsp;<br /><br />Quando pequena, &agrave;s vezes eu pensava como seria bom ser filha &uacute;nica &ndash; ganhar todos os presentes, ter todas as roupas, ocupar o banco todo do carro. N&atilde;o ia ter quem me botasse em enrascadas com os meus pais, nem quem dissesse que eu tinha menos direitos por ser mais nova. At&eacute; que percebi que se n&atilde;o tivesse irm&atilde;, eu n&atilde;o teria de quem pegar coisas emprestadas, nem quem me ajudasse a me vestir, nem quem me fizesse rir durante as viagens chatas. Nem teria uma c&uacute;mplice sempre ali, ou me defenderia das meninas mais velhas na escola.<br /><br />Irm&atilde;o deveria estar no dicion&aacute;rio como &ldquo;essencial&rdquo;. Fraternidade, como &ldquo;inviol&aacute;vel.&rdquo;&nbsp;</div><span  style=" position: relative; float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/1710496.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">'Dois destinos', de 1962</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Os filmes da mostra &ldquo;Entre Irm&atilde;os&rdquo;, em cartaz desde a semana passada no Cinusp, retratam exatamente isso. De situa&ccedil;&otilde;es em que as crian&ccedil;as vivem escondidas, sem a m&atilde;e, e o irm&atilde;o mais velho assume as responsabilidades &ndash; &ldquo;Ningu&eacute;m pode saber&rdquo;, filme japon&ecirc;s de Hirokazu Koreeda -, &agrave;quelas em que os irm&atilde;os foram separados quando crian&ccedil;as e s&atilde;o completamente diferentes &ndash; o italiano &ldquo;Dois destinos&rdquo;, de Valerio Zurlini &ndash; as obras mostram a import&acirc;ncia dessa rela&ccedil;&atilde;o familiar na forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos e para sua sobreviv&ecirc;ncia. &Eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o se identificar de algum modo com aquelas personagens - imposs&iacute;vel n&atilde;o se lembrar da irm&atilde; mais velha que assume o controle quando as coisas est&atilde;o meio sem ch&atilde;o, ou do irm&atilde;o com opini&otilde;es pol&iacute;ticas t&atilde;o diferentes, ou do irm&atilde;o meio f&uacute;til, avoado, ou do irm&atilde;o que se apaixona pela mesma menina que voc&ecirc;.</div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><span  style=" z-index: 10; position: relative; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/4088379.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Os 4 irm&atilde;os de Ningu&eacute;m Pode Saber</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">O tom intimista do t&iacute;tulo da mostra transporta essa rela&ccedil;&atilde;o de ajuda e necessidade das rela&ccedil;&otilde;es humanas para a rela&ccedil;&atilde;o obra/p&uacute;blico. Os filmes servem como consolo, escape, forma de indigna&ccedil;&atilde;o ou esperan&ccedil;a, dependendo de como constru&iacute;mos seus sentidos e nos permitimos relacionar com eles. A mistura de nacionalidades e &ldquo;idades&rdquo;, japoneses com italianos, recentes com cl&aacute;ssicos, faz com que todo tipo de p&uacute;blico se encontre ali, em algum dia e hor&aacute;rio. Todos podem buscar o ombro amigo do irm&atilde;o simb&oacute;lico na tela, as palavras confortadoras das personagens, as risadas, as confiss&otilde;es. &ldquo;Ningu&eacute;m pode saber&rdquo; influenciou, inclusive, o estilo do curta &ldquo;Fim de semana sim&rdquo;, <a href="http://escarlate.weebly.com/6/post/2009/10/entre-irmos.html" target="_blank">TCC do aluno de audiovisual Vinicius Toro</a>, mostrando que da leitura feita pelo jovem do filme, ele mesmo criou uma nova obra &ndash; a arte alimentando a arte, o cinema servindo como o irm&atilde;o que ajuda, ap&oacute;ia, inspira.</div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr><span  style=" position: relative; z-index: 10; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/6846887.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border-width:0;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;">Sabrina: dividida entre irm&atilde;os</div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; ">Os cl&aacute;ssicos assumem com mais for&ccedil;a ainda esse papel &ndash; s&atilde;o aqueles filmes que est&atilde;o sempre ali, aconte&ccedil;a o que acontecer, aqueles que a gente guarda com tanto carinho no cora&ccedil;&atilde;o e que faz valer t&atilde;o a pena perder horas do seu dia na salinha do Cinusp. Seja uma sexta feira &agrave; noite gasta para ver Marcello Mastroianni como Enrico (em &ldquo;Dois destinos&rdquo;), seja para apreciar a eterna Audrey Hepburn em &ldquo;Sabrina&rdquo; (e Humphrey Bogart como seu par). <br /><br />  Dizem que irm&atilde;o a gente &eacute; quem escolhe. Aproveite: o Cinusp est&aacute; te oferecendo &oacute;timas op&ccedil;&otilde;es.<span style="mso-spacerun:yes">&nbsp;&nbsp;</span><br /><br /><em>Infelizmente, devido a um "desencontro de agendas", a mostra </em>Entre Irm&atilde;os<em> acaba essa sexta. Mas ainda d&aacute; tempo de conferir "Sabrina", "Rocco e seus irm&atilde;os", "Irm&atilde;os" e "Zoo". Veja os hor&aacute;rios na <a href="http://www.revistaescarlate.com/agenda.html">nossa agenda.</a></em></div><hr  style=" clear: both; width: 100%; visibility: hidden; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mães de Maio]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/mes-de-maio.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/mes-de-maio.html#comments]]></comments><pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/10/mes-de-maio.html</guid><description><![CDATA[&nbsp; p [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: left; "><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><FONT style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(143,129,129)" size=2>&nbsp; p</FONT><EM><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; LINE-HEIGHT: 115%"><FONT style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(143,129,129)" size=2>or Yasmin Abdalla</FONT><br /><br /></SPAN></EM>&ldquo;Paz, justi&ccedil;a e liberdade&rdquo; &ndash; grito do PCC</div><span  style=" z-index: 10; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/2279622.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border: none;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><SPAN style="FONT-SIZE: 16pt; LINE-HEIGHT: 115%">L&uacute;cia</SPAN>, m&atilde;e de Rafael, presidi&aacute;rio durante maio de 2006, vivo. <SPAN style="FONT-SIZE: 16pt; LINE-HEIGHT: 115%">D&eacute;bora</SPAN>, m&atilde;e de &Eacute;dson, cidad&atilde;o livre durante maio de 2006, morto. <SPAN>&nbsp;</SPAN><br /><br />O filme <EM>Salve Geral &ndash; o dia em que S&atilde;o Paulo parou</EM> do diretor S&eacute;rgio Rezende, foi exibido na &uacute;ltima quarta (30/09), no Cinusp Paulo Em&iacute;lio e&nbsp;contou com uma presen&ccedil;a em massa dos estudantes, na esperan&ccedil;a de ver parte de sua hist&oacute;ria exibida no cinema. O filme se passa durante os ataques do PCC a S&atilde;o Paulo, no primeiro semestre de 2006. N&atilde;o morava aqui. <SPAN>&nbsp;</SPAN>Aquilo n&atilde;o fazia parte da minha hist&oacute;ria. Antes de entrar no filme queria saber da cidade naqueles dias. Queria saber das pessoas. <br /><br />Alexandre Chaves comentou:<SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Calibri','sans-serif'"><FONT size=3><EM><SPAN style="COLOR: red">&ldquo;Eu fiquei calmo, mas n&atilde;o deveria, eu passei por tr&ecirc;s delegacias, a coisa poderia ter apertado&rdquo;. </SPAN></EM></FONT></SPAN>J&aacute; Bruna Buzzo se manteve mais cautelos<SPAN style="FONT-STYLE: italic">a: </SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Calibri','sans-serif'"><FONT size=3><EM><SPAN style="COLOR: red">&ldquo;Eu poderia ter ido para casa sozinha ou ter esperado at&eacute; minha m&atilde;e me buscar. Fiz meu simulado e fiquei na escola mesmo&rdquo;. </SPAN></EM></FONT></SPAN><br /><br />Mas provavelmente ningu&eacute;m naquela fila era L&uacute;cia ou D&eacute;bora em 2006.<br /><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><br />L&uacute;cia &eacute; a protagonista do filme. Ela vive um drama pessoal na tentativa de tirar seu filho do fogo cruzado entre a organiza&ccedil;&atilde;o de presidi&aacute;rios e o Estado. D&eacute;bora &eacute; protagonista de sua pr&oacute;pria vida. Ela teve seu filho morto na cidade de S&atilde;o Vicente, no litoral paulista, durante o per&iacute;odo retratado no filme. N&atilde;o p&ocirc;de fazer nada por seu filho. O crime at&eacute; hoje continua impune.</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" z-index: 10; float: right; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5422345.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border: none;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><EM>Salve Geral</EM>, que concorrer&aacute; ao Oscar de 2010, mostra os fatos daquele dias das m&atilde;es em 2006 por uma &oacute;tica diferente. Os eventos s&atilde;o vistos sob o ponto de vista de L&uacute;cia (Andr&eacute;ia Beltr&atilde;o), professora de piano que representa a classe m&eacute;dia do Brasil. Seu filho, Rafael (Lee Thalor) acaba se envolvendo com&nbsp;o assassinato de uma menina e &eacute; preso. O filme foca-se muito no drama pessoal de L&uacute;cia que se envolve com Ruiva, advogada ligada ao PCC, na tentativa de tirar seu filho da pris&atilde;o. Drama este&nbsp;que n&atilde;o d&aacute; import&acirc;ncia a certos fatos da &eacute;poca, como a morte 493 pessoas, muitas delas inocentes.<br /><br />"Esse filme n&atilde;o mostra a matan&ccedil;a sobre a sociedade civil. Pelo que li, a hist&oacute;ria termina no terceiro dia, na segunda, e as mortes continuaram por mais cinco dias", aponta D&eacute;bora Maria da Silva, que preside a Associa&ccedil;&atilde;o de Amparo a M&atilde;es e Familiares V&iacute;timas de Viol&ecirc;ncia. A mesma D&eacute;bora, m&atilde;e de &Eacute;dson Rog&eacute;rio. O grupo &eacute; conhecido pelo nome <EM>M&atilde;es de Maio, </EM>que faz refer&ecirc;ncia a organiza&ccedil;&atilde;o <EM>Madres de la Plaza de Mayo, </EM>grupo de m&atilde;es argentinas que luta pela puni&ccedil;&atilde;o de crimes da &uacute;ltima ditadura argentina.<br /><br />Apesar das cr&iacute;ticas lan&ccedil;adas ao filme, Sergio Rezende deve ser aplaudido. Aplaudido pela sua coragem de fazer um filme sobre o PCC. Pelo belo filme que nos apresenta, com imagens impactantes, frases de efeito e uma trilha sonora de emocionar qualquer um (muito bem escolhida pelo Maestro Miguel Briamonte). E ainda pela bela escolha da atriz Denise Weinberg, que com toda sua dramaticidade teatral, interpreta a advogada Ruiva conseguindo sintetizar as pessoas reais ligadas ao partido do lado de fora das pris&otilde;es. Os personagens de Andr&eacute;a Beltr&atilde;o e Lee Thalor poderiam ser essa s&iacute;ntese de m&atilde;es e v&iacute;timas, mas n&atilde;o foram.</div><hr  style=" width: 100%; clear: both; visibility: hidden; "></hr><span  style=" z-index: 10; float: left; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5429281.jpg" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border: none;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">Rezende disse &agrave; Folha Ilustrada que L&uacute;cia foi constru&iacute;da a partir de uma vis&atilde;o pr&oacute;pria da classe m&eacute;dia, &ldquo;<SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Verdana','sans-serif'">Pelas circunst&acirc;ncias ela &eacute; for&ccedil;ada desde o in&iacute;cio a ver o mundo de outra maneira&rdquo;, completa o diretor.</SPAN> &ldquo;Ele n&atilde;o retrata a realidade das m&atilde;es, n&atilde;o me sinto representada", afirma D&eacute;bora sobre o papel interpretado por Andr&eacute;a Beltr&atilde;o, que acaba ajudando a advogada da fac&ccedil;&atilde;o, e at&eacute; se envolvendo sexualmente com um l&iacute;der criminoso. Romance que n&atilde;o apenas &eacute; improv&aacute;vel na vida real, como de certa forma ridiculariza a densidade do per&iacute;odo que Rezende retratou. Neste ponto do filme, L&uacute;cia torna-se uma personagem inconstante e fraca &ndash; n&atilde;o parece uma m&atilde;e em desespero (e sim uma adolescente apaixonada).<br /><br />Al&eacute;m disso, Rezende declarou que, apesar de n&atilde;o ter entrevistado nenhum presidi&aacute;rio, coletar informa&ccedil;&otilde;es sobre os bastidores do PCC &ldquo;foi a coisa mais f&aacute;cil do mundo&rdquo;. Certa contradi&ccedil;&atilde;o na apura&ccedil;&atilde;o que talvez n&atilde;o tenha permitido a constru&ccedil;&atilde;o de personagens fortes e coerentes. <br /><br />Muitos alegam que nosso filme representante ao Oscar &eacute; muito violento e que possa manchar a (j&aacute; manchada) imagem nacional. Talvez esse n&atilde;o seja o fator limitante ao Oscar. Bem ou mal, a viol&ecirc;ncia faz parte da nossa realidade. N&atilde;o &eacute; a realidade que atrapalha a vit&oacute;ria e sim uma fic&ccedil;&atilde;o calcada na realidade e em personagens reais com D&eacute;bora e &Eacute;dson.<br /><br />*O filme foi exibido apenas uma vez na USP. mas n&atilde;o perca a chance de assist&iacute;-lo:<br />Para ver os locais de exibi&ccedil;&atilde;o - <A href="http://www.google.com.br/movies?hl=pt-BR&amp;near=Sao+Paulo&amp;dq=salve+geral&amp;sort=1&amp;mid=9ec1007e4c05f3eb&amp;ei=1A_MSpOQG4uXlAfu5dDPBQ&amp;sa=X&amp;oi=showtimes&amp;ct=movie-link&amp;cd=1">clique aqui</A>.<br />Para ver o trailer - <A href="http://www.youtube.com/watch?v=pr2TEdGG1X8">clique aqui</A><br /><br />*Agradecimento especial a Rafael Ciscati pelas inspiradoras discuss&otilde;es sobre o filme.<br /></div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Glauber Rocha visita o Cinusp]]></title><link><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/09/first-post.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/09/first-post.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 00:00:00 -0800</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.revistaescarlate.com/6/post/2009/09/first-post.html</guid><description><![CDATA[ [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><em style=""><span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: rgb(140, 135, 135); font-weight: bold;">Por Yasmin Abdalla</span><br /><br /></span></em><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"> Colm&eacute;ia. Favo 04. Um lugar que continua desconhecido para muitos uspianos, uma terra distante num dos cantos da pra&ccedil;a do rel&oacute;gio, muito al&eacute;m do bandej&atilde;o. Ir ao Cinusp era uma aventura para mim. E de fato o foi.<br /><br />  &ldquo;Meu nome? Oswaldo&rdquo;. J&aacute; era o fim da nossa conversa. Um pouco antes de ele ir embora e eu seguir em frente, me perguntou: &ldquo;qual &eacute; o seu signo?&rdquo;. Parou um instante e logo replicou &ldquo;g&ecirc;meos? Ainda vai fazer muita coisa boa na vida&rdquo;. Espero que o <strong style=""><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Escarlate</span></strong> seja uma delas. H&aacute; 5 minutos n&atilde;o imaginava que nossa conversa terminaria assim.<br /><br />  &ldquo;Voc&ecirc; est&aacute; com cara de perdida, o que procura?&rdquo; Ele n&atilde;o amedrontava, tinha quase uma tom paternal comigo. N&atilde;o tive medo de falar. &ldquo;O Cinusp? &Eacute; aqui mesmo. O que est&aacute; passando de bom?&rdquo;, continuou ele.<br /></div><span  style=" float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9109176.jpg?190x237" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border: 1px solid black;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">     Cheguei ao meu destino final: o <a href="http://www.usp.br/cinusp/">Cinusp Paulo Em&iacute;lio</a>. O local traz a mostra <strong style=""><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">Glauber Rocha: 70 anos</span></strong>, que celebra a idade que o artista teria em 2009 caso estivesse vivo. A mostra re&uacute;ne alguns sucessos, como <em style="">Deus e o Diabo na Terra do Sol</em>, filme mencionado por Oswaldo, e ainda filmes menos conhecidos, como a <em style="">Idade da Terra </em>e <em style="">Cabezas Cortadas</em>, em que Glauber j&aacute; passava por outra fase. As sess&otilde;es fazem parte da programa&ccedil;&atilde;o da 14&ordm; Semana de Arte e Cultura, que acontece na Universidade de S&atilde;o Paulo. <br /><br />Glauber Rocha transpirava e vivia o cinema. Foi respons&aacute;vel por marcar a s&eacute;tima arte brasileira, a partir da proposta tanto nacionalista quanto de den&uacute;ncia sobre quest&otilde;es brasileiras. O apogeu do cineasta ocorreu entre os anos 60 e 70, quando em 1963 lan&ccedil;ou um de seus filmes mais conhecidos <span style="font-style: italic;">Deus e o Diabo na Terra do Sol</span>.<br /><br />  </div><hr  style=" width: 100%; visibility: hidden; clear: both; "></hr><span  style=" float: right; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/9106754.jpg?220x216" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; border: 1px solid black;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"> &ldquo;Glauber Rocha! Lembro muito bem... Plena ditadura, os port&otilde;es da primeira sess&atilde;o de <em style="">Deus e o Diabo na Terra do Sol</em> quase se fechando, e eu correndo para tentar entrar. Sabe quem estava do meu lado? J&ocirc; Soares&rdquo;. Oswaldo foi falando tudo assim mesmo, meio corrido, meio atropelado<span style="color: red;">.</span><br /><br />  Enquanto uns correm para ver sess&otilde;es escondidas, alguns anos depois, muitos mal sabem o que acontece a sua volta. A sess&atilde;o vazia me fez pensar em Oswaldo. Parece que na &eacute;poca em que tudo era proibido, os lugares eram mais lotados. Uma forma das pessoas se sentirem ativas, buscando seus ideais de na&ccedil;&atilde;o.<br /><br />  O baiano, malvisto pela ditadura, abordou temas como o homem no campo, a ridiculariza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional e alguns aspectos da cultural brasileira, como sua musicalidade e sua religiosidade. Os filmes de Glauber Rocha n&atilde;o s&atilde;o para serem vistos com uma pipoca na m&atilde;o e uma coca-cola ao lado. Oswaldo j&aacute; havia me mostrado isso, era preciso aten&ccedil;&atilde;o para entend&ecirc;-los.<br />  </div><hr  style=" visibility: hidden; width: 100%; clear: both; "></hr><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; "><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">&nbsp;<span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"><em style="">Um homem e dois telefones ao mesmo tempo. Ele fala um espanhol confuso e r&aacute;pido. N&atilde;o sabe a quem ou que dar aten&ccedil;&atilde;o. Ele mesmo n&atilde;o se entende</em>. </span><br /><br />  </div><span  style=" float: left; z-index: 10; "><a><img src="http://www.revistaescarlate.com/uploads/2/8/0/3/2803871/5363693.jpg?155x231" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; border: 1px solid black;" alt="Picture" /></a><div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"></div></span><div  class="paragraph" style=" text-align: justify; display: block; "><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><LINK href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CYasmin%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml">Poucos podem reconhecer, mas esta &eacute; uma cena de um filme de Glauber Rocha. <EM>Cabezas Cortadas, </EM>que tamb&eacute;m est&aacute; na mostra<EM>,</EM> &eacute; gravado na Espanha e faz parte de uma fase do cineasta que problematiza quest&otilde;es al&eacute;m do Brasil. <br /><br />&ldquo;Mostrar filmes do cineasta que s&atilde;o menos conhecidos &eacute; justamente nossa proposta&rdquo;, declarou Daniel Ifanger, um dos respons&aacute;veis pela mostra. &ldquo;Os filmes de sucesso sempre t&ecirc;m p&uacute;blico, mas n&oacute;s quer&iacute;amos mostrar os filmes que s&atilde;o pouco vistos tamb&eacute;m&rdquo;. <br /><br />O acervo da amostra foi concedido pela associa&ccedil;&atilde;o <A href="http://www.tempoglauber.com.br/">Tempo Glauber</A> e pela fam&iacute;lia do artista. Vale a pena conferir a programa&ccedil;&atilde;o que fica em cartaz at&eacute; o dia 25 de setembro. O tempo &eacute; curto, mas o Cinusp &eacute; logo ali. Vale a pena a aventura, quem sabe Oswaldo est&aacute; por l&aacute;. Se n&atilde;o estiver, Glauber com certeza estar&aacute;.<br /><br />Para ver a programa&ccedil;&atilde;o completa e obter maiores informa&ccedil;&otilde;es, acesse o site do Cinusp (<A href="http://www.usp.br/cinusp">www.usp.br/cinusp</A>). <br /><br />Bom filme!</div><hr  style=" visibility: hidden; clear: both; width: 100%; "></hr>]]></content:encoded></item></channel></rss>

