História escrita em tinta
Quem entra na sala de exposições do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) se vê frente a frente com um pesado legado histórico. Pulsos algemados, rostos cadavéricos e gestos intensos marcam as obras produzidas durante a ditadura militar, que despertam uma sensação um pouco indefinida – sufocamento, indignação, um medo vago, mas ainda presente - até em quem não sentiu na pele a violência do período.
"Quando eu crescer, vou fazer artes plásticas!"
É comum não pensar em arte como profissão, ou achar que este não é um profissional com agenda, responsabilidades e rotina. Representado como um personagem alegórico seria alguém com sotaque francês, bigodinho, boina e cachecol carregando uma paleta na mão. Esqueça tudo isso. Arte é coisa séria e muitos profissionais vivem dela fazendo coisas bem mais interessantes do que o estereótipo que podemos ter em mente.
"De um povo heróico o brado retumbante"
O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, guarda um segredo. Qual?! Pois vamos lá.
A cor da música
Orquestra sinfônica. O que essas duas palavras evocam na sua cabeça? Salões enormes sustentados por enormes colunas de mármore.Paredes preenchidas por grandes figuras clássicas decoradas com filetes de ouro. Senhoras com coques brancos e vestidos longos. Senhores com bigodes grisalhos e ternos pretos. Poltronas vermelhas estofadas com braços de mogno. Anéis de ouro segurando taças de champanhe. Solenidade. Som de violinos e cheiro de roupa guardada há meses no armário. Certo?
| "A arte saiu da caverna e caminha em direção ao divino. É o Deus que há em nós, a grande mola que propulsiona o homem para a frente e para cima."
- Olga Savary Leia mais!
Todas as matérias
2010 04/07 - História escrita em tinta 05/05 - "Quando eu crescer, vou fazer artes plásticas" 23/3 - "De um povo heróico um brado retumbante" 9/3 - A cor da música 21/2 - Benvindo à arte na USP 2009 2/12 - Plumas entre concreto e buzina 11/11 - Pintores de um tempo 21/10 - Emoções aquareláveis 7/10 - Um diálogo entre corpos estranhos 22/9 - A solidão entre os ecanos |




